"Quando você sorriu/ Me repartiu em antes e depois"

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Creio que este será o último post de 2009 por estas bandas virtuais, então deixo-os com a música que foi, segundo meu perfil na last.fm, a que mais ouvi neste ano, 1932 (C.P.) dos Pullovers:



Um 2010 recheado de progresso, amizade, produtividade e muito sexo para todos vocês.

Rosa

Como os eventuais paraquedistas que por acaso aterrisam por aqui devem ter notado, esse blog está abandonado. 2010 vem aí, será que vou botar na minha lista de metas reavivar este espaço? Não sei.

Mas não foi para falar de planos para o ano novo que abri esta aba do Chrome. Tampouco para fazer uma retrospectiva pessoal de 2009 (se tiverem interesse em algo assim, leiam a do @izzynobre, que ficou muito legal). A sacudida na poeira ocorre para anunciar aos senhores que no dia 19 de dezembro, às 12:05, pesando 3,570kg, medindo 50cm, nasceu minha filha Penélope.

Sim, minha primeira garotinha, após 2 machos. A casa adquiriu uma tonalidade rosa, e as madrugadas adquiriram uma tonalidade amarela (da luz acesa enquanto Arlene amamenta).

Se vou ter mais filhos? Prefiro nem pensar neste assunto por enquanto.

Enquanto isso, deixo-os com algumas imagens dela:

OlhudaApresento a vocês a Penélope Mulatinho


Mãe e filhaMãe e filha


Conhecendo a irmãzinha IIConhecendo os irmãos


Para aqueles que inexplicavelmente sintam falta de ler palavras escritas por mim, acessem meu twitter (atualizado constantemente): http://twitter.com/jcmulatinho

Penélope

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Daqui a pouco começa o mês de dezembro. Neste mês viverei uma das maiores emoções de minha vida, o nascimento de minha filha (estou tão ausente daqui que acho que nem mencionei o sexo do bebê). O nome dela, apesar de várias discordâncias dentro da família, será Penélope. Belo nome, não acham? Ela deverá nascer depois do dia 10.

Os 8 campeões que vi

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Acompanho a Fórmula-1 mais atentamente desde 1994 (ano em que vim morar aqui em Campos). De lá pra cá foram raríssimas as corridas que não pude ver, portanto creio que posso falar com um mínimo de conhecimento de causa. Abaixo segue minha lista de campeões mundiais de lá pra cá, por ordem de talento. Note-se a posição que Button ocupa:

1 - Schumacher
2 - Alonso
3 - Hill
4 - Hamilton
5 - Hakkinen
6 - Raikkonen
7 - Villeneuve
8 - Button

Button e Barrichello

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jenson Button é o novo campeão mundial de Fórmula-1. Pelo seu assombroso desempenho nas primeiras 7 corridas da temporada (seis vitórias e um terceiro lugar) é claro que o título foi justo, mas creio que ele seja o mais fraco (em termos de talento) campeão desde que comecei a acompanhar o circo em 1994.

É bacana compartilhar a emoção de um campeão, coroando anos de trabalho árduo, mas fica a sensação de que tratou-se apenas de um ano bom dele, aliado a um ano péssimo de Massa, Alonso, Raikkonen e Hamilton (estes dois últimos até que tiveram uma melhora na segunda metade).

Apesar de não ter conseguido superar seu companheiro de equipe, vale enaltecer o bom trabalho de Barrichello nesta temporada, especialmente quando se relembra que no início do ano tudo levava a crer que sua carreira estava terminada. Depois de 2 vitórias, 1 pole e brigando pelo vice-campeonato na última corrida da temporada, o brasileiro mostrou que, se não é um gênio, ao menos é um piloto de enorme competência, e tudo leva a crer que ainda estrá no circo ano que vem, provavelmente na Williams.

Noticiazinhas

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Caramba, o mês está se encerrando e eu não dei nem uma postadinha aqui. A verdade é que o twitter está matando lentamente este espaço. Mas ainda não matou, veremos se conseguirei voltar a postar com mais frequência. Enquanto isso, ficam algumas fotos da viagem que fizemos a Arraial do Cabo durante este mês:

Os homens na praia


Arraial do Cabo III


Mamãe e o caçula


Arraial do Cabo XVI


Brincando na areia

Sputnik

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Estou lendo Minha Querida Sputnik, de Haruki Murakami, mesmo autor de minha leitura anterior (Kafka à Beira-Mar, sobre o qual acabei não falando aqui). Até o momento, pág. 50, a leitura segue muito agradável, rápida, com generosas pitadas de bom humor. Sobre o que trata o livro? Sumire, uma jovem de 22 anos, há algum tempo largou a faculdade e a casa de sua família tentando se isolar para escrever livros. Mas até agora não conseguiu completar uma história (o texto menciona que ela escreve bons começos mas nao consegue continuar a história, bons finais mas não consegue narrar os fatos anteriores). Ela nunca havia se apaixonado antes e achava que nunca aconteceria, inclusive nem sentia muita falta disso, mas eis que Miu, uma empresária casada, 17 anos mais velha que ela, aparece em sua vida e tudo muda. Abaixo segue o primeiro parágrafo (a tradução é de Ana Luiza Dantas Borges):

Na primavera de seu vigésimo segundo ano, Sumire apaixonou-se pela primeira vez. Um amor intenso, um verdadeiro tornado que varre planícies - aplanando tudo em seu caminho, lançando coisas para o ar, deixando-as em frangalhos, triturando-as. A intensidade do tornando não abranda nem por um segundo, enquanto sua rajada atravessa o oceano, destruindo Angkor Wat, incinerando a selva indiana, tigres e tudo, transformando-se em uma tempestade de areia em no deserto persa, sepultando uma exótica cidade-fortaleza sob um mar de areia. Em resumo, um amor de proporções realmente monumentais. A pessoa por quem Sumire se apaixonou era, por acaso, dezessete anos mais velha do que ela. E casada. E, devo acrescentar, era uma mulher. Foi aí que tudo começou, e onde tudo acabou. Quase.

Para quem ama DVDs

Eu não coleciono DVDs; de vícios caros já me bastam os livros. Ainda assim quero fazer uma recomendação que tem tudo a ver com quem coleciona (ou aqueles que, como eu, tem apenas uns 15 DVDs, a maioria infantil): Blog do Jotacê, onde tudo que se relaciona a este tipo de coleção (os lançamentos, as capas, luvas, distribuidoras, boxes etc. etc.) é discutido detalhadamente.

Além disso, o blog tem também um podcast, o Jotacast, que está em suas primeiras edições mas que já começou muito bem e só vem melhorando. Quem curte ouvir podcasts não pode perder este de jeito nenhum.

(aliás, estou devendo um post para falar dos muitos podcasts que escuto regularmente.)

Everton - 2009/2010

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Olhem só que pavorosa é a nova camisa do Everton para esta temporada:

everton20092010



Creio que a Le Coq Sportif conseguiu fazer a camisa mais feia da temporada. Que coisa ridícula é esse V branco? Por que do peito prá baixo a tonalidade de azul muda, inclusive com umas terríveis listrinhas também em azul? Um clube com a história grandiosa do Everton, que, como seu belo distintivo mostra, foi fundado em 1878 merecia coisa muito melhor para mostrar à sua torcida.

A camisa nº2, se não é a coisa mais bonita do mundo, pelo menos tem um formato mais tradicional. Ficaria mais bonita se o patrocinador também estivesse com a cor das listras (como o distintivo está), mas aí ele ficaria meio escondido:

everton20092010-2



(originalmente publicado no natimorto projeto Futebol Inglês. Infelizmente, por absoluta falta de tempo não consegui me dedicar como gostaria a este novo blog)

Middlesbrough - 2009/2010

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A camisa do Middlesbrough sempre foi uma coisa medonha, com um tom estranho de vermelho e uma horrorosa listra branca para destacar o patrocinador. Eis que na temporada em que vai disputar a segundona, após vários anos na primeira, a Adidas assume o fornecimento de material esportivo e faz uma camisa decente para a equipe:



Não é uma obra-prima (achei que a listra branca no ombro poderia ser bem mais fina) mas passa uma sensação de que a confecção do uniforme do clube foi entregue a gente que sabe o que está fazendo.

