Mais novas aquisições

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Já que parece que este blog virou apenas um inventário de meus livros, aí vão mais novas aquisições para a Biblioteca Mulatinho:

- Austerlitz, de W. G. Sebald;

- Kafka à Beira-Mar, de Haruki Murakami;

- O Filho Eterno, de Cristovão Tezza.

O Passado

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mais um livro foi incorporado à Biblioteca Mulatinho: O Passado, do argentino Alan Pauls, que recentemente virou filme (que eu ainda não assisti). Há tempos queria lê-lo, parece que chegou a hora.


Pullovers

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tenho escutado algumas bandas de que nunca havia ouvido falar antes, a maioria graças ao maravilhoso site da Trama. De todas que conheci até agora, minha favorita é Pullovers, com sua música nerd e cheia de alma. Abaixo segue a canção que dá nome ao álbum Tudo Que Eu Sempre Sonhei, junto com sua primorosa letra:

TUDO QUE EU SEMPRE SONHEI
(Luiz Venâncio)

Sempre pensei que aconteceria,
de criança acreditava nos adultos
que era só pagar pra ver.
Feio, meio assim desconfiado,
perna em xis, já barrigudo,
duvidando que eu conseguisse crescer.
Mesmo assim, contudo,
o tempo foi passando
e eu fui adiando, mudo,
os grandes dias que ia conhecer.
Quem sabe amanhã? Próximo ano?
Cebolinha com seus planos
infalíveis ia me ensinar a ser

forte, corajoso, bom de bola,
um dos bonitos da escola
muito embora eu não fizesse questão.
Ainda bem que eu sou brasileiro,
tão teimoso, esperançoso,
orgulhoso de ser pentacampeão,
já que se eu fosse americano
pegaria uma pistola
e a cabeça ia perder a razão:
mataria quinze na escola,
estouraria a caixola
e apareceria na televisão.

E por fim cresci, de insulto em insulto
eu me vi como um adulto,
culto, pronto pra o que mesmo? Já nem sei.
Olho e não encontro,
penso se não fui um tonto
de acreditar no conto
do vigário que escutei.
Não tem carro me esperando,
não tem mesa reservada,
só uma piada sem graça de português.
Não tem vinho nem champanhe ou taça,
só um dedo de cachaça
e um troco magro todo fim de mês.

Tudo que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Quanto ainda está por vir...

Mas bobagem, quanta amargura,
eu já sei que a vida é dura,
agora é pura questão de se acostumar.
Basta ter coragem e finura
e o jogo de cintura
aprendido dia a dia, bar em bar.
Pra que reclamar se tem conhaque,
se na tevê tem um craque
e o meu Timão só entra pra ganhar?
Pra que imitar Chico Buarque,
pra que querer ser um mártir
se faz parte do momento se entregar?

E por fim tem até namorada,
bonitinha, educada,
séria, tudo o que mamãe vive a pedir.
Tem beijinho e também trepada
e a consciência pesada
a cada nova vontadinha que surgir
de outra mulher, de liberdade,
de um amor de verdade,
de poder fechar os olhos e sorrir,
pensando que então, dali pra frente,
seja qual for tua idade,
o melhor ainda vai estar por vir!

Tudo o que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Quanto ainda está por vir...

Tudo que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Eu sei.


O primeiro semestre letivo do Marco Antônio

sábado, 18 de julho de 2009

Chegaram as férias do meu filho Marco Antônio - aos que não lembram ou são novos por aqui, ele tem com 4 anos e está vivendo seu primeiro ano letivo. Compartilho com vocês, leitores, um texto em que sua professora faz uma espécie de resumo do que achou e vem achando do avanço dele:

Marco Antônio é uma criança muito esperta, comunicativa e carinhosa. Desenvolveu muito neste bimestre nas atividades em sala. Só precisa trabalhar mais a sua atenção e concentração nas tarefas propostas em aula.

Teve uma grande evolução na escrita. Antes, não tinha coordenação motora, não identificava nenhuma letrinha e mostrava-se inseguro nas tarefas realizadas. Hoje, já é capaz de identificar as letras (consegue associar som com a grafia), escreve seu nome com mediação oral da professora e mostra-se um pouco mais seguro. Reconhece as vogais, as letras do alfabeto e algumas famílias silábicas estudadas. Para escrever o alfabeto, precisa de constante mediação da professora. Precisa trabalhar mais na sua concentração em aula, pois se distrai com muita facilidade, o que vem atrapalhar seu desempenho.

