Declaro reaberta

domingo, 25 de janeiro de 2009

Estou com 27 anos. Durante muito tempo quis ser um escritor de verdade, daqueles que têm livros publicados, com seu nome em caixa alta, e que todo santo dia passam horas em frente ao computador ou máquina de escrever, dando forma a tramas inovadoras e vida a personagens interessantes.

De uns anos prá cá, esse plano foi varrido para baixo do tapete, pelo simples fato de que eu não consigo dar vida a um único parágrafo que não seja um catálogo de clichês e frases feitas. Sempre faltou-me a grande idéia, o grande plot, a história que nasceria em minha cabeça e que necessitaria apenas de tradução para o papel. Minha justificativa para o abandono do plano era “sou jovem, não vivi nada ainda, como pode alguém que nada sabe sobre a vida ser capaz de escrever sobre ela? Chegará um dia em que terei vivido o suficiente para não me faltar assunto”.

Bem, no ritmo em que minha tediosa existência segue, o momento em que terei vivido o que poderia considerar “o suficiente” não chegará jamais. Sendo assim, declaro reaberta minha oficina de escritos molambentos, aos quais pretendo dedicar-me e ver o que sai disto.

8 anos em breve

sábado, 24 de janeiro de 2009

Acaba de ocorrer-me que este blog completará 8 anos no final de maio. 8 anos! Cerca de 1500 posts. A grande maioria dedicada a falar bobagens, abobrinhas, inutilidades. Mas apenas o fato de eu ter conseguido manter este espaço vivo por tanto tempo não deixa de ser um realização bacana.

Um escritor nunca esquece

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Estou distante da boa literatura há um bom tempo (cerca de 1 mês, o que para mim é o equivalente a 5 anos para quem não lê quase nada quase nunca). Como foi que consegui ficar tanto tempo longe de textos maravilhosos como o parágrafo abaixo, que abre o livro O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón, minha leitura em curso (a tradução é de Eliana Aguiar)?

Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque , a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço.

Unicórnios

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Então, é isso. Obama foi empossado e o mundo agora vai ser um lugar melhor, com campos verdejantes, sereias e unicórnios. Posso perfeitamente estar errado, mas creio que tivemos esse mesmo sentimento de "daqui prá frente tudo vai ser diferente" quando o Lula foi eleito e não foi bem assim.

Talvez (tomara que) as coisas melhorem lá pros lados dos estadunidenses, mas toda essa euforia mundial parece meio injustificada. Afinal de contas, o que o cara pode fazer: distribuir cheques para toda a população mundial? Se for assim, cadê o meu?

Como uma cachoeira

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Estranho Caso de Benjamin Button, um belo filme. Como todos já devem saber, trata-se da história do personagem do Brad Pitt, que nasce no final da primeira guerra mundial, com a aparência de um velho de 80 anos, e aos poucos vai seguindo o caminho inverso ao do resto da humanidade, ou seja, vai rejuvenescendo.

Durante sua "infância", em que aparenta ser um velhinho, com cabelo grisalho, óculos fundo-de-garrafa e problemas de locomoção, ele conhece uma garotinha da qual vai se separar em vários momentos de sua vida e que será seu grande amor.

Meus amigos, pode-se alegar que o filme é um pouco longo, que a história pode ter uns pequenos furos, mas o fato é que nos últimos minutos eu chorei feito uma cachoeira, não dava nem prá disfarçar, creio que nunca chorei assim com um filme em toda a minha vida; aliás, há muitos anos não chorava com nenhum filme.

Bucareste, Romênia

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quem assiste ao Late Show With David Letterman (GNT, de segunda a sexta, 1 da manhã) conhece o quadro Grandes Momentos em Discursos Presidenciais, criado com o objetivo óbvio de sacanear o Bush. Eis aqui um bom exemplo, em que Geoge W. conta uma curta história (sem legendas, sorry):

Liderança

sábado, 17 de janeiro de 2009

Enfim estou lendo meu primeiro livro de 2009, e veja só onde fui me meter: Como se Tornar um Líder Servidor, de James C. Hunter.