(este texto foi publicado no blog Futebol Inglês - http://futebolnainglaterra.wordpress.com - , recém-fundado por este escriba, no qual penso em acompanhar esta temporada do futebol na terra da rainha)

Mais novas aquisições

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Já que parece que este blog virou apenas um inventário de meus livros, aí vão mais novas aquisições para a Biblioteca Mulatinho:

- Austerlitz, de W. G. Sebald;

- Kafka à Beira-Mar, de Haruki Murakami;

- O Filho Eterno, de Cristovão Tezza.

O Passado

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mais um livro foi incorporado à Biblioteca Mulatinho: O Passado, do argentino Alan Pauls, que recentemente virou filme (que eu ainda não assisti). Há tempos queria lê-lo, parece que chegou a hora.


Pullovers

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tenho escutado algumas bandas de que nunca havia ouvido falar antes, a maioria graças ao maravilhoso site da Trama. De todas que conheci até agora, minha favorita é Pullovers, com sua música nerd e cheia de alma. Abaixo segue a canção que dá nome ao álbum Tudo Que Eu Sempre Sonhei, junto com sua primorosa letra:

TUDO QUE EU SEMPRE SONHEI
(Luiz Venâncio)

Sempre pensei que aconteceria,
de criança acreditava nos adultos
que era só pagar pra ver.
Feio, meio assim desconfiado,
perna em xis, já barrigudo,
duvidando que eu conseguisse crescer.
Mesmo assim, contudo,
o tempo foi passando
e eu fui adiando, mudo,
os grandes dias que ia conhecer.
Quem sabe amanhã? Próximo ano?
Cebolinha com seus planos
infalíveis ia me ensinar a ser

forte, corajoso, bom de bola,
um dos bonitos da escola
muito embora eu não fizesse questão.
Ainda bem que eu sou brasileiro,
tão teimoso, esperançoso,
orgulhoso de ser pentacampeão,
já que se eu fosse americano
pegaria uma pistola
e a cabeça ia perder a razão:
mataria quinze na escola,
estouraria a caixola
e apareceria na televisão.

E por fim cresci, de insulto em insulto
eu me vi como um adulto,
culto, pronto pra o que mesmo? Já nem sei.
Olho e não encontro,
penso se não fui um tonto
de acreditar no conto
do vigário que escutei.
Não tem carro me esperando,
não tem mesa reservada,
só uma piada sem graça de português.
Não tem vinho nem champanhe ou taça,
só um dedo de cachaça
e um troco magro todo fim de mês.

Tudo que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Quanto ainda está por vir...

Mas bobagem, quanta amargura,
eu já sei que a vida é dura,
agora é pura questão de se acostumar.
Basta ter coragem e finura
e o jogo de cintura
aprendido dia a dia, bar em bar.
Pra que reclamar se tem conhaque,
se na tevê tem um craque
e o meu Timão só entra pra ganhar?
Pra que imitar Chico Buarque,
pra que querer ser um mártir
se faz parte do momento se entregar?

E por fim tem até namorada,
bonitinha, educada,
séria, tudo o que mamãe vive a pedir.
Tem beijinho e também trepada
e a consciência pesada
a cada nova vontadinha que surgir
de outra mulher, de liberdade,
de um amor de verdade,
de poder fechar os olhos e sorrir,
pensando que então, dali pra frente,
seja qual for tua idade,
o melhor ainda vai estar por vir!

Tudo o que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Quanto ainda está por vir...

Tudo que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Eu sei.


O primeiro semestre letivo do Marco Antônio

sábado, 18 de julho de 2009

Chegaram as férias do meu filho Marco Antônio - aos que não lembram ou são novos por aqui, ele tem com 4 anos e está vivendo seu primeiro ano letivo. Compartilho com vocês, leitores, um texto em que sua professora faz uma espécie de resumo do que achou e vem achando do avanço dele:

Marco Antônio é uma criança muito esperta, comunicativa e carinhosa. Desenvolveu muito neste bimestre nas atividades em sala. Só precisa trabalhar mais a sua atenção e concentração nas tarefas propostas em aula.

Teve uma grande evolução na escrita. Antes, não tinha coordenação motora, não identificava nenhuma letrinha e mostrava-se inseguro nas tarefas realizadas. Hoje, já é capaz de identificar as letras (consegue associar som com a grafia), escreve seu nome com mediação oral da professora e mostra-se um pouco mais seguro. Reconhece as vogais, as letras do alfabeto e algumas famílias silábicas estudadas. Para escrever o alfabeto, precisa de constante mediação da professora. Precisa trabalhar mais na sua concentração em aula, pois se distrai com muita facilidade, o que vem atrapalhar seu desempenho.

Nas atividades lógico-matemáticas consegue contar de 0 a 15 e representar seu valor numérico e sua quantidade. Em alguns momentos mostra-se confuso. Já aprendeu as definições maior/menor, grosso/fino, dentro/fora, longe/perto, em cima/embaixo, comprido/curto e pesado/leve.

Em natureza e sociedade já tem entendimento sobre regras básicas do trânsito, meios de transporte. Aprendeu também sobre membros das famílias. Já reconhece as partes do corpo e suas funções.

Já identifica as cores e seus desenhos estão com traços mais fortes. Observa-se um interesse muito grande somente pela cor laranja.

Sua linguagem oral vem progredindo muito. Adora conversar com amigos e histórias. Mas há um interesse maior nas músicas dadas em sala.

Marco Antônio está atingindo os objetivos propostos.

Dificuldades de atenção, distração constante? Esse garoto tem mesmo o meu sangue correndo nas veias. Mas piadinhas a parte, é muito legal acompanhar a evolução do moleque, que não é perfeita, e nem deveria ser.


Werder Bremen 2009-2010

terça-feira, 14 de julho de 2009

Após muitos anos, o Werder Bremen mudou de fornecedor de material esportivo: sai a Kappa e entra a Nike. Abaixo temos o primeiro kit feito pela marca italiana para os papagaios (no meio temos a home, à esquerda a away e à direita a 3ª camisa):

Ao contrário das camisas da Kappa, que sempre foram belas e imaginativas sem parecer exageradas, a Nike fez um modelo frio, monótono, sem sal para a equipe de Bremen. A 1ª camisa parece a tradicional do Arsenal, só que verde ao invés de vermelha. Até gostei das listras da 2ª, mas morro de saudades da camisa preta que a Kappa fazia. Quanto à terceira, parece colete de treino.

A parceira Bremen-Kappa vai deixar saudades.


Mais um para a Biblioteca Mulatinho

Quando o vi, ao passar em frente a um sebo na semana passada, já sabia que iria ser meu, só que naquele momento eu estava com pouca grana e muita pressa. Mas de ontem não passou e minha biblioteca ganhou um novo título:

Pessach: A Travessia, de Carlos Heitor Cony. Este livro sempre me foi recomendado como um dos melhores do autor, lembrança de um tempo em que seus livros eram bem mais contundentes que hoje em dia (de seus textos mais recentes, em 2007 li O Piano e a Orquestra, que achei bobo; além disso, no mesmo ano, na 1ª edição da Copa de Literatura Brasileira, O Adiantado da Hora foi descrito como um livro menor do autor).

Apesar de ter sido recém-adquirido, creio que ele vá furar a gigantesca lista de títulos para leitura e ir direto para o topo.