Nas atividades lógico-matemáticas consegue contar de 0 a 15 e representar seu valor numérico e sua quantidade. Em alguns momentos mostra-se confuso. Já aprendeu as definições maior/menor, grosso/fino, dentro/fora, longe/perto, em cima/embaixo, comprido/curto e pesado/leve.

Em natureza e sociedade já tem entendimento sobre regras básicas do trânsito, meios de transporte. Aprendeu também sobre membros das famílias. Já reconhece as partes do corpo e suas funções.

Já identifica as cores e seus desenhos estão com traços mais fortes. Observa-se um interesse muito grande somente pela cor laranja.

Sua linguagem oral vem progredindo muito. Adora conversar com amigos e histórias. Mas há um interesse maior nas músicas dadas em sala.

Marco Antônio está atingindo os objetivos propostos.

Dificuldades de atenção, distração constante? Esse garoto tem mesmo o meu sangue correndo nas veias. Mas piadinhas a parte, é muito legal acompanhar a evolução do moleque, que não é perfeita, e nem deveria ser.


Werder Bremen 2009-2010

terça-feira, 14 de julho de 2009

Após muitos anos, o Werder Bremen mudou de fornecedor de material esportivo: sai a Kappa e entra a Nike. Abaixo temos o primeiro kit feito pela marca italiana para os papagaios (no meio temos a home, à esquerda a away e à direita a 3ª camisa):

Ao contrário das camisas da Kappa, que sempre foram belas e imaginativas sem parecer exageradas, a Nike fez um modelo frio, monótono, sem sal para a equipe de Bremen. A 1ª camisa parece a tradicional do Arsenal, só que verde ao invés de vermelha. Até gostei das listras da 2ª, mas morro de saudades da camisa preta que a Kappa fazia. Quanto à terceira, parece colete de treino.

A parceira Bremen-Kappa vai deixar saudades.


Mais um para a Biblioteca Mulatinho

Quando o vi, ao passar em frente a um sebo na semana passada, já sabia que iria ser meu, só que naquele momento eu estava com pouca grana e muita pressa. Mas de ontem não passou e minha biblioteca ganhou um novo título:

Pessach: A Travessia, de Carlos Heitor Cony. Este livro sempre me foi recomendado como um dos melhores do autor, lembrança de um tempo em que seus livros eram bem mais contundentes que hoje em dia (de seus textos mais recentes, em 2007 li O Piano e a Orquestra, que achei bobo; além disso, no mesmo ano, na 1ª edição da Copa de Literatura Brasileira, O Adiantado da Hora foi descrito como um livro menor do autor).

Apesar de ter sido recém-adquirido, creio que ele vá furar a gigantesca lista de títulos para leitura e ir direto para o topo.


Escrever é um ofício

domingo, 12 de julho de 2009

Estou com uma mania chata: durante minhas leituras, buscar trechos para citar aqui no blog, ou anotar em meus cadernos. Tenho feito isso em demasia, mas não tem jeito, se leio algo como o texto abaixo, resposta do escritor português Antonio Lobo Antunes a uma das perguntas feitas pela revista Época desta semana, tenho que postar aqui:

ÉPOCA - Como o senhor define sua obra?

LOBO ANTUNES - Eu não entrei na literatura para ser um escritor qualquer. Quero ser maior que Tolstói e Joyce - e acho que todo escritor tem de pensar assim, senão ele não produz nada. Ele tem de pensar em coisas grandes. Comecei a escrever porque queria revolucionar o romance, subverter a literatura, transformá-la em algo que ainda não existia, ofuscar os antepassados. É assim o meu projeto. Quero colocar tudo num livro, o mundo inteiro, minha vida inteira. Quero praticar a obra de arte total que imaginava Richard Wagner. Escrevo livros impossíveis. Se me ocorre uma história que me sinto incapaz de formular, é aí que começo um livro. Quero escrever sobre o que não entendo, sobre o que não tenho competência. É assim que vou contornando os problemas, e chamam isso de estilo experimental. Na verdade, é uma atitude de enfrentamento. E de liberdade. É por isso que não creio na profundidade. O que existem são infinitas superfícies superpostas. Quando você se aprofunda demais em um assunto, acaba saindo pelo outro lado, de mãos abanando. Escrever é um ato impossível porque tudo o que interessa vem antes das palavras, como as intenções, os desejos, a loucura. Os poetas são maiores porque conseguem transferir essas coisas inomináveis para as palavras. Mas escrever também é um ofício, como o de médico ou de carpinteiro. É preciso conhecer a técnica, para abandoná-la. Todo grande livro é uma reflexão profunda sobre a arte de escrever. Cada livro meu tem de ser um mundo.


