Livros traduzidos

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Em determinado momento de Frenesi Polissilábico, Nick Hornby inicia a leitura de um livro de Javier Cercas e percebe que não vinha lendo livros traduzidos nos últimos meses:

"Em seu novo livro de Epigramas, de texto inteligente, alucinógeno, intitulado The Book of Shadows, o poeta escocês Don Paterson escreve que 'a maioria dos tradutores de poesia... não consegue entender que a manifestação física do poema em sua língua de orígem é tudo o que existe dele, assim como são as tintas em um quadro'. Acredito que isso não valha para romances, mas existe sempre a sensação de que você está perdendo alguma coisa. Soldados de Salamina é emocionante, informativo, vale a pena ler, bem traduzido e blá-blá-blá, mas a sensação que eu tinha a cada página que lia era a de que estava ouvindo um rádio mal sintonizado."


É claro que para Hornby - que tem o inglês como idioma nativo, e divide sua vida entre os 2 países em que mais se produz cultura no mundo (a Inglaterra e os Estados Unidos) - não deve ser difícil passar meses sem ler um livro traduzido, mesmo que ele seja um leitor voraz. Mas o que eu quero saber é se você, leitor, acha que ler livros traduzidos te faz perder muito do... do... sei lá, sabor original?

Comments

One response to “Livros traduzidos”
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Borges disse...

Pra mim, o livro traduzido só serve se você não sabe o idioma original. Realmente não chega a ser como nos poemas, mas a tradução de um romance tira muito sim da intenção do autor.

16:26