Escrever é um ofício

domingo, 12 de julho de 2009

Estou com uma mania chata: durante minhas leituras, buscar trechos para citar aqui no blog, ou anotar em meus cadernos. Tenho feito isso em demasia, mas não tem jeito, se leio algo como o texto abaixo, resposta do escritor português Antonio Lobo Antunes a uma das perguntas feitas pela revista Época desta semana, tenho que postar aqui:

ÉPOCA - Como o senhor define sua obra?

LOBO ANTUNES - Eu não entrei na literatura para ser um escritor qualquer. Quero ser maior que Tolstói e Joyce - e acho que todo escritor tem de pensar assim, senão ele não produz nada. Ele tem de pensar em coisas grandes. Comecei a escrever porque queria revolucionar o romance, subverter a literatura, transformá-la em algo que ainda não existia, ofuscar os antepassados. É assim o meu projeto. Quero colocar tudo num livro, o mundo inteiro, minha vida inteira. Quero praticar a obra de arte total que imaginava Richard Wagner. Escrevo livros impossíveis. Se me ocorre uma história que me sinto incapaz de formular, é aí que começo um livro. Quero escrever sobre o que não entendo, sobre o que não tenho competência. É assim que vou contornando os problemas, e chamam isso de estilo experimental. Na verdade, é uma atitude de enfrentamento. E de liberdade. É por isso que não creio na profundidade. O que existem são infinitas superfícies superpostas. Quando você se aprofunda demais em um assunto, acaba saindo pelo outro lado, de mãos abanando. Escrever é um ato impossível porque tudo o que interessa vem antes das palavras, como as intenções, os desejos, a loucura. Os poetas são maiores porque conseguem transferir essas coisas inomináveis para as palavras. Mas escrever também é um ofício, como o de médico ou de carpinteiro. É preciso conhecer a técnica, para abandoná-la. Todo grande livro é uma reflexão profunda sobre a arte de escrever. Cada livro meu tem de ser um mundo.


Carnaval para o Street View

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Por ocasião da chegada do Google Street View ao Brasil, segue uma historinha bacana a respeito desta ferramenta googlática: no dia 3 de maio de 2008, por ocasião da passagem do carro responsável por fazer as fotos do serviço, os moradores de um trecho da rua Sampsonia, em Pittsburgh - USA, proporcionaram uma bela recepção ao veículo, conforme mostra o vídeo abaixo. Além disso, mais abaixo coloquei uma screenshot do Google Earth, mostrando que a festa foi aproveitada nos mapas do serviço.


(via NowCafé)


Borogodó

segunda-feira, 6 de julho de 2009

(...) foi aí que as cervejas Perkn fizeram sentido em meu globo auricular e eu entendi que La Fischer estava me pedindo, certa de que eu seria macho demais para lhe recusar qualquer ordem, ela me pedia para tirar de cena, colocar na rua, fora da boate, o fotógrafo ao meu lado. (...) Vera Fischer não sabe, e o barulho ao redor me deu a impressão de que não seria o momento de explicar, que um dos juramentos do repórter moderno, com a mão estendida sobre o ensaio de Tom Wolfe a respeito do new journalism, é que em público será dado a todos que estão do lado de cá do ringue o direito constitucional de posicionar suas máquinas para bem quiserem, assim como aos que estão na outra posição será outorgado o beneplácito de botarem pra quebrar, passarem suas mensagens com a roupa que bem entenderem.

O excerto acima é um trecho de Em Busca do Borogodó Perdido, coletânea de crônicas do genial Joaquim Ferreira dos Santos, que assina a coluna Gente Boa todos os dias n'O Globo, além de ocupar a última página do Segundo Caderno todas as segundas-feiras, com seus textos deliciosos. Abaixo mais um trecho, para deixar os leitores com água na boca:

Estão todos reunidos aqui para a festa de lançamento de uma novela da Globo, uma oportunidade carioca de se ver no mesmo salão um senador da República, um travesti montado de Carmen Miranda, outro de Marilyn Monroe e uma cineasta com dificuldade de explicar o que fez com o dinheiro que o Estado lhe deu para filmar. São todos iguais esta noite. Recepcionistas empertigadas sorriem para um ponto vago no salão onde não tem ninguém. Leram a vida de Adriane Galisteu e sabem que a loura milionária já esteve ali em outra encarnação, faiscando com os olhos o mesmo mantra esperançoso - "me descobre, moço, me descobre".


Maior de todos os tempos

domingo, 5 de julho de 2009

Hoje foi um dia lendário para o tênis. Uma página importantíssima de sua história foi escrita no gramado da quadra central de Wimbledon, onde Roger Federer, após uma batalha de 5 sets contra Andy Roddick, tornou-se o recordista de títulos de Grand Slam com 15 conquistas.

Acabei não podendo assistir ao jogo todo, mas vi o último set e, meus caros, o placar dele diz muito a respeito do tamanho da batalha que foi esta partida: 16 x 14 para o suíço.

Uma pena que Rafael Nadal não conseguiu reunir condições físicas para defender o título conquistado no ano passado, mas isso não diminui o tamanho da façanha alcançada pelo tenista dos Alpes, que agora pode, enfim, ser chamado de o maior de todos os tempos.

P.S.: Para quem gosta de boas análises sobre este esporte fascinante que é o tênis, recomendo a leitura do blog do Paulo Cleto, que há muito tempo mora em meus agregadores de RSS.


"Você é importante para tornar nossa opinião importante"

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O vídeo abaixo (do Cardoso), mostra como gente babaca é capaz de destruir tudo, até mesmo a vontade de protestar:



(via CrisDias)

O Twitter nunca me enganou. Ele #chupa

domingo, 28 de junho de 2009

Foi maneiro. Reagindo a alguma provocação do Ashton Kutcher (vulgo @aplusk, o perfil mais seguido do Twitter, com, no momento em que escrevo, 2.483.171 seguidores), e celebrando a vitória do Brasil sobre os Estados Unidos na final da Copa das Confederações, subitamente todos começaram a teclar a tag #chupa em seus mensagens na ferramenta de microblogging.

Daí prá frente foi uma insanidade. Começamos (sim, porque eu também mandei várias) a escalar o ranking de tópicos até historicamente atingirmos o topo dos Trending Topics, que é o ranking dos termos mais twittados durante as últimas horas. Eis abaixo a foto desse momento histórico.



Como muita gente mencionou, é óbvio que isso foi apenas uma piada que cresceu demais, e que bem mais útil seria usar a plataforma para fazer uma protesto/reivindicação menos alienada. O #forasarney, por exemplo, muito usado durante a semana, ficou longe de entrar nos Trending Topics. Mas, poxa, deixe-nos ficar com essa sensação bacana que só a internet permite, a de que nós brasileiros podemos dominar o mundo (já ouço o Hino Nacional, e uma lágrima desce por minha face...).

Começando Desonra

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Após um grande período dedicando-me ao audiovisual (especialmente séries), estou retornando à boa literatura.

Durante algumas semanas li um livro de não-ficcção, com um método para auto-organização (A Arte de Fazer Acontecer). Foi bacana, e potencialmente útil, mas eu não conseguia me concentrar na leitura, o que acabou afastando-me ainda mais da literatura, graças à sensação de que não era mais capaz de manter a mente focada nas páginas. Mas eis que aparece Desonra, e o texto limpo e fluído de Coetzee me traz de volta aos prazeres da literatura.

Quem gentilmente me emprestou o livro foi o Ronnie, o qual, segundo seu perfil no Skoob, está passando por alguns momentos difíceis com O Som e a Fúria, à espera da recompensa que vem depois.

Bill Gates

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"Temos que descobir o que ele não sabe que precisa, mas precisa, aí mostrar a ele e garantir que só nós iremos dar a resposta."

Jovem Bill Gates no filme Piratas do Vale do Silício, que estou assistindo neste exato momento.

GTD e Begley

domingo, 17 de maio de 2009

A Confraria do Medo e as brilhantes deduções, monumental barriga e incurável imobilidade de Nero Wolfe ficaram para trás. A partir de agora tentarei me dedicar a ser uma pessoa mais organizada e produtiva, começando pela leitura de A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen, a bíblia do pensamento GTD (Getting Things Done), que busca fornecer um método ao gerenciamento de ações para obtenção de bons resultados.

Como nos últimos dias tenho trabalhado em um ambiente sobre o qual não tenho nenhum controle, num posto de atendimento na cidade vizinha de São João da Barra, onde não consigo o nível de isolamento necessário a uma leitura técnica, vou levar um outro livro para lá: O Homem que se Atrasava, de Louis Begley, meu terceiro livro deste autor em 2009 - vamos ver se este é melhor que Despedida em Veneza, que achei meio chato.

Update (19/05/2009 - 07:19 AM): Não fui para São João da Barra ontem e aparentemente não vou mais. Parece que o livro do Begley, então, vai ficar para uma outra oportunidade.

Up - Altas Aventuras

sábado, 16 de maio de 2009



O vídeo acima é um trailer de Up, a nova animação da Pixar, que, como todos os anteriores do estúdio, promete ser um dos melhores filmes do ano. Nele, o idoso Carl Fredricksen (que na versão em português será dublado por ninguém menos que Chico Anysio), após passar pelo falecimento de sua amada, decide levar adiante um sonho de juventude: uma viagem à Cachoeira do Paraíso, em plena floresta tropical. O método utilizado para a viagem é o que deixa a nós, apaixonados pelas idéias do estúdio, babando de vontade de assistir a este novo triunfo: milhares de balões de todas as cores presos à sua casa, levantando-a e gerando imagens belísssimas. Como clandestino nesta viagem temos o escoteiro Russel, que fica preso do lado de fora da casa bem no momento de sua "decolagem". É claro que a convivência dos dois nos trará todas aquelas boas mensagens que sempre estão presentes nos filmes da Pixar.

Uma vez que tenho crianças pequenas aqui em casa, os desenhos da Pixar estão constantemente sendo exibidas em minha televisão, o que me levou a ficar ainda mais fã dos trabalhos do estúdio (que, para quem ainda não sabe, é mais uma cria da mente de Steve Jobs). Meu favorito é Procurando Nemo, as crianças preferem Os Incríveis e Monstros SA.

Novo tema

Depois de um longo período, o template do blog volta a ser modificado. Eu já estava enjoado do tema anterior, com seus tons de azul, e montes de tranqueiras nas barras laterais. Desta vez estou buscando o minimalismo, com fundo branco, texto preto, e apenas o essencial na lateral. Ainda não está perfeito: preciso me livrar dos widgets de fotos e música, mas ainda não consigo me separar deles; quero restringir a quantidade de tags exibidas na barra, diminuindo para as 10 ou 15 mais usadas, só que não consegui arranjar uma maneira de fazer isso.

O que será que os estimados leitores acharam?

Em 1 minuto + Dell

domingo, 10 de maio de 2009

Sempre chego atrasado em muitas coisas legais que rolam por toda a internet. Quando enfim assisto as coisas, as pessoas já estão comentando coisas que só conhecerei daqui a 1 mês. Bem, se você, distinto leitor, está ainda mais atrasado que eu, eis sua chance de conhecer 2 vídeos super-bacanas (Forrest Gump e Kill Bill em 1 minuto) e 1 pavoroso (a propaganda da Dell baseada na Dança do Créu):

- Forrest Gump em 1 minuto:



- Kill Bill, Partes 1 e 2, em 1 minuto:



- Propaganda da Dell:

Em Terapia

sábado, 9 de maio de 2009

In Treatment é a melhor série da atualidade. Ponto final. Eu não acompanho tantas quanto gostaria, mas não é difícil concluir que nenhuma série atual vá tão fundo na psique humana mesmo tendo tão pouca coisa acontecendo na tela.

Para quem não conhece o programa, Gabriel Byrne é o psicoterapeuta Paul Weston. Os episódios da série (são 5 - isso mesmo, cinco - por semana) mostram as sessões de Paul com seus pacientes. Tanto a temporada passada como esta focam em 4 pacientes de cada vez; o 5º episódio semanal é o momento da inversão de papéis, com Paul consultando-se com sua psicoterapeuta Gina (interpretada pela vencedora do Oscar Dianne Wiest).

Os 4 pacientes desta temporada são: Mia, que foi paciente muitos anos atrás, e culpa Paul por várias derrotas em sua vida; April, uma jovem que acaba de descobrir que tem câncer, e decide que não vai lidar com a doença, simplesmente fingindo que ela nem existe; Oliver, uma criança com problemas bem densos, que incluem a separação recente de seus pais e a dificuldade de lidar com as expectativas deles; Walter, o CEO de uma grande empresa que passa por ataques de pânico, a pressão de seu trabalho e problemas familiares.

O que os pacientes contam a Paul é tudo que sabemos sobre eles; não há flashbacks, não há formas de acompanhar o que acontece a suas vidas entre uma sessão e outra. Isso é muito bacana, cada paciente é um desafio diferente para Paul e para o expectador, e a cada sessão novas peças são adicionadas ao quebra-cabeças de que cada um deles é composto. Inclusive Paul, que em suas sessões com Gina mostra as mesmas inseguranças que seus pacientes pagam para combater.

Se você ainda não assiste, faça um esforço e aprenda mais sobre si mesmo.

(abaixo segue um trailer da 2ª temporada. A imagem não está muito boa, mas vale a pena)

Biff Tanen responde

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Tom Wilson - o cara que interpretou o Biff Tannen na trilogia De Volta Para O Futuro - canta uma música com respostas a algumas perguntas que sempre quisemos fazer. É genial:



(via @pablovillaca)

Engenheiros - o fim?

domingo, 26 de abril de 2009

Eu não tenho culhão de chegar numa feira pra 40 mil pessoas e dizer que eu vou tocar músicas novas.


Humberto Gessinger, numa entrevista em que insinua que os Engenheiros do Hawaii acabaram.

Se confirmar-se o fim da banda, vou ficar meio triste. Sempre convivi com vários entusiastas das canções de Humberto e quem quer que fizesse parte da banda. Mas creio que seria muito benéfico prá ele, já que a banda estava presa a um formato criado pelo próprio Gessinger, e seus fãs xiitas realmente não permitiriam que ele experimentasse coisas novas.

"Eu sei que é foda/ Mas vou-me embora"

terça-feira, 21 de abril de 2009

Após meu vulcânico encontro com a sra. Mulatinho e nossa pressa em morar juntos, várias pessoas que realmente se importavam (e, claro, continuam se importando) com a gente nos disseram para termos calma, pensarmos bem, as coisas poderiam dar errado. Eu mesmo tinha minhas dúvidas, mas paguei prá ver e as coisas estão dando certo até hoje. Recordo-me que um dos argumentos que foram usados para tentar me convencer a não cometer tal loucura era uma citação da música 20 e poucos anos: "Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos/ Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos". Lembrei disso quando ouvi História Prá Contar, do Moptop, cuja letra trata do mesmo tema: alguém que se acha novo demais para algo que possivelmente trará repercussões durante toda sua vida. Ouçam-na e leiam a letra (que está logo abaixo):



HISTÓRIA PRÁ CONTAR
Gabriel Marques/Moptop

Eu sei que é tarde
Não, não me abrace
Eu vou sair só
Vou sem juízo
Ver meus amigos
Sem hora pra chegar

Meu bem, escuta
A vida é curta
Eu vou sair só
Vou sem cuidado
Vou sem agasalho
Sem hora pra voltar

Eu tentei, eu tentei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu tentei, eu tentei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu cansei, Eu cansei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu tentei, não dá mais

Eu sei que é foda
Mas vou-me embora
Eu vou viver só
Não tenho idade
Pra ter vontade
De me acomodar

Vê se entende
Daqui pra frente
Eu vou viver só
Com vinte cinco
Não quero filhos
Só histórias pra contar

Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Já lhe disse que não volto mais
Já lhe disse que não volto atrás
Já lhe disse que não vou chorar
Já lhe disse que não vou sangrar

"Kiss a wookie, kick a droid"

Estava eu passeando pelo blog do Mushi-san quando deparei-me com o vídeo abaixo. É genial, uma homenagem a John Williams e seus temas clássicos, linkando todos a Star Wars.

