Sputnik

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Estou lendo Minha Querida Sputnik, de Haruki Murakami, mesmo autor de minha leitura anterior (Kafka à Beira-Mar, sobre o qual acabei não falando aqui). Até o momento, pág. 50, a leitura segue muito agradável, rápida, com generosas pitadas de bom humor. Sobre o que trata o livro? Sumire, uma jovem de 22 anos, há algum tempo largou a faculdade e a casa de sua família tentando se isolar para escrever livros. Mas até agora não conseguiu completar uma história (o texto menciona que ela escreve bons começos mas nao consegue continuar a história, bons finais mas não consegue narrar os fatos anteriores). Ela nunca havia se apaixonado antes e achava que nunca aconteceria, inclusive nem sentia muita falta disso, mas eis que Miu, uma empresária casada, 17 anos mais velha que ela, aparece em sua vida e tudo muda. Abaixo segue o primeiro parágrafo (a tradução é de Ana Luiza Dantas Borges):

Na primavera de seu vigésimo segundo ano, Sumire apaixonou-se pela primeira vez. Um amor intenso, um verdadeiro tornado que varre planícies - aplanando tudo em seu caminho, lançando coisas para o ar, deixando-as em frangalhos, triturando-as. A intensidade do tornando não abranda nem por um segundo, enquanto sua rajada atravessa o oceano, destruindo Angkor Wat, incinerando a selva indiana, tigres e tudo, transformando-se em uma tempestade de areia em no deserto persa, sepultando uma exótica cidade-fortaleza sob um mar de areia. Em resumo, um amor de proporções realmente monumentais. A pessoa por quem Sumire se apaixonou era, por acaso, dezessete anos mais velha do que ela. E casada. E, devo acrescentar, era uma mulher. Foi aí que tudo começou, e onde tudo acabou. Quase.

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