(eu já mencionei que comprei um iPad? não? deixe-me consertar isso: COMPREI UM IPAD E ELE É BOM DEMAIS!)
Mas eu estava falando de leituras, livros, literatura, essas coisas de que ninguém gosta. Só que eu gosto, o que fazer, certo?, perdoe-me por isso. No domingo entrei no site da Saraiva e comprei "Se eu fechar os olhos agora", do Edney Silvestre, talvez você já o tenha visto na Globo ou GloboNews (é jornalista).
É uma delícia esse lance de querer um livro, acessar o site da loja, digitar o número do cartão de crédito, clicar em confirmar e em alguns segundos já estar lendo-o (se me permite essa ênclise possivelmente mal-empregada, e se me permite esse hífen possivelmente mal-empregado).
Mas divago, tergiverso, digressiono.
"Se eu fechar os olhos agora" trata de dois amigos que encontram o corpo de uma mulher assassinada. São dois garotos abrindo levemente a porta da adolescência, nos anos 60, numa cidadezinha coronelista no interior do Rio de Janeiro. O marido da morta assume a culpa pelo assassinato mas os moleques não acreditam e partem numa investigação que irá mudar suas vidas.
A sinopse que escrevi acima faz com que o livro pareça banal mas a história da moça assassinada traz enorme profundidade a ele, há horas em que dá vontade de parar e vomitar de tanto nojo pelas coisas que aconteceram a essa moça (o que, por sinal, um dos personagens acaba fazendo).
Recomendo a leitura como uma bela história de amizade e um retrato do que já foi (e é bem possível que em alguns lugares ainda seja) o papel da mulher na sociedade.

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Estou no iniciozinho de "O filho da mãe", de Bernardo Carvalho. Espero arranjar um tempinho pra tagarelar sobre ele por aqui depois.

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