Mais King

domingo, 19 de abril de 2009

E apesar de ter falado mal dele no post de ontem, vou ter que aturá-lo por mais algum tempo, pois ainda falta um bom bocado para eu terminar Depois da Meia-Noite. A 3ª história, que estou iniciando, chama-se O Policial da Biblioteca, e até o momento (poucas páginas se passaram) está bem legal, com um clima mais ameno do que as duas anteriores. Mas o próprio King diz em seu prefácio que haverá um momento em que a história dará uma forte guinada. Só espero que não seja o retorno triunfal das vozes.

Aliás, que prefácios deliciosos escreve o King. Todas as quatro histórias deste livro tem o que ele chama de "nota introdutória" e antes da primeira ser iniciada, há uma longa e ótima conversa entre King e o Leitor. Vou transcrever dois parágrafos abaixo (a tradução é de Luísa Ibañes):

Muitíssimo importante é que os leitores gostaram de Quatro Estações. Não me lembro de um só correspondente daquela época que me censurasse por haver escrito algo que não continha horror. Em verdade, a maioria dos leitores queria contar-me que uma das histórias despertara suas emoções de algum modo, que ela os fizera pensar, que os fizera sentir - e essas cartas constituem a legítima retribuição para aqueles dias (e são muitos) em que as palavras surgem com dificuldade e a inspiração parece mínima, inclusive inexistente. Que Deus abençoe e conserve o Fiel Leitor; a boca pode falar, porém um conto não existe, a menos que haja um ouvido solidário para ouví-la.

(...)

Também continuo apreciando uma boa história. Adoro ouvir uma e adoro contar uma. Você pode não saber (ou talvez não se importe em saber) que me pagaram um bom dinheiro para publicar este livro e mais dois que o seguem, porém, se souber ou importar-se em saber, deveria também ficar sabendo que não recebi nenhum centavo para escrever as histórias do livro. Como tudo o mais que acontece por si mesmo, o ato de escrever se situa além da moeda. É uma grande coisa ter dinheiro, mas quando provém do ato de criar o melhor é não pensar demais nesse dinheiro. Ele atravanca todo o processo.

Stephen King e as vozes da mente

sábado, 18 de abril de 2009

Eu não ouço vozes em minha cabeça. Não conheço pessoas que ouvem vozes em sua cabeça. No entanto, nos livros de Stephen King as pessoas constantemente ouvem as tais vozes zumbindo em sua mente. Às vezes mais de uma. Estas vozes normalmente são antagônicas ao pensamento, digamos, oficial do personagem.

Leio os livros desse cara porque muitas vezes são idéias bacanas que os motivam. Posso dizer que eles têm boas sinopses (Angústia, Jogo Perigoso e O Iluminado são bons exemplos), mas cada vez gosto menos da forma como King aborda seus temas, a facilidade com que seus personagens costumam saber tudo sobre qualquer assunto, seu narrador chatinho e detalhista.

Agora, esse lance das vozes está definitivamente afastando-me do chamado mestre do horror. Quase todos os protagonistas da literatura de King passam por momentos de solidão que trazem algum tipo de conflito psicológico que faz com que as tais vozes se manifestem, dizendo-lhes o que fazer, como fazer, ou simplesmente enchendo o saco do personagem, depreciando-o, irritando-o, dando-lhe pistas falsas.

E olhe que ele sabe escrever livros que não tragam essa papagaiada (ou, pelo menos, livros em que esse recurso não seja repetido à exaustão), vide os ótimos À Espera de Um Milagre e O Cemitério, livros em que os conflitos estão do lado de fora da mente, ou em que, pelo menos, os protagonistas, ainda que passando por fortes provações, não pareçam pessoas esquizofrênicas ou altamente perturbadas.

Tudo isso para falar sobre Janela Secreta, Secreto Jardim, uma das 4 histórias que compõem a obra Depois da Meia-Noite. Talvez você tenha visto o filme que foi baseado nesta história (acho que o nome é Janela Secreta, com Johnny Depp e o sempre fodaço John Turturro), do qual quase nada me lembro, apenas que o final é um pouco diferente do que acabei de ler no livro. Bem, aqui temos o recurso das vozes (convém pesquisar sobre ocorrência de distúrbios psíquicos no estado do Maine) usado à exaustão, especialmente na reta final. É mais um caso de texto estragado por este recurso; o que encaminhava-se para ser bem mais sutil e misterioso acabou virando uma overdose de acusações entre voz imaginária e mente.

Ainda não li tudo do King, e seus contos costumam ser bem mais enxutos e bem-resolvidos do que seus romances, mas o fato é que fica uma impressão ruim que pode acabar me afastando de vez do escritor.

Terceiro

quarta-feira, 15 de abril de 2009

É com um prazer inenarrável que rompo um silêncio de vários dias para trazer uma notícia superbacana: VOU SER PAI MAIS UMA VEZ. Sim, leitores, meu terceiro filho já iniciou seu longo processo de crescimento e nutrição dentro da barriga da sra. Mulatinho. Ainda não tenho detalhes quanto ao tempo de gestação ou qualquer outro pois acabamos de receber a notícia, após um positivo no exame de sangue.

É levemente assustador, mas traz uma felicidade incrível. Há um sorriso bobo que não me abandona desde que recebi a notícia, e a sra. Mulatinho também é felicidade pura.

MacBook White

sábado, 4 de abril de 2009

Seguindo meu objetivo de ter minha falência decretada a qualquer momento, sou o novo possuidor de um MacBook, o notebook da Apple. Estou adorando-o, super-rápido, estável, sem os irritantes problemas de processamento que eu tinha no Windows Vista do meu Dell Inspiron (que agora é propriedade da sra. Mulatinho).

Ainda há algumas questões de adaptação que estou superando (o teclado, a organização das janelas), mas creio que posso recomedar fortemente este equipamento para quem procura um note bacana. O Mac OS é muito, mas muito mesmo, melhor que o Windows.

Abaixo temos algumas fotos do branquinho:

De como o Twitter vai matar este blog

segunda-feira, 30 de março de 2009

Eu já vinha pensando nisso há algum tempo, mas na madrugada de ontem tive certeza: o Twitter vai matar este blog. Bem, talvez isso seja drástico em excesso, mas o fato é que durante a transmissão da Fórmula-1 tive a oportunidade de fazer minha coberturazinha tanto aqui no blog como lá no Twitter, e a resposta que obtive no serviço de microblogging foi muito legal, enquanto aqui, bem, como (quase) sempre, ninguém viu (até porque não há quase nada para ver).

No Twitter tive a chance de ver o que outros usuários estavam dizendo, trocar algumas idéias com eles, e poder postar sem me preocupar com o tamanho minúsculo de meus posts (até porque lá existe o limite de 140 caracteres).

De uns meses (talvez anos) prá cá, este meu blog vem sendo usado na maior parte das vezes para dizer coisas bem pequenas tipo "Desculpe o sumiço. Trabalhando muito" ou "Ando com muita dor de cabeça ultimamente". Coisas que poderiam perfeitamente ser postadas no Twitter.

