A Day In The Life of Abbey Road

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Confesso que nem dei muita bola para a música. O que vale mais no vídeo abaixo é o flagra de um dia na vida da Abbey Road, imortalizada pelos Beatles na capa de um de seus álbuns. Assista e pergunte-se: você faria a mesma coisa? Eu faria. Por outro lado, deve ser um saco ter que dirigir um veículo todo dia por esta rua:

O Farol

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Achei que essa minha foto do Farol ficou bem legal. Gostou também? Dê uma passadinha no meu flickr e veja quantas fotos bacanas tenho tirado ultimamente.

O Farol II

Nova leitura

Schmidt Libertado, de Louis Begley, é minha nova leitura. Retorno ao mundo de Albert Schmidt, o dos muito ricos de Nova York e arredores. Digo que retorno pois no ano passado li Sobre Schmidt, que me pareceu uma leitura interessante, ainda que meio parada.

"HDTV is worth every cent"

Para quem ainda não viu, segue a nova abertura dos Simpsons:

Minhas impressões sobre o Oscar

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Melhor Filme: Achei Slumdog Millionaire um filme bem comum, com uma história até certo ponto bacana, contada de uma maneira também bacana, mas está longe de ser isso tudo. Dos 5 indicados assisti 4 e meio (a legenda de Milk resolveu ficar fora de sincronia bem no meio da exibição), e meu escolhido seria O Curioso Caso de Benjamin Button, com sua história tocante (ainda que um pouco longa demais) e maravilhosa realização. Achei Frost/Nixon um filme bem entediante, que só começa a ficar legal quando o Nixon afunda, mas isso é lá pelo final. Além disso, não gosto de ficar com a impressão de que os acontecimentos na tela foram totalmente inúteis, e isso acontece no filme: tudo que se passa antes do último dia de entrevistas não tem nenhuma relevãncia para o resultado alcançado por elas. Quanto a O Leitor, fiquei meio confuso com as passagens de tempo, além de poder dizer que achei a história meio boba. Já a metade de Milk que vi seguia um caminho bem convencional, e nem mesmo as ceninhas de beijos homosexual parecia trazer nada de novo.

Melhor Ator: Dos 5 só não tive a oportunidade de ver o desempenho de Richard Jenkins em The Visitor. A atuação de Sean Penn é bem bacana, pode-se notar seus pequenos gestos, suas pequenas nuances, os detalhes que fazem desse cara um atorzaço. Mas creio que eu daria o prêmio ao Mickey Rourke, e sua entrega absurda ao papel de Randy "The Ram" Robinson, em O Lutador. A segunda cena dele antendendo no balcão dos frios, quando é reconhecido, bem, trata-se de algo memorável, difícil de esquecer. Quanto ao Brad Pitt, não posso negar que sua atuação foi muito boa, mas em grande parte do filme fica difícil saber se é ele ou se são os efeitos visuais que estão interpretando. Já Frank Langella parece realmente incorporar seu interpretado (digo parece pois, ao contrário do povo americano, não tenho nenhuma referência sobre Richard Nixon), mas como trata-se de uma figura muito odiada pelo país, sua atuação acabou sendo pouco celebrada.

Melhor Atriz: Aqui reside minha maior derrota, já que só assisti à atuação da Kate Winslet em O Leitor. Posso dizer que a interpretação foi ótima, mas não tenho como compará-la às outras candidatas (e quero muito ver a Meryl Streep de Dúvida).

Melhor Ator Coadjuvante: Não há muito o que dizer, Heath Ledger e seu Coringa sobrenatural mereceram, e muito, o prêmio. Creio que ele o ganharia mesmo se ainda estivesse vivo. Não tenho muito a comentar sobre o Josh Brolin de Milk. Quanto ao Robert Downey Jr., bem, sua incorporação de um ator australiano incorporando um militar negro é espetacular, se não houvesse o Coringa, quem sabe... Não tive a oportunidade de assistir aos outros dois indicados.

Melhor Atriz Coadjuvante: Como eu já disse, ainda não tive a oportunidade de conferir Dúvida, portanto não posso falar sobre as atuações de Amy Adams e Viola Davis. Das outras 3, Penélope Cruz realmente foi a melhor, a mais linda, a com a voz mais musical, a mais sensacional, enfim, eu sou louco por essa mulher. Taraji P. Henson fez uma mãe adotiva correta para o Benjamin Button (quem sabe se não fosse o Robert Downey Jr. interpretando não ficasse bem melhor). Já Marisa Tomei, apesar dos peitinhos, não teve um grande papel a ajudá-la, além de ser sempre ofuscada pelo Mickey Rourke.

Algumas notícias

Não há muito o que dizer. Como sempre, fica minha mensagem sobre como odeio o carnaval e blá blá blá. Tenho visto alguns filmes, assistido a algumas séries, e recentemente terminei o Coelho Corre (achei Harry Angstrom, protagonista da história, um cara parecido comigo em muitos aspectos, com toda sua indecisão e incerteza, o modo como sente que não se encaixa neste mundo apesar de muito tentar. Gostei bastante.).

Coelho

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Estou iniciando agora a leitura de Coelho Corre, do recém-falecido John Updike. Adquiri-o em uma banca de jornal, na época da coleção Grandes Escritores da Atualidade, que deixou saudades.

Segue abaixo o primeiro parágrafo do livro (a tradução é de Paulo Henriques Britto):

Meninos jogam basquete em volta de um poste telefônico onde uma tabela foi fixada. Pernas, gritos. O ruído das solas dos tênis sobre o cascalho da viela como que projeta as vozes até acima dos fios, no céu azul e úmido de primavera. Coelho Angstrom, entrando na viela de terno e gravata, pára e fica olhando, apesar de seus vinte e seis anos de idade e seu metro e noventa de altura. Tão alto, não parece ter nada de coelho, mas o rosto branco e largo, a palidez das íris azuladas, o tremor nervoso sob o nariz pequeno quando ele enfia um cigarro entre os lábios explicam em parte o apelido, que lhe foi posto quando ele também era menino. Parado na viela, Coelho pensa. Os meninos correm, de modo que ele tem que recuar a toda hora.


Muito bom, conciso, descritivo sem ser chato, dá vontade de ler mais.

Apesar de tudo, literatura

Dias difíceis, dias irritantes, dias de muito trabalho. Tenho passado pouco por aqui, mas quem quiser pode me acompanhar pelo Twitter.

Concluí hoje a leitura do Fantasma Sai de Cena, do Philip Roth. Excelente livro, com um tema bem interessante, a velhice de um escritor e sua (não) aceitação do fim que se aproxima. Grandes personagens, bons diálogos, enfim, tudo que se pode exigir de um livro (mas eu continuo gostando mais de Pastoral Americana que, acabo de decidir, vou reler ainda neste ano).