Sobre "O Solteirão"

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Antes de começar o texto, preciso fazer uma confissão: eu gosto do Michael Douglas. Mesmo quando não gosto do filme, a figura dele domina a cena de uma tal forma que os olhos sempre tendem a acompanhá-lo. Deve ser o incomum tom de voz dele e seu jeito de pronunciar as palavras. Fechado esse parêntese, vamos ao texto.

No começo de O Solteirão somos apresentados ao personagem de Douglas, Ben Kalmen, um bem-sucedido empresário do ramo de venda de carros (bem-sucedido ao ponto de ter sido capa da revista Forbes), 6 anos antes do presente. Na iminência de receber más notícias sobre um eletrocardiograma, ele abandona o consultório médico e daí então sua vida degringola.

Já no presente ficamos sabendo que ele perdeu tudo, inclusive esposa, dinheiro, respeito. Sua filha (Jenna Fisher, a Pam de “The Ofice”) e seu neto mantém uma relação difícil com ele. Ao levar a filha de sua namorada atual para uma entrevista de admissão em Harvard eles acabam indo pra cama e daí em diante o pouco que não havia sido destruído começa a ruir.

O filme tem um ritmo calmo, com uma trilha sonora pouco invasiva, aliás, em muitos momentos fica um completo silêncio na tela (outra confissão: gosto de filmes com silêncios).

Temos ainda as sempre marcantes presenças de Danny DeVito (um antigo amigo de 30 anos atrás que Douglas reencontra) e Susan Sarandon (a ex-mulher que se tornou uma bem-sucedida corretora de imóveis), além da deliciosa interação de Ben com Cheston, um estudante de Harvard.

Meu veredicto: trata-se de um ótimo filme, divertido mas com boas pitadas de drama.

Texto originalmente publicado aqui.

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