Engenheiros - o fim?

domingo, 26 de abril de 2009

Eu não tenho culhão de chegar numa feira pra 40 mil pessoas e dizer que eu vou tocar músicas novas.


Humberto Gessinger, numa entrevista em que insinua que os Engenheiros do Hawaii acabaram.

Se confirmar-se o fim da banda, vou ficar meio triste. Sempre convivi com vários entusiastas das canções de Humberto e quem quer que fizesse parte da banda. Mas creio que seria muito benéfico prá ele, já que a banda estava presa a um formato criado pelo próprio Gessinger, e seus fãs xiitas realmente não permitiriam que ele experimentasse coisas novas.

"Eu sei que é foda/ Mas vou-me embora"

terça-feira, 21 de abril de 2009

Após meu vulcânico encontro com a sra. Mulatinho e nossa pressa em morar juntos, várias pessoas que realmente se importavam (e, claro, continuam se importando) com a gente nos disseram para termos calma, pensarmos bem, as coisas poderiam dar errado. Eu mesmo tinha minhas dúvidas, mas paguei prá ver e as coisas estão dando certo até hoje. Recordo-me que um dos argumentos que foram usados para tentar me convencer a não cometer tal loucura era uma citação da música 20 e poucos anos: "Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos/ Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos". Lembrei disso quando ouvi História Prá Contar, do Moptop, cuja letra trata do mesmo tema: alguém que se acha novo demais para algo que possivelmente trará repercussões durante toda sua vida. Ouçam-na e leiam a letra (que está logo abaixo):



HISTÓRIA PRÁ CONTAR
Gabriel Marques/Moptop

Eu sei que é tarde
Não, não me abrace
Eu vou sair só
Vou sem juízo
Ver meus amigos
Sem hora pra chegar

Meu bem, escuta
A vida é curta
Eu vou sair só
Vou sem cuidado
Vou sem agasalho
Sem hora pra voltar

Eu tentei, eu tentei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu tentei, eu tentei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu cansei, Eu cansei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu tentei, não dá mais

Eu sei que é foda
Mas vou-me embora
Eu vou viver só
Não tenho idade
Pra ter vontade
De me acomodar

Vê se entende
Daqui pra frente
Eu vou viver só
Com vinte cinco
Não quero filhos
Só histórias pra contar

Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Já lhe disse que não volto mais
Já lhe disse que não volto atrás
Já lhe disse que não vou chorar
Já lhe disse que não vou sangrar

"Kiss a wookie, kick a droid"

Estava eu passeando pelo blog do Mushi-san quando deparei-me com o vídeo abaixo. É genial, uma homenagem a John Williams e seus temas clássicos, linkando todos a Star Wars.

Mais King

domingo, 19 de abril de 2009

E apesar de ter falado mal dele no post de ontem, vou ter que aturá-lo por mais algum tempo, pois ainda falta um bom bocado para eu terminar Depois da Meia-Noite. A 3ª história, que estou iniciando, chama-se O Policial da Biblioteca, e até o momento (poucas páginas se passaram) está bem legal, com um clima mais ameno do que as duas anteriores. Mas o próprio King diz em seu prefácio que haverá um momento em que a história dará uma forte guinada. Só espero que não seja o retorno triunfal das vozes.

Aliás, que prefácios deliciosos escreve o King. Todas as quatro histórias deste livro tem o que ele chama de "nota introdutória" e antes da primeira ser iniciada, há uma longa e ótima conversa entre King e o Leitor. Vou transcrever dois parágrafos abaixo (a tradução é de Luísa Ibañes):

Muitíssimo importante é que os leitores gostaram de Quatro Estações. Não me lembro de um só correspondente daquela época que me censurasse por haver escrito algo que não continha horror. Em verdade, a maioria dos leitores queria contar-me que uma das histórias despertara suas emoções de algum modo, que ela os fizera pensar, que os fizera sentir - e essas cartas constituem a legítima retribuição para aqueles dias (e são muitos) em que as palavras surgem com dificuldade e a inspiração parece mínima, inclusive inexistente. Que Deus abençoe e conserve o Fiel Leitor; a boca pode falar, porém um conto não existe, a menos que haja um ouvido solidário para ouví-la.

(...)

