Livros traduzidos

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Em determinado momento de Frenesi Polissilábico, Nick Hornby inicia a leitura de um livro de Javier Cercas e percebe que não vinha lendo livros traduzidos nos últimos meses:

"Em seu novo livro de Epigramas, de texto inteligente, alucinógeno, intitulado The Book of Shadows, o poeta escocês Don Paterson escreve que 'a maioria dos tradutores de poesia... não consegue entender que a manifestação física do poema em sua língua de orígem é tudo o que existe dele, assim como são as tintas em um quadro'. Acredito que isso não valha para romances, mas existe sempre a sensação de que você está perdendo alguma coisa. Soldados de Salamina é emocionante, informativo, vale a pena ler, bem traduzido e blá-blá-blá, mas a sensação que eu tinha a cada página que lia era a de que estava ouvindo um rádio mal sintonizado."


É claro que para Hornby - que tem o inglês como idioma nativo, e divide sua vida entre os 2 países em que mais se produz cultura no mundo (a Inglaterra e os Estados Unidos) - não deve ser difícil passar meses sem ler um livro traduzido, mesmo que ele seja um leitor voraz. Mas o que eu quero saber é se você, leitor, acha que ler livros traduzidos te faz perder muito do... do... sei lá, sabor original?

Kentaro

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O amigo Rafael (que há muito tempo atrás teve um blog, mas hoje bate ponto virtual de vez em quando no Twitter) acha que essa figurinha abaixo se parece comigo:



Exceto pelo fato de eu não usar óculos até que ele é bem parecido, não acham?

25 de dezembro

sábado, 25 de dezembro de 2010

Eu não sou sentimentalista em relação ao dia 25 de dezembro (estou certo de que deve haver vários posts antigos explicando isso mas estou com preguiça de procurar) mas gostaria de deixar meus votos de que vocês tenham um Natal significativo, reencontrando-se com suas famílias, ouvindo as vozes daquelas pessoas que amamos.

O passar dos anos me mostrou que a coisa mais importante é a família. Nunca se esqueçam disso.

11 meses

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Olha ela aí, quase completando 1 aninho de vida:

Penélope: 11 Meses

What's the point?

domingo, 19 de setembro de 2010

Não sou um cara muito artístico. Vejo coisas como o vídeo abaixo e penso "por que perder tanto tempo com isso? Não dava pra ter simplesmente tirado uma foto do cara". Enfim.



P.S.: o iPad é mesmo FODAÇO e eu estou bravamente resistindo a comprar um.

Vinte e Nove

sábado, 28 de agosto de 2010

É isso, então. Dia 20 completei 29 anos. Falta só um para eu adentrar uma nova década da minha vida. Não vou mentir pra vocês, estou morrendo de medo. Mesmo. Mas falemos de coisas mais alegres: o número 29 tem muito significado para quem curtiu e mesmo após todos esses anos segue curtindo a Legião Urbana.



VINTE E NOVE
(Renato Russo)

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais)

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.
(E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez)

Sem histeria

segunda-feira, 28 de junho de 2010

E vamos lá então. Mais um dia chegando cedo no trabalho para poder estar de volta à casa mais cedo, a fim de, é claro, assistir ao jogo do Brasil.

Devo estar ficando velho e rabugento mas o fato é que não fui mordido pelo bichinho da histeria da Copa desta vez. Não grito "GOOOOOOOOLLLL" quando um conterrâneo de camisa amarela coloca a redonda pra dentro, apenas registro o fato. Não fico desesperado criticando o Dunga e sua cavalice. Não acho que o futuro do país depende do resultado dos jogos.

É capaz de em 2014 eu não querer nem assistir aos jogos.

Top 10 músicas do Los Hermanos

sábado, 26 de junho de 2010

Para remover um pouco as teias de aranha desse espaço vou colocar abaixo a minha lista completamente arbitrária e com critérios subjetivos das 10 melhores canções do (dos? de? da?) Los Hermanos. O universo de escolha são os 4 álbuns de estúdio da banda, e a lista está em ordem alfabética, não existindo hierarquia entre as músicas citadas. Vamos lá:

Além do que se Vê

"E a banda diz: - assim é que se faz".

Cara Estranho

"Olha ali quem tá pedindo aprovação". A inadequação do ser humano à vida e ao mundo que o envolve. Maravilhosamente ilustrado pelo videoclipe.

Condicional

"Existe alguém pra me libertar".

Conversa de Botas Batidas

"Esse é só o começo do fim da nossa vida".

De Onde Vem a Calma

"O mundo todo é hostil". Um ritmo completamente diferente de "Cara Estranho" e ainda assim o tema parece ser o mesmo. O vídeo abaixo, montagem feita por um usuário do YouTube, ficou muito legal.

A Flor

"Tua flor me deu alguém pra amar". Um rapaz manda flores para uma garota. Por alguma razão ela pensa que foi outro cara que mandou e se apaixona por ele. Provavelmente a que eu mais gosto entre as 10 deste post.

Pierrot

"O Pierrot apaixonado chora pelo amor da coooooooooooooooolombina".

Quem Sabe

A canção conquista no momento em que a música aceleradíssima para e o Amarante se esgoela para perguntar "Quem sabe o que é ter e perder alguém???". Eu sei.

Todo Carnaval Tem Seu Fim

"Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado". Foi assistindo o clipe abaixo várias vezes na MTV que passei a prestar atenção na banda.

O Vento

"Como pode alguém sonhar o que é impossível saber?". Maravilhosa música espírita.

"Just like almost every other story someone's gonna die in the end"

domingo, 20 de junho de 2010

Como disse um cara nos comentários lá no YouTube, não consigo pensar em uma maneira melhor de passar 7 minutos e 40 segundos do que assistindo a este vídeo:

Trata-se de Carolina Drama, letra FODAÇA do Jack White e música não menos FODAÇA dos Raconteurs.


Minhas estrelas

Muito tempo sem um post de fotos, não é? Sei que vocês curtem, então aí vão duas, estrelando meus filhos e esposa:

Dêem uma passada lá no meu Flickr para verem mais fotos.


Saramago

sábado, 19 de junho de 2010

vários anos atrás li "Todos os Nomes" do Saramago. E foi tudo que li dele, apesar de ter outros 4 livros nas prateleiras da Biblioteca Mulatinho ("O Ano da Morte de Ricardo Reis", "História do Cerco de Lisboa", "O Homem Duplicado", "As Intermitências da Morte"). Apesar de ter lido tão pouco de sua obra tenho que lamentar sua morte, que deixa um vácuo difícil de preencher na língua portuguesa. Não apenas por causa de seu prêmio Nobel (o único de um escritor do nosso idioma), mas por causa de suas posturas políticas, sua lealdade a seus pontos de vista.

Pelo pouco que conheço da obra do Saramago (do livro que li, e de folhear outros), parece-me que o texto dele pode ser considerado difícil, por sua estrutura de longos parágrafos e poucos diálogos, o que exige atenção total do leitor - não dá pra ler um livro dele distraidamente, ou você se concentra ou é melhor nem começar. Mas se você vencer essa barreira, a recompensa será supimpa.


Estante Virtual e Biblioteca Mulatinho

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Se você curte comprar livros (e, é claro, lê-los), eis uma dica preciosa: a Estante Virtual, um aglomerado de sebos centralizados em um só lugar, vendendo livros usados (e novos também) a preços que nenhuma loja virtual ou de tijolos é capaz de bater.

Agora vamos às novidades aqui da Biblioteca Mulatinho, adquiridos, como você já deve ter percebido, através da Estante Virtual. São eles:

- Império, do Gore Vidal. Sempre ouço falar dos livros históricos desse cara, mas nunca lí nenhum. Chegou a hora.

- O Turista Acidental, de Anne Tyler. Há muitos e muitos anos atrás vi o filme de mesmo nome e confesso que não me lembro de nada a respeito dele. Interessei-me pelo livro através da sinopse enquanto procurava barganhas no site.

- Pela Bandeira do Paraíso, de Jan Krakauer, mesmo autor de No Ar Rarefeito, que indiquei no post anterior. Encontrei-o por R$10 enquanto procurava pelos outros livros desse cara. Parece ser excelente.