Isso tudo é para dizer que não pretendo mais usar este blog para dizer coisinhas à toa. Não vou apagá-lo de forma alguma, mas só pretendo aparecer por aqui quando tiver algo mais substancial para dizer, algo que ultrapasse de longe a idéia dos 140 caracteres. Todas as minhas transmissões Ao Vivo serão agora feitas pelo Twitter, assim como respostas a perguntas como "O que você está fazendo?"ou "Como você anda se sentindo?".

Twouble with twitters

domingo, 29 de março de 2009

A legenda não está excelente, mas segue abaixo um divertido vídeo sobre o twitter, ferramenta de microblogging que ando usando prá caramba ultimamente (até minha cobertura da Fórmula-1, alvo dos posts anteriores, foi muito mais intensa lá).

GP da Austrália - Ao Vivo IX

Vitória de Jenson Button. E graças a uma grande idiotice de Kubica, que tentou forçar uma ultrapassagem, e Vettel, que jogou seu carro em cima do polonês, Rubinho conseguiu a segunda posição, e a Brawn fechou a dobradinha. A equipe que nem sequer existia há menos de 2 meses atrás, agora é a lider do mundial.

Trulli fecha o pódio. Hamilton, ainda não entendi como, foi o quarto. Glock, Alonso, Rosberg e o estreante Buemi fecham a zona de pontuação. Os dois carros da Ferrari não completaram a prova.

Será que a Brawn vai manter esse desempenho durante toda a temporada?

Atualização (10:46): Trulli recebeu uma punição e Hamilton herdou a terceira posição. Eu continuo não entendendo como ele chegou tão longe. O atual campeão mundial deve ter feito um monte de ultrapassagens enquanto eu twittava.

GP da Austrália - Ao Vivo VIII

Felipe Massa está fora da corrida. Não ficou claro o que aconteceu com o carro dele, mas o fato é que a temporada não começou nada bem para o piloto brasileiro, andando muito atrás depois de passar um período em terceiro.

Bacana foi ver Massa e Hamilton, que travaram toda aquela batalha pelo título do ano passado, disputando a décima posição.

GP da Austrália - Ao Vivo VII

A estratégia do Massa de encher o tanque para ir até o final vai se mostrando equivocada. Ele está perdendo muito tempo em décimo-terceiro.

Enquanto isso, o atual campeão Lewis Hamilton está em sexto, com apenas 1 pit-stop (a maioria já está com 2), se arrastando.

GP da Austrália - Ao Vivo VI

Massa estranhamente vai aos boxes pela segunda vez em 21 voltas e volta em décimo-terceiro. Aparentemente vai até o final com o combustível que colocou.

Vale destacar que o Raikkonen, discretamente, assim como se comportou na temporada do ano passado, já é o quarto colocado.

GP da Austrália - Ao Vivo V

O safety-car volta aos boxes após várias voltas e começa um festival de ultrapassagens. Nelsinho rodou de uma forma bem esquisita e esta fora da corrida. Com isso, sobram dois brasileiros na pista: Massa em terceiro e Rubinho em sétimo.

Aliás, essas ultrapassagens estão deixando a corrida bem legal.

GP da Austrália - Ao Vivo IV

Nakajima teve uma batida que espalhou pedaços por toda a pista e o safety-car (bom que o Cléber Machado não falou em carro de segurança) está na pista. A maior parte dos pilotos vai para os boxes.

GP da Austrália - Ao Vivo III

Enquanto Button lidera, em segundo vem uma grata surpresa da temporada passada: Sebastian Vettel. Muito se falou quando de sua transferência da Toro Rosso para a Red Bull, que poderia ser um passo atrás já que o desempenho da segunda equipe da marca de energéticos havia sido melhor que o da primeira, mas ele está mostrando que tem muito talento.

GP da Austrália - Ao Vivo II

Os brasileiros: Massa é o terceiro, Barrichelo é o sétimo e Piquet é o décimo. Rubinho está atacando Raikkonen, prestes a arrancar a sexta colocação do finlandês.

GP da Austrália - Ao Vivo

Bem amigos de o roto falando do esfarrapado. Falamos com imagens ao vivo de Melbourne na Austrália, onde acompanharemos em todas as suas emoções a estréia de mais uma temporada de Fórmula-1. Começamos com novidades na pista: pneus slick, kers e mudanças aerodinamicas, mas o que mais chama atenção é uma nova hierarquia entre as equipes, com a estreante Brawn, que nem sequer existia há algumas semanas atrás, comandando o grid, com seus 2 carros na primeira fila.

Logo na largada Barrichello ficou bem prá trás (o que chega a ser uma tradição para o piloto brasileiro), envolveu-se em uma confusāo e é o sétimo colocado. Button manteve a ponta.

Algumas linhas

domingo, 15 de março de 2009

Logo abaixo, em algumas poucas linhas está um esboço de uma historinha que comecei a escrever algum tempo atrás. O problema é que ela não avançou. Não tenho a menor idéia de como este personagem vai conseguir cobrar o que julga que o mundo lhe deve. Tenho até uma idéia para um final bacana (que terá algo a ver com os acontecimentos posteriores na carreira do Fernando Alonso), mas, repito, nenhuma idéia de como chegar até ele.

29 de julho de 1981. Nascíamos, em continentes diferentes, Fernando Alonso e eu.

25 de setembro de 2005. Fernando Alonso conquistava seu segundo título mundial consecutivo de Fórmula-1. Nesse mesmo dia eu fazia a prova de um concurso público para a qual havia estudado durante meses. Minha colocação: 731º.

Por que o espanhol Fernando Alonso conseguiu atingir o auge e eu, sempre tido como talentoso e com um futuro brilhante pela frente hoje não passo de um medíocre burocrata do INSS?

Bem, isso vai mudar. Neste exato momento tenho um revólver em minhas mãos enluvadas. Com ele pretendo acertar as dívidas que o mundo contraiu comigo.

Não deu

terça-feira, 10 de março de 2009

Proust que me desculpe mas não consegui me concentrar na leitura do primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido. Os parágrafos excessivamente reflexivos não foram capazes de segurar minha atenção. Provavelmente é um problema meu, que vivo com a cabeça cheia de pensamentos diversos, ou talvez, como comentei com o Ronnie, este seja um livro para ser lido com mais idade. Assim sendo, fecho o livro por enquanto, com a promessa de tentar de novo daqui a alguns anos.

E já que o problema é achar algo que segure minha atenção, retorno ao Stephen King. Dessa vez será Depois da Meia-Noite, uma reunião de quatro histórias do mestre do terror (mas não apenas do terror).

Antiga leitura e nova leitura

segunda-feira, 9 de março de 2009

Após a conclusão do Schmidt Libertado, li outro do Begley: Despedida em Veneza, o qual achei bem enfadonho, modorrento, chatinho mesmo. Como eu disse em outras ocasiões, os livros do Schmidt são meio tediosos, mas pelo menos dá prá se identificar com alguns dos temas tratados, assim como é difícil não simpatizar com a rabugice do Schmidtie. Já esse Despedida não teve nada que puxasse minha atenção, sendo assim não recomendo-o a ninguém.

A ideia (saudade do acento) agora é encarar um grande empreendimento literário: Em Busca do Tempo Perdido - Vol. 1: No Caminho de Swann. Terei coragem? Aguardemos pela resposta.

Adentrando o sistema educacional

terça-feira, 3 de março de 2009

Meu filho mais velho, o sr. Marco Antônio Mulatinho, enfim adentrou o sistema educacional (da onde provavelmente nunca mais vai sair). Ontem foi seu primeiro dia de aula, e ele gostou muito. Achou a titia bem bacana e apreciou o contato com seus novos coleguinhas.