Carnaval para o Street View

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Por ocasião da chegada do Google Street View ao Brasil, segue uma historinha bacana a respeito desta ferramenta googlática: no dia 3 de maio de 2008, por ocasião da passagem do carro responsável por fazer as fotos do serviço, os moradores de um trecho da rua Sampsonia, em Pittsburgh - USA, proporcionaram uma bela recepção ao veículo, conforme mostra o vídeo abaixo. Além disso, mais abaixo coloquei uma screenshot do Google Earth, mostrando que a festa foi aproveitada nos mapas do serviço.


(via NowCafé)


Borogodó

segunda-feira, 6 de julho de 2009

(...) foi aí que as cervejas Perkn fizeram sentido em meu globo auricular e eu entendi que La Fischer estava me pedindo, certa de que eu seria macho demais para lhe recusar qualquer ordem, ela me pedia para tirar de cena, colocar na rua, fora da boate, o fotógrafo ao meu lado. (...) Vera Fischer não sabe, e o barulho ao redor me deu a impressão de que não seria o momento de explicar, que um dos juramentos do repórter moderno, com a mão estendida sobre o ensaio de Tom Wolfe a respeito do new journalism, é que em público será dado a todos que estão do lado de cá do ringue o direito constitucional de posicionar suas máquinas para bem quiserem, assim como aos que estão na outra posição será outorgado o beneplácito de botarem pra quebrar, passarem suas mensagens com a roupa que bem entenderem.

O excerto acima é um trecho de Em Busca do Borogodó Perdido, coletânea de crônicas do genial Joaquim Ferreira dos Santos, que assina a coluna Gente Boa todos os dias n'O Globo, além de ocupar a última página do Segundo Caderno todas as segundas-feiras, com seus textos deliciosos. Abaixo mais um trecho, para deixar os leitores com água na boca:

Estão todos reunidos aqui para a festa de lançamento de uma novela da Globo, uma oportunidade carioca de se ver no mesmo salão um senador da República, um travesti montado de Carmen Miranda, outro de Marilyn Monroe e uma cineasta com dificuldade de explicar o que fez com o dinheiro que o Estado lhe deu para filmar. São todos iguais esta noite. Recepcionistas empertigadas sorriem para um ponto vago no salão onde não tem ninguém. Leram a vida de Adriane Galisteu e sabem que a loura milionária já esteve ali em outra encarnação, faiscando com os olhos o mesmo mantra esperançoso - "me descobre, moço, me descobre".


Maior de todos os tempos

domingo, 5 de julho de 2009

Hoje foi um dia lendário para o tênis. Uma página importantíssima de sua história foi escrita no gramado da quadra central de Wimbledon, onde Roger Federer, após uma batalha de 5 sets contra Andy Roddick, tornou-se o recordista de títulos de Grand Slam com 15 conquistas.

Acabei não podendo assistir ao jogo todo, mas vi o último set e, meus caros, o placar dele diz muito a respeito do tamanho da batalha que foi esta partida: 16 x 14 para o suíço.

Uma pena que Rafael Nadal não conseguiu reunir condições físicas para defender o título conquistado no ano passado, mas isso não diminui o tamanho da façanha alcançada pelo tenista dos Alpes, que agora pode, enfim, ser chamado de o maior de todos os tempos.

P.S.: Para quem gosta de boas análises sobre este esporte fascinante que é o tênis, recomendo a leitura do blog do Paulo Cleto, que há muito tempo mora em meus agregadores de RSS.


"Você é importante para tornar nossa opinião importante"

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O vídeo abaixo (do Cardoso), mostra como gente babaca é capaz de destruir tudo, até mesmo a vontade de protestar:



(via CrisDias)