10 anos deste blog

terça-feira, 31 de maio de 2011

Esse blog está completando 10 anos hoje. Nem parece que o cara que está escrevendo agora é a mesma pessoa que aquele moleque de uma década atrás.

De lá pra cá eu rompi um noivado, conheci minha esposa, comecei a trabalhar, tive um filho, tive outro filho, tive uma filha, até hoje não consegui escolher uma faculdade pra cursar, li muito, vi muitos filmes, mudei algumas vezes a aparência desta página e não consegui emagrecer.

É chato que eu atualmente apareça tão pouco por aqui, com posts desconexos, sempre prometendo voltar a postar mais freqüentemente e nunca cumprindo. Várias vezes já pensei em fechar esse espaço mas não consigo. Uma parte bem legal de mim está aqui, e doeria no meu coração digitar o endereço e não ver o meu velho bloguinho.
Sendo assim ele continuará por aqui, e quem sabe algum dia eu encontre a inspiração (perdida há tantos e tantos anos) e volte a me dedicar a escrever.

E chega de saudosismo.

Sobre "Onde os homens conquistam a glória"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Meu veredicto sobre o livro: muito bom. Embora não tenha me cativado como "No ar rarefeito" e "Na natureza selvagem", ele é escrito com a mesma garra e provavelmente com mais rigor (por causa do tema muito espinhoso).

Envergonhadamente confesso que nunca havia ouvido falar na história de Pat Tillman, a estrela em ascenção do futebol americano que trocou sua carreira na NFL pelo que achava a coisa certa a se fazer no momento: ajudar o exército americano a deter os responsáveis pelos ataques de 11 de setembro.

Tillman acabou sendo morto vítima de fogo amigo mas o exército e o governo dos Estados Unidos tentaram de toda forma encobrir os eventos que levaram à sua morte, para tentar obter ganhos políticos com ela.

Homenagem a Edwin van der Sar

domingo, 29 de maio de 2011

Vim morar aqui em Campos em 1994 mas foi só em 95 que passei a me interessar mais de perto pelo futebol. Foi o ano em que o Grêmio de Jardel, Paulo Nunes e Danrlei (dirigido pelo Felipão) conquistou seu 2º título da Libertadores da América e havia toda uma expectativa pela final do Mundial Interclubes, a ser disputada contra os holandeses do Ajax.

Eu tinha pouquíssimo contato com futebol europeu, então. O pouco que sabia era o que o Globo Esporte e a revista Placar me contavam. E o que eles me contavam era que o time que enfrentaria o Grêmio era uma equipe comparável ao lendário Carrossel Holandês, um time que tocava a bola exaustivamente e que tinha em seu enorme goleiro uma espécie de líbero, sempre pronto a receber um passe fora da grande área e redistribuir a bola. O nome desse goleiro era Edwin van der Sar. Ele não estava em início de carreira (já era profissional do Ajax desde 1990) mas era um completo desconhecido pra mim.

Ao contrário do que se esperava (embora não se pronunciasse em voz alta, em respeito aos gaúchos), o Ajax não goleou implacavelmente o Grêmio. O jogo foi 0 a 0 e os holandeses conquistaram o títulos nos pênalties. Melhores momentos do jogo.

Nos anos seguintes, ainda que eu pouco tenha ouvido falar dele (à exceção da época da final da Liga dos Campeões perdida para a Juventus) fiquei com sua imagem gravada na mente, com toda sua altura e elegância com a bola nos pés. Até que em 1998 ele enfrentou o Brasil pela semifinal da Copa, sofrendo um gol de Ronaldo e perdendo nos pênalties.

Em 1999 ele foi contratado pela mesma Juventus que o derrotara em uma final de Champions League. Embora nessa época eu não assistisse ao Campeonato Italiano, chegavam muitas notícias dele por causa do Ronaldo e sua Internazionale. Mas por alguma razão ele nunca conquistou a torcida da Velha Senhora e eu me esqueci completamente dele quando em 2001 a Juve contratou o Buffon.

Corta para a temporada 2003-2004 quando a ESPN começa a transmitir o Campeonato Inglês. Foi a temporada do título invicto do Arsenal, e eu fique espantado em encontrar van der Sar com a camisa número 1 do modesto Fulham, de Londres. Parecia um imenso desperdício de talento mas nenhum dos grandes clubes europeus parecia querer apostar nele, o que fez com que permanecesse em Londres por 4 temporadas (já estava lá desde 2001).

Enquanto isso, o Manchester United penava com goleiros medianos como Roy Carroll e Tim Howard. Até que sir. Alex Ferguson resolveu dar um basta a esta situação contratando o gigante holandês que vinha desperdiçando seu bom nome preocupando-se apenas em manter o Fulham na metade de cima da tabela.

Pronto. Nosso herói enfim estava de volta aos holofotes (e de volta à minha TV, já que raramente um jogo do Fulham era transmitido), disputando grandes jogos e mostrando a importância de um grande goleiro a qualquer time que queira conquistar alguma coisa. A 1ª temporada do time com ele foi uma bela porcaria, com o time sendo eliminado na 1ª fase da Champions, mas a confiança de Ferguson foi recompensada. Em 2008 o clube foi campeão da Champions, batendo o Chelsea na final, após empate em 1 a 1 em 120 minutos e vitória por 6 a 5 nos penais (com van der Sar defendendo a cobrança final de Anelka).

Depois disso, Edwin esteve presente em mais duas finais de Champions, tendo perdido ambas para o Barcelona de Messi, inclusive a que foi realizada ontem, no último jogo de sua bela carreira. Sendo assim, boa aposentadoria pra ele.

Progresso ilusório

sábado, 28 de maio de 2011

Segue abaixo um trechinho de Onde os homens conquistam a glória (de Jon Krakauer, traduzido por Ivo Korytowski), minha leitura atual. Uma pequena amostra da insanidade que é uma guerra:

Durante uma investigação da morte de Tillman sete meses depois, o general de brigada Gary Jones perguntou ao primeiro-sargento da Companhia Alfa Thomas Fuller: "Quero dizer, por que aquela missão precisava chegar lá tão rápido?".

"Acho que não houve nenhum motivo", Fuller depôs sob juramento. "Acho que muitas vezes no [quartel-general] superior - talvez até, veja bem, acima do [quartel-general do] batalhão - eles podem ter um cronograma, e então simplesmente sentimos que temos que cumprir esse cronograma. Não existe nenhuma 'informação' por detrás. Não existem... veja bem, não existe nenhum evento por detrás. É só um cronograma, e sentimos que temos de cumpri-lo. É isso que determina este tipo de coisa." Em outras palavras, a sensação de urgência associada à missão adviera tão somente de uma fixação burocrática em cumprir prazos arbitrários, para que missões pudessem ser ticadas numa lista e marcadas como "realizadas". Essa ênfase na quantificação sempre foi uma marca das Forças Armadas, mas foi levada a novos níveis de estupidez durante a gestão de Donald Rumsfeld no Pentágono. Rumsfeld vivia obcecado com obter "indicadores" positivos que pudessem ser exibidos como sinais de progresso na Guerra Global contra o Terrorismo, ainda que tal progresso fosse apenas ilusório.


Foto do dia

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sim, eu sei que não posto uma foto do dia há muito tempo mas me bateu uma súbita vontade de compartilhar essa que tirei na Urca, onde estive no sábado levando a patroa para um seminário.

A UNIRIO e o morro