Já seu irmão, o sr. João Roberto Mulatinho, a princípio chorou muito pela ausência de seu amigo de longa data. Porém, em dado momento ele até achou a novidade interessante, afinal de contas pôde passar a tarde inteira fazendo tudo que gosta sem ser perturbado pelo ditador com o qual convive.

Bondade

Prezado leitor, caso você, dedicado filantropo, queira contribuir para meu enriquecimento como pessoa, além de dar-me assunto para muitos posts, favor comparecer à minha lista de desejos e escolher algo para me presentear. Pode ser qualquer coisa, inclusive hoje fiz uma limpeza nela, então agora só ficaram as coisas que realmente quero.

Caso se interesse em cometer este ato de bondade, favor solicitar meu endereço através da caixa de comentários abaixo.

Sua grandeza não será esquecida.

A Day In The Life of Abbey Road

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Confesso que nem dei muita bola para a música. O que vale mais no vídeo abaixo é o flagra de um dia na vida da Abbey Road, imortalizada pelos Beatles na capa de um de seus álbuns. Assista e pergunte-se: você faria a mesma coisa? Eu faria. Por outro lado, deve ser um saco ter que dirigir um veículo todo dia por esta rua:

O Farol

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Achei que essa minha foto do Farol ficou bem legal. Gostou também? Dê uma passadinha no meu flickr e veja quantas fotos bacanas tenho tirado ultimamente.

O Farol II

Nova leitura

Schmidt Libertado, de Louis Begley, é minha nova leitura. Retorno ao mundo de Albert Schmidt, o dos muito ricos de Nova York e arredores. Digo que retorno pois no ano passado li Sobre Schmidt, que me pareceu uma leitura interessante, ainda que meio parada.

"HDTV is worth every cent"

Para quem ainda não viu, segue a nova abertura dos Simpsons:

Minhas impressões sobre o Oscar

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Melhor Filme: Achei Slumdog Millionaire um filme bem comum, com uma história até certo ponto bacana, contada de uma maneira também bacana, mas está longe de ser isso tudo. Dos 5 indicados assisti 4 e meio (a legenda de Milk resolveu ficar fora de sincronia bem no meio da exibição), e meu escolhido seria O Curioso Caso de Benjamin Button, com sua história tocante (ainda que um pouco longa demais) e maravilhosa realização. Achei Frost/Nixon um filme bem entediante, que só começa a ficar legal quando o Nixon afunda, mas isso é lá pelo final. Além disso, não gosto de ficar com a impressão de que os acontecimentos na tela foram totalmente inúteis, e isso acontece no filme: tudo que se passa antes do último dia de entrevistas não tem nenhuma relevãncia para o resultado alcançado por elas. Quanto a O Leitor, fiquei meio confuso com as passagens de tempo, além de poder dizer que achei a história meio boba. Já a metade de Milk que vi seguia um caminho bem convencional, e nem mesmo as ceninhas de beijos homosexual parecia trazer nada de novo.

Melhor Ator: Dos 5 só não tive a oportunidade de ver o desempenho de Richard Jenkins em The Visitor. A atuação de Sean Penn é bem bacana, pode-se notar seus pequenos gestos, suas pequenas nuances, os detalhes que fazem desse cara um atorzaço. Mas creio que eu daria o prêmio ao Mickey Rourke, e sua entrega absurda ao papel de Randy "The Ram" Robinson, em O Lutador. A segunda cena dele antendendo no balcão dos frios, quando é reconhecido, bem, trata-se de algo memorável, difícil de esquecer. Quanto ao Brad Pitt, não posso negar que sua atuação foi muito boa, mas em grande parte do filme fica difícil saber se é ele ou se são os efeitos visuais que estão interpretando. Já Frank Langella parece realmente incorporar seu interpretado (digo parece pois, ao contrário do povo americano, não tenho nenhuma referência sobre Richard Nixon), mas como trata-se de uma figura muito odiada pelo país, sua atuação acabou sendo pouco celebrada.

Melhor Atriz: Aqui reside minha maior derrota, já que só assisti à atuação da Kate Winslet em O Leitor. Posso dizer que a interpretação foi ótima, mas não tenho como compará-la às outras candidatas (e quero muito ver a Meryl Streep de Dúvida).

Melhor Ator Coadjuvante: Não há muito o que dizer, Heath Ledger e seu Coringa sobrenatural mereceram, e muito, o prêmio. Creio que ele o ganharia mesmo se ainda estivesse vivo. Não tenho muito a comentar sobre o Josh Brolin de Milk. Quanto ao Robert Downey Jr., bem, sua incorporação de um ator australiano incorporando um militar negro é espetacular, se não houvesse o Coringa, quem sabe... Não tive a oportunidade de assistir aos outros dois indicados.

Melhor Atriz Coadjuvante: Como eu já disse, ainda não tive a oportunidade de conferir Dúvida, portanto não posso falar sobre as atuações de Amy Adams e Viola Davis. Das outras 3, Penélope Cruz realmente foi a melhor, a mais linda, a com a voz mais musical, a mais sensacional, enfim, eu sou louco por essa mulher. Taraji P. Henson fez uma mãe adotiva correta para o Benjamin Button (quem sabe se não fosse o Robert Downey Jr. interpretando não ficasse bem melhor). Já Marisa Tomei, apesar dos peitinhos, não teve um grande papel a ajudá-la, além de ser sempre ofuscada pelo Mickey Rourke.

Algumas notícias

Não há muito o que dizer. Como sempre, fica minha mensagem sobre como odeio o carnaval e blá blá blá. Tenho visto alguns filmes, assistido a algumas séries, e recentemente terminei o Coelho Corre (achei Harry Angstrom, protagonista da história, um cara parecido comigo em muitos aspectos, com toda sua indecisão e incerteza, o modo como sente que não se encaixa neste mundo apesar de muito tentar. Gostei bastante.).

Coelho

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Estou iniciando agora a leitura de Coelho Corre, do recém-falecido John Updike. Adquiri-o em uma banca de jornal, na época da coleção Grandes Escritores da Atualidade, que deixou saudades.

Segue abaixo o primeiro parágrafo do livro (a tradução é de Paulo Henriques Britto):

Meninos jogam basquete em volta de um poste telefônico onde uma tabela foi fixada. Pernas, gritos. O ruído das solas dos tênis sobre o cascalho da viela como que projeta as vozes até acima dos fios, no céu azul e úmido de primavera. Coelho Angstrom, entrando na viela de terno e gravata, pára e fica olhando, apesar de seus vinte e seis anos de idade e seu metro e noventa de altura. Tão alto, não parece ter nada de coelho, mas o rosto branco e largo, a palidez das íris azuladas, o tremor nervoso sob o nariz pequeno quando ele enfia um cigarro entre os lábios explicam em parte o apelido, que lhe foi posto quando ele também era menino. Parado na viela, Coelho pensa. Os meninos correm, de modo que ele tem que recuar a toda hora.


Muito bom, conciso, descritivo sem ser chato, dá vontade de ler mais.

Apesar de tudo, literatura

Dias difíceis, dias irritantes, dias de muito trabalho. Tenho passado pouco por aqui, mas quem quiser pode me acompanhar pelo Twitter.

Concluí hoje a leitura do Fantasma Sai de Cena, do Philip Roth. Excelente livro, com um tema bem interessante, a velhice de um escritor e sua (não) aceitação do fim que se aproxima. Grandes personagens, bons diálogos, enfim, tudo que se pode exigir de um livro (mas eu continuo gostando mais de Pastoral Americana que, acabo de decidir, vou reler ainda neste ano).

Declaro reaberta

domingo, 25 de janeiro de 2009

Estou com 27 anos. Durante muito tempo quis ser um escritor de verdade, daqueles que têm livros publicados, com seu nome em caixa alta, e que todo santo dia passam horas em frente ao computador ou máquina de escrever, dando forma a tramas inovadoras e vida a personagens interessantes.