Também continuo apreciando uma boa história. Adoro ouvir uma e adoro contar uma. Você pode não saber (ou talvez não se importe em saber) que me pagaram um bom dinheiro para publicar este livro e mais dois que o seguem, porém, se souber ou importar-se em saber, deveria também ficar sabendo que não recebi nenhum centavo para escrever as histórias do livro. Como tudo o mais que acontece por si mesmo, o ato de escrever se situa além da moeda. É uma grande coisa ter dinheiro, mas quando provém do ato de criar o melhor é não pensar demais nesse dinheiro. Ele atravanca todo o processo.

Stephen King e as vozes da mente

sábado, 18 de abril de 2009

Eu não ouço vozes em minha cabeça. Não conheço pessoas que ouvem vozes em sua cabeça. No entanto, nos livros de Stephen King as pessoas constantemente ouvem as tais vozes zumbindo em sua mente. Às vezes mais de uma. Estas vozes normalmente são antagônicas ao pensamento, digamos, oficial do personagem.

Leio os livros desse cara porque muitas vezes são idéias bacanas que os motivam. Posso dizer que eles têm boas sinopses (Angústia, Jogo Perigoso e O Iluminado são bons exemplos), mas cada vez gosto menos da forma como King aborda seus temas, a facilidade com que seus personagens costumam saber tudo sobre qualquer assunto, seu narrador chatinho e detalhista.

Agora, esse lance das vozes está definitivamente afastando-me do chamado mestre do horror. Quase todos os protagonistas da literatura de King passam por momentos de solidão que trazem algum tipo de conflito psicológico que faz com que as tais vozes se manifestem, dizendo-lhes o que fazer, como fazer, ou simplesmente enchendo o saco do personagem, depreciando-o, irritando-o, dando-lhe pistas falsas.

E olhe que ele sabe escrever livros que não tragam essa papagaiada (ou, pelo menos, livros em que esse recurso não seja repetido à exaustão), vide os ótimos À Espera de Um Milagre e O Cemitério, livros em que os conflitos estão do lado de fora da mente, ou em que, pelo menos, os protagonistas, ainda que passando por fortes provações, não pareçam pessoas esquizofrênicas ou altamente perturbadas.

Tudo isso para falar sobre Janela Secreta, Secreto Jardim, uma das 4 histórias que compõem a obra Depois da Meia-Noite. Talvez você tenha visto o filme que foi baseado nesta história (acho que o nome é Janela Secreta, com Johnny Depp e o sempre fodaço John Turturro), do qual quase nada me lembro, apenas que o final é um pouco diferente do que acabei de ler no livro. Bem, aqui temos o recurso das vozes (convém pesquisar sobre ocorrência de distúrbios psíquicos no estado do Maine) usado à exaustão, especialmente na reta final. É mais um caso de texto estragado por este recurso; o que encaminhava-se para ser bem mais sutil e misterioso acabou virando uma overdose de acusações entre voz imaginária e mente.

Ainda não li tudo do King, e seus contos costumam ser bem mais enxutos e bem-resolvidos do que seus romances, mas o fato é que fica uma impressão ruim que pode acabar me afastando de vez do escritor.

Terceiro

quarta-feira, 15 de abril de 2009

É com um prazer inenarrável que rompo um silêncio de vários dias para trazer uma notícia superbacana: VOU SER PAI MAIS UMA VEZ. Sim, leitores, meu terceiro filho já iniciou seu longo processo de crescimento e nutrição dentro da barriga da sra. Mulatinho. Ainda não tenho detalhes quanto ao tempo de gestação ou qualquer outro pois acabamos de receber a notícia, após um positivo no exame de sangue.

É levemente assustador, mas traz uma felicidade incrível. Há um sorriso bobo que não me abandona desde que recebi a notícia, e a sra. Mulatinho também é felicidade pura.

MacBook White

sábado, 4 de abril de 2009

Seguindo meu objetivo de ter minha falência decretada a qualquer momento, sou o novo possuidor de um MacBook, o notebook da Apple. Estou adorando-o, super-rápido, estável, sem os irritantes problemas de processamento que eu tinha no Windows Vista do meu Dell Inspiron (que agora é propriedade da sra. Mulatinho).

Ainda há algumas questões de adaptação que estou superando (o teclado, a organização das janelas), mas creio que posso recomedar fortemente este equipamento para quem procura um note bacana. O Mac OS é muito, mas muito mesmo, melhor que o Windows.

Abaixo temos algumas fotos do branquinho: