iPad

domingo, 4 de abril de 2010

A computação é metalinguística: adoramos utilizá-la para falar dela mesma. Sendo assim, cá estou para comentar o novo produto da Apple, lançado com a tradicional pompa ontem: o iPad.


Gosto dos produtos da Apple, meu primeiro foi um iPod Video (hoje chamado de iPod Classic) de 30GB que comprei em 2005. Depois disso veio meu inseparável iPhone, meu MacBook e, mais recentemente, o iMac.

Por já ter todos esses produtos, creio que não conseguiria encontrar um lugar no meu dia-a-dia para encaixar o iPad. Acompanhe-me: se estou em casa, uso o iMac; se estou na rua, mas parado (no trabalho, por exemplo), uso o MacBook; e se estou na rua e em movimento, o iPhone é a melhor opção.

Por ser grande e chamativo (ainda que não tenha todos os penduricalhos que os netbooks e MPXs da vida têm, e essa é a beleza do design da Apple) não dá para carregá-lo na bolsa e sacá-lo durante uma viagem mais longa de ônibus. Em casa, creio que meu iMac tenha muito mais poder e usabilidade que ele.

Uma interessante função para o aparelho é a de leitor de ebooks. Tenho acompanhado o Kindle de perto (apesar de não ter um), e não me empolgo com sua tela preto-e-branca de e-ink. Preciso de cores, preciso de brilho, e a tela do iPad seria ideal para isso. A própria Amazon, percebendo que seus clientes poderiam todos migrar para o tablet da Apple, lançou rapidamente um app do Kindle para o novo aparelho. Mas o alto preço do iPad não compensaria comprá-lo apenas para ler livros em sua tela.

Dificilmente o modelo mais barato chegará ao Brasil por menos de R$2.000, o que, creio, é um preço muito caro para um aparelho sem uma destinação específica, cuja utilidade pode ser substituída por outros aparelhos que já possuo.

Só que o consumismo e o vício em tecnologia podem mudar tudo o que eu disse acima. Como escreveu o @dsfagundes no Twitter hoje:

É esperar pra ver.