Durante anos desprezei - e continuo desprezando - as publicações de auto-ajuda. Porém, como os distintos leitores sabem, trabalho em um banco, uma instituição capitalista, e ultimamente tenho tido algumas oportunidades de gerenciar meu setor. Por ser um cara supertímido, não consigo me dar bem com a idéia de ser um líder, dar ordens e cobrar o cumprimento delas. Sendo assim, aqui estou fazendo uma tentativa de me "auto-ajudar", para, quem sabe, melhorar meu desempenho e ganhar oportunidades mais definitivas de mostrar meus talentos de porco capitalista (sem perder a ternura jamais, é claro).

Em breve na Forbes

domingo, 4 de janeiro de 2009

Amigos, estou começando minha caminhada rumo à lista dos Top 100 homens mais ricos do mundo da Forbes: estou vendendo uns livrinhos na Estante Virtual. Por enquanto não tem quase nada, mas com essa crise financeira vou acabar colocando vários títulos do meu acervo pessoal à venda.

Meus produtos: http://www.estantevirtual.com.br/acervos/jcmulatinho

NerdCast e RapaduraCast

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Todos os dias vou trabalhar caminhando (são cerca de 45 minutos). Para passar o tempo durante este período, ouço alguns podcasts. Meus favoritos são o NerdCast e o RapaduraCast. Eis que deparei-me agora há pouco com a notícia de que as edições de ambos que sairão hoje foram feitas em conjunto. Adorei, vou me divertir prá caramba.

Abaixo segue um making of da empreitada, postado no Jovem Nerd:

O que será que me espera?

Durante um período de 5 dias, o banco só abrirá em 1: hoje. Ou seja, promete ser um dia enlouquecedor, lotadíssimo, cheio de gente desesperada e apressada.

2009 vai começar alegremente na Caixa Econômica Federal.

Recomendação

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A sra. Mulatinho, minha amada esposa, agora é uma blogueira. Ainda está em versão beta, o layout está feio, mas recomendo fortemente que visitem sua página. Ela normalmente tem muito mais a dizer que eu: http://arlenemulatinho.blogspot.com

Top 5 de filmes

De meados de maio do ano (já) passado prá cá, passei a fazer uma lista na barra lateral direita com meus filmes assistidos. Assim, listo abaixo os 5 melhores deles (novamente, sem hierarquia de valor entre eles):

- O Nevoeiro - Sombrio filme de Frank Darabont, adaptando um conto de Stephen King (parceria que costuma dar certo, tendo rendido um filmezinho chamado Um Sonho de Liberdade, primeiro colocado no top 250 do IMDb). Um estudo sobre as reações dos seres humanos quando expostos a situações-limite.

- Sangue Negro - Se fizessem um filme de 3 horas que tivesse apenas Daniel Day-Lewis sentado em um banquinho recitando a lista telefônica, ainda assim ele seria indicado e favorito ao Oscar; o cara é foda. Além da atuação monstruosa dele, temos a direção estupenda de Paul Thomas Anderson contando uma história de ganância, religião e petróleo.

- Batman - O Cavaleiro das Trevas - O filme mais esperado do ano - e valeu a pena esperar. Christian Bale entrega mais uma grande performance com seu Batman de voz sussurrada. Além disso, é claro, temos a assustadora e histórica atuação do falecido Heath Ledger como o Coringa, cheio de trejeitos e com uma voz que não sai da cabeça de quem ouve.

- O Grande Lebowski - Filme um pouco antigo dos irmãos Coen (que em 2008 foram agraciados com o Oscar por Onde os Fracos Não Têm Vez), em que Jeff Bridges e John Goodman dão um show. A comédia de erros em que The Dude se mete é antológica.

- Na Mira do Chefe - Dois criminosos, uma cidadezinha histórica na Bélgica, um anão, uma mulher grávida, uma mulher linda, um padre, um garotinho. Essa combinação trouxe um dos melhores filmes do ano, enriquecido pela performance engraçadíssima de Colin Farrel.