De uns anos prá cá, esse plano foi varrido para baixo do tapete, pelo simples fato de que eu não consigo dar vida a um único parágrafo que não seja um catálogo de clichês e frases feitas. Sempre faltou-me a grande idéia, o grande plot, a história que nasceria em minha cabeça e que necessitaria apenas de tradução para o papel. Minha justificativa para o abandono do plano era “sou jovem, não vivi nada ainda, como pode alguém que nada sabe sobre a vida ser capaz de escrever sobre ela? Chegará um dia em que terei vivido o suficiente para não me faltar assunto”.

Bem, no ritmo em que minha tediosa existência segue, o momento em que terei vivido o que poderia considerar “o suficiente” não chegará jamais. Sendo assim, declaro reaberta minha oficina de escritos molambentos, aos quais pretendo dedicar-me e ver o que sai disto.

8 anos em breve

sábado, 24 de janeiro de 2009

Acaba de ocorrer-me que este blog completará 8 anos no final de maio. 8 anos! Cerca de 1500 posts. A grande maioria dedicada a falar bobagens, abobrinhas, inutilidades. Mas apenas o fato de eu ter conseguido manter este espaço vivo por tanto tempo não deixa de ser um realização bacana.

Um escritor nunca esquece

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Estou distante da boa literatura há um bom tempo (cerca de 1 mês, o que para mim é o equivalente a 5 anos para quem não lê quase nada quase nunca). Como foi que consegui ficar tanto tempo longe de textos maravilhosos como o parágrafo abaixo, que abre o livro O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón, minha leitura em curso (a tradução é de Eliana Aguiar)?

Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque , a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço.

Unicórnios

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Então, é isso. Obama foi empossado e o mundo agora vai ser um lugar melhor, com campos verdejantes, sereias e unicórnios. Posso perfeitamente estar errado, mas creio que tivemos esse mesmo sentimento de "daqui prá frente tudo vai ser diferente" quando o Lula foi eleito e não foi bem assim.

Talvez (tomara que) as coisas melhorem lá pros lados dos estadunidenses, mas toda essa euforia mundial parece meio injustificada. Afinal de contas, o que o cara pode fazer: distribuir cheques para toda a população mundial? Se for assim, cadê o meu?

Como uma cachoeira

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Estranho Caso de Benjamin Button, um belo filme. Como todos já devem saber, trata-se da história do personagem do Brad Pitt, que nasce no final da primeira guerra mundial, com a aparência de um velho de 80 anos, e aos poucos vai seguindo o caminho inverso ao do resto da humanidade, ou seja, vai rejuvenescendo.

Durante sua "infância", em que aparenta ser um velhinho, com cabelo grisalho, óculos fundo-de-garrafa e problemas de locomoção, ele conhece uma garotinha da qual vai se separar em vários momentos de sua vida e que será seu grande amor.

Meus amigos, pode-se alegar que o filme é um pouco longo, que a história pode ter uns pequenos furos, mas o fato é que nos últimos minutos eu chorei feito uma cachoeira, não dava nem prá disfarçar, creio que nunca chorei assim com um filme em toda a minha vida; aliás, há muitos anos não chorava com nenhum filme.

Bucareste, Romênia

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quem assiste ao Late Show With David Letterman (GNT, de segunda a sexta, 1 da manhã) conhece o quadro Grandes Momentos em Discursos Presidenciais, criado com o objetivo óbvio de sacanear o Bush. Eis aqui um bom exemplo, em que Geoge W. conta uma curta história (sem legendas, sorry):

Liderança

sábado, 17 de janeiro de 2009

Enfim estou lendo meu primeiro livro de 2009, e veja só onde fui me meter: Como se Tornar um Líder Servidor, de James C. Hunter.

Durante anos desprezei - e continuo desprezando - as publicações de auto-ajuda. Porém, como os distintos leitores sabem, trabalho em um banco, uma instituição capitalista, e ultimamente tenho tido algumas oportunidades de gerenciar meu setor. Por ser um cara supertímido, não consigo me dar bem com a idéia de ser um líder, dar ordens e cobrar o cumprimento delas. Sendo assim, aqui estou fazendo uma tentativa de me "auto-ajudar", para, quem sabe, melhorar meu desempenho e ganhar oportunidades mais definitivas de mostrar meus talentos de porco capitalista (sem perder a ternura jamais, é claro).

Em breve na Forbes

domingo, 4 de janeiro de 2009

Amigos, estou começando minha caminhada rumo à lista dos Top 100 homens mais ricos do mundo da Forbes: estou vendendo uns livrinhos na Estante Virtual. Por enquanto não tem quase nada, mas com essa crise financeira vou acabar colocando vários títulos do meu acervo pessoal à venda.

Meus produtos: http://www.estantevirtual.com.br/acervos/jcmulatinho

NerdCast e RapaduraCast

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Todos os dias vou trabalhar caminhando (são cerca de 45 minutos). Para passar o tempo durante este período, ouço alguns podcasts. Meus favoritos são o NerdCast e o RapaduraCast. Eis que deparei-me agora há pouco com a notícia de que as edições de ambos que sairão hoje foram feitas em conjunto. Adorei, vou me divertir prá caramba.

Abaixo segue um making of da empreitada, postado no Jovem Nerd:

O que será que me espera?

Durante um período de 5 dias, o banco só abrirá em 1: hoje. Ou seja, promete ser um dia enlouquecedor, lotadíssimo, cheio de gente desesperada e apressada.

2009 vai começar alegremente na Caixa Econômica Federal.

Recomendação

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A sra. Mulatinho, minha amada esposa, agora é uma blogueira. Ainda está em versão beta, o layout está feio, mas recomendo fortemente que visitem sua página. Ela normalmente tem muito mais a dizer que eu: http://arlenemulatinho.blogspot.com

Top 5 de filmes

De meados de maio do ano (já) passado prá cá, passei a fazer uma lista na barra lateral direita com meus filmes assistidos. Assim, listo abaixo os 5 melhores deles (novamente, sem hierarquia de valor entre eles):

- O Nevoeiro - Sombrio filme de Frank Darabont, adaptando um conto de Stephen King (parceria que costuma dar certo, tendo rendido um filmezinho chamado Um Sonho de Liberdade, primeiro colocado no top 250 do IMDb). Um estudo sobre as reações dos seres humanos quando expostos a situações-limite.

- Sangue Negro - Se fizessem um filme de 3 horas que tivesse apenas Daniel Day-Lewis sentado em um banquinho recitando a lista telefônica, ainda assim ele seria indicado e favorito ao Oscar; o cara é foda. Além da atuação monstruosa dele, temos a direção estupenda de Paul Thomas Anderson contando uma história de ganância, religião e petróleo.

- Batman - O Cavaleiro das Trevas - O filme mais esperado do ano - e valeu a pena esperar. Christian Bale entrega mais uma grande performance com seu Batman de voz sussurrada. Além disso, é claro, temos a assustadora e histórica atuação do falecido Heath Ledger como o Coringa, cheio de trejeitos e com uma voz que não sai da cabeça de quem ouve.

- O Grande Lebowski - Filme um pouco antigo dos irmãos Coen (que em 2008 foram agraciados com o Oscar por Onde os Fracos Não Têm Vez), em que Jeff Bridges e John Goodman dão um show. A comédia de erros em que The Dude se mete é antológica.

- Na Mira do Chefe - Dois criminosos, uma cidadezinha histórica na Bélgica, um anão, uma mulher grávida, uma mulher linda, um padre, um garotinho. Essa combinação trouxe um dos melhores filmes do ano, enriquecido pela performance engraçadíssima de Colin Farrel.