Enquanto isso, minha leitura do momento é Perversão na Cidade do Jazz, de James Lee Burke, da Coleção Negra da Record. Já havia lido outro livro dele há uns 2 anos atrás e não fiquei muito impressionado, mas estou dando outra chance a ele. E até o momento (página 80) tem sido legal.

No Ar Rarefeito

terça-feira, 1 de junho de 2010

Depois de algumas semanas entupindo-me de livros de gerenciamento de tempo e organização pessoal (que, como já percebi em outras ocasiões, no meu caso só são eficientes enquanto os estou lendo, no momento em que termino de lê-los - ou abandono-os - volto à minha vidinha de bagunceiro), eis que uma jóia me reacendeu o amor pela literatura. No Ar Rarefeito, de Jon Krakauer, narra a escalada do Everest pelo autor, junto com um grupo de exploradores. Desde o começo já ficamnos sabendo que uma tragédia que levará a vida de vários deles está perto, e ficamos sabendo pois essa se trata de uma história real, mas em nenhum momento isso tira o prazer da leitura. Vocês sabem, o importante é a jornada, os meios justificam os fins.

O livro é escrito num ritmo calmo, pausado, cadenciado, digamos que combina com o ritmo da escalada, onde o ar mais e mais rarefeito torna cada passo uma batalha contra si mesmo. Cada capítulo incia-se com um trecho de algum outro livro sobre a escalada da montanha, deixando o leitor ainda mais situado. O autor é jornalista, portanto sabe contar uma história, e essa até o momento tem sido uma deliciosa história.

Abaixo seguem algumas fotos do Everest, que retirei do Flickr:


9 anos

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Passadinha rápida só para registrar que hoje este blog está completando 9 anos de vida. Mais velho que meus filhos, mais velho que meu casamento.

Lost acabou

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O fim de Lost trouxe um tantinho de frustração pela não resolução de um monte de mistérios, mas ainda assim me deixou bem emocionado. Os produtores deixaram claro que a série era sobre os personagens, e não sobre a ilha, e esse foi uma caminho válido e honesto. Sendo assim, deixo abaixo o vídeo do Maurício Saldanha simbolizando a emoção que ele, eu, e milhões de pessoas sentimos com o fim desses 6 anos de aventuras:


Sobre escrever e reescrever

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um trechinho de On Writing, em que Stephen King compartilha alguns ensinamentos que recebeu do editor de um jornalzinho de escola, para o qual ele escreveu quando era apenas um garoto (no parágrafo abaixo, o original, no seguinte, minha tradução tosquinha):

"When you're writing a story, you're telling yourself the story, when you rewrite, your main job is taking out all the things that are not the story. Write with the door closed, rewrite with the door open. Your stuff starts out being just for you, in other words, but then it goes out. Once you know what the story is and get it right - as right as you can, anyway - it belongs to anyone who wants to read it."

Quando você está escrevendo uma história, você está contando a história a si mesmo, quando você reescreve, seu principal trabalho é tirar todas as coisas que não são a história. Escreva com a porta fechada, reescreva com a porta aberta. Em outras palavras, suas histórias começam sendo só pra você, mas então elas ganham o mundo. Uma vez que você saiba o que é a história e consiga fazê-la direito - tão direito quanto você puder, pelo menos - ela pertence a qualquer um que quiser lê-la.

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(publicado originalmente em A Pessoa Comum, meu outro blog que mal começou e já morreu)


Garotas e Rio das Ostras

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cansaram das fotos que eu posto? É claro que não! Aí vai mais uma, com minhas belas garotas:

De bônus, uma imagem de Rio das Ostras, onde estivemos há algumas semanas atrás:


A internet engatinhava

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Remexendo numas revistas Época antigas (por motivos que pretendo explorar em outro post), dei de cara com a pequena matéria abaixo, um deleite para relembrar as primeiras engatinhadas da internet no Brasil. Clique na imagem para vê-la em tamanho ampliado e poder ler o texto.


O trabalho hoje em dia

domingo, 9 de maio de 2010

Para tentar dar um jeito na minha improdutiva vida, estou relendo A arte de fazer acontecer (de David Allen). Logo na página 5 do livro me deparei com uma frase que me chamou a atenção: "Quantos de vocês fazem apenas aquilo para o qual foram contratados?", pergunta o autor.

Hoje em dia é cada vez mais difícil encontrar alguém nessa situação, aliás, é cada vez mais difícil definir precisamente quais são as atividades de um determinado trabalho, de uma determinada função. O mais comum tem sido dar uma idéia geral, informando do que se trata o trabalho e onde ele será realizado, mas não informando exatamente como fazê-lo, até porque ele pode ser um pouco diferente todos os dias.

O trabalho hoje em dia é mais cerebral, menos mecânico, exige mais estudo, dedicação, disponibilidade. Por isso encontramos tantos maus profissionais em nosso dia-a-dia: todos querem receber a recompensa pelo trabalho, mas poucos estão dispostos a aceitar os sacrifícios que ele exige atualmente.

É fato que o trabalho mecânico (do tipo que se vê numa linha de montagem, quando, por exemplo, sua função é ficar em frente a uma esteira e apertar um determinado parafuso de todas as peças que passam por ela) ainda existe. E não pretendo diminuir quem trabalha dessa forma, mas também é fato que o mundo se encaminha para cada vez mais exigir cérebro de seus trabalhadores, e a competição por vagas tem sido tão forte que os maus profissionais serão substituídos por gente disposta a se destacar. E, infelizmente, essas pessoas passarão cada vez menos tempo com suas famílias, se divertirão cada vez menos, enfim, viverão cada vez menos.

Toda essa exigência é uma coisa boa? Não sei. Quero dizer, é claro que é uma coisa boa para os consumidores dos produtos e serviços. Mas e para o trabalhador? É saudável ter que pensar tanto em trabalho, especialmente quando se está em casa, com sua família? É justo perder o sono ou horas com seus filhos para estudar e se aperfeiçoar? Qual é o objetivo disso tudo?


A procrastinação II

sábado, 8 de maio de 2010

Como o vídeo que eu postei ontem estava em inglês, aqui vai mais um (esse está legendado), que ilustra na prática o que o vídeo anterior dizia:


A procrastinação

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Procrastinar. Verbo que conjugo todo dia da semana, toda hora de todo dia, todo minuto de toda hora... Levei dias para assistir ao vídeo abaixo, sempre arranjando outra coisa pra fazer enquanto ele carregava e nunca retornando a ele. Mas, caro leitor, tente não repetir meu erro e assista logo, trata-se de uma intrigante resposta visual à pergunta "o que é procrastinação?".

Encontrei o vídeo no blog Pensa Rics, que conheci através desse grupo de emails sobre organização e produtividade pessoal que freqüento (e recomendo).


Novidade na Biblioteca Mulatinho

sábado, 10 de abril de 2010

Novo integrante das estantes da Biblioteca Mulatinho: Pra Ser Sincero - 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema, do Humberto Gessinger, com a história dos Engenheiros do Hawaii, banda que curti em todas as suas fases. Uma pena que aparentemente ela tenha terminado.

O livro mal chegou e já comecei a lê-lo. Humberto emprega em sua prosa o mesmo estilo de suas letras, o que, para um fã da banda, é muito legal. Vou devorá-lo.

Pelo resto de nossas vidas

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Como os mais curiosos devem ter percebido pela barrinha lateral deste blog*, estou lendo "We'll Be Here For The Rest Of Our Lives", do Paul Shaffer.

"Paul Shaffer? Quem é esse cara? Acho que já ouvi esse nome mas não lembro aonde..." poderá perguntar um leitor que curta talk-shows americanos. Paul Shaffer é aquele careca que lidera a banda do programa do David Letterman (esse nome, eu espero que seja mais reconhecível, mas se não for, eis o site do programa).

"Ah, já sei que ele é, mas e o livro, é sobre o que?". Trata-se de um livro de memórias do cara, mais ligado em sua vida no show-biz, desde o comecinho lá no Canadá até, creio, os dias atuais (acabei de passar da metade).

