Novidade na Biblioteca Mulatinho

sábado, 10 de abril de 2010

Novo integrante das estantes da Biblioteca Mulatinho: Pra Ser Sincero - 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema, do Humberto Gessinger, com a história dos Engenheiros do Hawaii, banda que curti em todas as suas fases. Uma pena que aparentemente ela tenha terminado.

O livro mal chegou e já comecei a lê-lo. Humberto emprega em sua prosa o mesmo estilo de suas letras, o que, para um fã da banda, é muito legal. Vou devorá-lo.

Pelo resto de nossas vidas

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Como os mais curiosos devem ter percebido pela barrinha lateral deste blog*, estou lendo "We'll Be Here For The Rest Of Our Lives", do Paul Shaffer.

"Paul Shaffer? Quem é esse cara? Acho que já ouvi esse nome mas não lembro aonde..." poderá perguntar um leitor que curta talk-shows americanos. Paul Shaffer é aquele careca que lidera a banda do programa do David Letterman (esse nome, eu espero que seja mais reconhecível, mas se não for, eis o site do programa).

"Ah, já sei que ele é, mas e o livro, é sobre o que?". Trata-se de um livro de memórias do cara, mais ligado em sua vida no show-biz, desde o comecinho lá no Canadá até, creio, os dias atuais (acabei de passar da metade).

"Mas por que se interessar pelas memórias desse cara?". Bem, tem algumas histórias de bastidores bem legais, mas a verdade é que não conheço mais da metade dos nomes que ele cita (e ele cita muitos). Interessei-me pelo livro quando o próprio Letterman citou-o no programa fui à Amazon pedir uma amostra dele para meu Kindle For Mac. Ocorre que a loja tem um sistema chamado "Buy now with 1-click", que, como o próprio nome diz, confirma a compra com apenas 1 clique (usando informações de cartão de crédito previamente armazenadas). O botão de solicitar a amostra fica logo abaixo deste, e eu, sem querer, apertei o errado.

Pensei até em, de alguma forma, solicitar o cancelamento do pedido, mas resolvi começar a ler o livro e ele até que é bem divertido. Além disso, é bom para treinar meu inglês e conhecer um pouco mais dessa grande fábrica de entretenimento americana.

"Recomenda a leitura?". Sim, senhor, mas só se você tiver um inglês decente e estiver disposto a ler na tela do computador (a não ser que você tenha um Kindle, o que, ao menos NUPRESENTE, tornará você objeto de adoração para mim), já que o livro não tem versão em português e nem previsão quanto a isso. Paguei 12 doletas nele mas agora está saindo por U$16,30. Ainda assim é mais barato que a maioria dos livros de papel aqui do Brasil.

*Se você está lendo isso NUFUTURO, obviamente o livro não está mais na barrinha lateral. Aproveite que você sabe de coisas que eu ainda não sei e me diga: gostou do final de Lost?


iPad

domingo, 4 de abril de 2010

A computação é metalinguística: adoramos utilizá-la para falar dela mesma. Sendo assim, cá estou para comentar o novo produto da Apple, lançado com a tradicional pompa ontem: o iPad.


Gosto dos produtos da Apple, meu primeiro foi um iPod Video (hoje chamado de iPod Classic) de 30GB que comprei em 2005. Depois disso veio meu inseparável iPhone, meu MacBook e, mais recentemente, o iMac.

Por já ter todos esses produtos, creio que não conseguiria encontrar um lugar no meu dia-a-dia para encaixar o iPad. Acompanhe-me: se estou em casa, uso o iMac; se estou na rua, mas parado (no trabalho, por exemplo), uso o MacBook; e se estou na rua e em movimento, o iPhone é a melhor opção.

Por ser grande e chamativo (ainda que não tenha todos os penduricalhos que os netbooks e MPXs da vida têm, e essa é a beleza do design da Apple) não dá para carregá-lo na bolsa e sacá-lo durante uma viagem mais longa de ônibus. Em casa, creio que meu iMac tenha muito mais poder e usabilidade que ele.

Uma interessante função para o aparelho é a de leitor de ebooks. Tenho acompanhado o Kindle de perto (apesar de não ter um), e não me empolgo com sua tela preto-e-branca de e-ink. Preciso de cores, preciso de brilho, e a tela do iPad seria ideal para isso. A própria Amazon, percebendo que seus clientes poderiam todos migrar para o tablet da Apple, lançou rapidamente um app do Kindle para o novo aparelho. Mas o alto preço do iPad não compensaria comprá-lo apenas para ler livros em sua tela.

Dificilmente o modelo mais barato chegará ao Brasil por menos de R$2.000, o que, creio, é um preço muito caro para um aparelho sem uma destinação específica, cuja utilidade pode ser substituída por outros aparelhos que já possuo.

Só que o consumismo e o vício em tecnologia podem mudar tudo o que eu disse acima. Como escreveu o @dsfagundes no Twitter hoje:

É esperar pra ver.