"Mas por que se interessar pelas memórias desse cara?". Bem, tem algumas histórias de bastidores bem legais, mas a verdade é que não conheço mais da metade dos nomes que ele cita (e ele cita muitos). Interessei-me pelo livro quando o próprio Letterman citou-o no programa fui à Amazon pedir uma amostra dele para meu Kindle For Mac. Ocorre que a loja tem um sistema chamado "Buy now with 1-click", que, como o próprio nome diz, confirma a compra com apenas 1 clique (usando informações de cartão de crédito previamente armazenadas). O botão de solicitar a amostra fica logo abaixo deste, e eu, sem querer, apertei o errado.

Pensei até em, de alguma forma, solicitar o cancelamento do pedido, mas resolvi começar a ler o livro e ele até que é bem divertido. Além disso, é bom para treinar meu inglês e conhecer um pouco mais dessa grande fábrica de entretenimento americana.

"Recomenda a leitura?". Sim, senhor, mas só se você tiver um inglês decente e estiver disposto a ler na tela do computador (a não ser que você tenha um Kindle, o que, ao menos NUPRESENTE, tornará você objeto de adoração para mim), já que o livro não tem versão em português e nem previsão quanto a isso. Paguei 12 doletas nele mas agora está saindo por U$16,30. Ainda assim é mais barato que a maioria dos livros de papel aqui do Brasil.

*Se você está lendo isso NUFUTURO, obviamente o livro não está mais na barrinha lateral. Aproveite que você sabe de coisas que eu ainda não sei e me diga: gostou do final de Lost?


iPad

domingo, 4 de abril de 2010

A computação é metalinguística: adoramos utilizá-la para falar dela mesma. Sendo assim, cá estou para comentar o novo produto da Apple, lançado com a tradicional pompa ontem: o iPad.


Gosto dos produtos da Apple, meu primeiro foi um iPod Video (hoje chamado de iPod Classic) de 30GB que comprei em 2005. Depois disso veio meu inseparável iPhone, meu MacBook e, mais recentemente, o iMac.

Por já ter todos esses produtos, creio que não conseguiria encontrar um lugar no meu dia-a-dia para encaixar o iPad. Acompanhe-me: se estou em casa, uso o iMac; se estou na rua, mas parado (no trabalho, por exemplo), uso o MacBook; e se estou na rua e em movimento, o iPhone é a melhor opção.

Por ser grande e chamativo (ainda que não tenha todos os penduricalhos que os netbooks e MPXs da vida têm, e essa é a beleza do design da Apple) não dá para carregá-lo na bolsa e sacá-lo durante uma viagem mais longa de ônibus. Em casa, creio que meu iMac tenha muito mais poder e usabilidade que ele.

Uma interessante função para o aparelho é a de leitor de ebooks. Tenho acompanhado o Kindle de perto (apesar de não ter um), e não me empolgo com sua tela preto-e-branca de e-ink. Preciso de cores, preciso de brilho, e a tela do iPad seria ideal para isso. A própria Amazon, percebendo que seus clientes poderiam todos migrar para o tablet da Apple, lançou rapidamente um app do Kindle para o novo aparelho. Mas o alto preço do iPad não compensaria comprá-lo apenas para ler livros em sua tela.

Dificilmente o modelo mais barato chegará ao Brasil por menos de R$2.000, o que, creio, é um preço muito caro para um aparelho sem uma destinação específica, cuja utilidade pode ser substituída por outros aparelhos que já possuo.

Só que o consumismo e o vício em tecnologia podem mudar tudo o que eu disse acima. Como escreveu o @dsfagundes no Twitter hoje:

É esperar pra ver.


Olha só quem está ficando mais velha

domingo, 21 de fevereiro de 2010


Sobre "Um Homem Sério"

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Há alguns dias assisti a este que é um dos 10 indicados ao Oscar de Melhor Filme (título original: A Serious Man, dos irmãos Coen). Abaixo segue o trailler e depois algumas palavras sobre ele:



É um filme estranho. Muito estranho. Esquisitice ao nível de Barton Fink, também dos irmãos Coen. Trata, após um prólogo que não deve fazer nenhum sentido para goys como eu, de um trecho da vida de Larry Gopnik, pacato professor judeu, marido e pai de 2 filhos. Sua vida já não ia muito bem, mas de repente sua mulher diz que quer se divorciar dele. Daí em diante é ladeira abaixo, com seu desespero cada vez maior, consulta a rabinos (um deles é vivido pelo ator que faz o Howard Wolowitz em The Big Bang Theory), mensagens em dentes(!), ameaças de um aluno oriental, dívidas etc. etc. etc.

Michael Stuhlbarg tem uma atuação convincente como Larry, mostrando bem seu desamparo cada vez maior, ainda que o que esteja acontecendo com ele não seja tão trágico assim (como menciona seu irmão em um trecho do filme). O resto do elenco também parece atuar bem. Uma pena que não consegui aproveitar nenhuma das referências à cultura judaica (mais uma coisa na qual preciso me aprofundar), especialmente o prólogo que, espero, deve ter algo a ver com o resto da trama.

O problema do filme é o seu final. Se é que se pode chamar de final, pois a meu ver não existe um: ele simplesmente termina no meio dos acontecimentos. Seria mais uma referência ao judaísmo que não captei? Se for genial, peço que os Coen me desculpem, mas o fato é que não gostei (do final, quero dizer).

No cômputo geral é um bom filme, mas vou dar apenas nota 7. Creio que a película ganharia mais com um encerramento menos hermético.

(originalmente publicado em meu outro blog, A Pessoa Comum)

Filmes aos quais assisti em 2009

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Está meio tarde pra isso, eu sei, mas aí vai a lista de filmes que vi em 2009 (assim posso abrir espaço na barra lateral para a lista de 2010):


Carnaval

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Como me sinto em relação ao carnaval:

Novo brinquedo

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Desde março do ano passado sou um usuário de Mac, com meu pequeno e adorável MacBook. Mas essa minha nova aquisição realmente é pra impor respeito: um iMac de 21,5'' e belas configurações (abaixo, ele ao lado do MacBook).

Fica meio ridículo eu dizer que vou utilizá-lo apenas para twittar, escrever aqui e organizar minhas fotos. Pretendo encontrar alguma função que faça uso mais apropriado de suas capacidades (quem sabe algo que renda um dinheirinho). Aceito sugestões.


Lidos em 2009

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Gostam de listas, não é? Então tomem aí a de livros lidos por este escriba em 2009 (a data corresponde ao dia em que terminei a leitura - sim, eu anoto):

1 Como se tornar um líder servidor - James C. Hunter - 18/01/2009

2 O jogo do anjo - Carlos Ruiz Zafón - 03/02/2009

3 Fantasma sai de cena - Philip Roth - 10/02/2009

4 Coelho corre - John Updike - 22/02/2009

5 Schmidt libertado - Louis Begley - 03/03/2009

6 Despedida em Veneza - Louis Begley - 09/03/2009

7 Watchmen – Edição Definitiva - Alan Moore e Dave Gibbons - 16/04/2009

8 A cabeça de Steve Jobs - Leander Kahney - 26/04/2009

9 Depois da Meia-Noite - Stephen King - 07/05/2009

10 A confraria do medo - Rex Stout - 17/05/2009

11 A arte de fazer acontecer - David Allen - 13/06/2009

12 Desonra - J. M. Coetzee - 25/06/2009

13 Em busca do borogodó perdido - Joaquim Ferreira dos Santos - 12/07/2009

14 Pessach: a travessia - Carlos Heitor Cony - 22/07/2009

15 O longo adeus - Raymond Chandler - 08/08/2009

16 Kafka à beira-mar - Haruki Murakami - 21/08/2009

17 Minha querida Sputnik - Haruki Murakami - 03/09/2009

18 Renato Russo – O filho da revolução - Carlos Marcelo - 20/09/2009

19 O tigre branco - Aravind Adiga - 12/10/2009

20 A hora do lobisomem - Stephen King - 14/10/2009

21 Factótum - Charles Bukowski - 18/10/2009

22 Medico de homens e de almas - Taylor Caldwell - 22/10/2009

23 O último reino - Bernard Cornwell - 16/11/2009

24 Fábrica de animais - Edward Bunker - 30/11/2009

(originalmente publicado em meu outro blog "A Pessoa Comum")