Diário do audiovisual

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A pedida de hoje foi o retorno da série 24 Horas, através do telefilme 24: Redemption. Não achei que foi espetacular, mas posso dizer que foi digno, sem muitas das baboseiras que tornam a série fantasiosa demais. É claro que foi apenas um prólogo para a nova temporada, o que quer dizer que a "rotina" da série deve voltar logo (só que andam dizendo que a CTU deixou de existir. Será?), mas ainda assim vale a pena ver Jack Bauer.

2 recomendações

A semana passada foi problemática para minha "vida virtual": um temporal dos diabos transformou minha casa num laguinho, com água cobrindo meu pé. Até que não houve muitos estragos pois tirei muitas coisas do chão antes do acontecido, mas as conexões da internet se molharam e fiquei offline até sábado, quando o conserto veio e me trouxe de volta à virtualidade.

Nesses dias sem um milhão de endereços diferentes para checar a cada 5 minutos, concentrei-me ainda mais nas obras audiovisuais. Tenho dois filmes para recomendar:

- Na Mira do Chefe (título nacional idiota). Excelente filme de criminosos, em que Colin Farrel enfim tem uma boa atuação (a última, dizem, foi em Por Um Fio). Dois assassinos profissionais são enviados por seu chefe à uma cidadezinha belga (a tal Bruges do título original), por motivos que só serão esclarecidos lá pela metade do filme. A interação entre os dois (Farrel e Brendan Gleeson) vale o ingresso (ou locação, ou bem... download).

- Trovão Tropical. Comédia com ação, aventura e muito escracho. Ben Stiller não deixa pedra sobre pedra em sua satirização do cinema, neste "filme sobre um filme sobre um livro sobre uma guerra". Durante as filmagens de um longa no Vietnam, grupo de atores (com a "estrela de filmes de ação em busca de relevância", o comediante escatológico, o rapper tentando um lugar na sétima arte e o monstro sagrado vencedor de 5 (!!!) Oscars) acaba abandonado no meio da selva e tem que se virar para não ser morto por um grupo de traficantes de heroína (ou será isso parte da filmagem?). Só a performance de Robert Downey Jr. como um militar negro (seu personagem faz até uma cirurgia para escurecer a pele) vale mais do que 80% dos filmes que andam saindo por aí.

Personalidade compulsiva

domingo, 16 de novembro de 2008

Estou com a literatura em modo de espera, mas isso não quer dizer que minha personalidade compulsiva está controlada. Segue aí uma lista das séries que acompanho atualmente (inclusive algumas em animação):

- 30 Rock
- Alice (a sra. Mulatinho está achando muito ruim, então acho que vou parar)
- American Dad
- Big Love (aguardando ansioso o início da 3ª temporada)
- Burn Notice
- Californication
- CSI (apenas o original, os outros dois são bem chatinhos)
- Desperate Housewives
- Dexter (a 2ª temporada está fodaça)
- Dirty Sexy Money
- Eli Stone
- Em Terapia (aqui em casa somos viciados em crise de abstinência)
- Entourage
- Família Soprano (através das reprises da Warner, só que eles resolveram sacanear)
- Family Guy
- Fringe (ainda não comecei mas vários episódios já me aguardam)
- Generation Kill
- Heroes
- House
- John Adams
- Justiça Sem Limites
- Life
- My Name Is Earl
- Scrubs
- South Park
- True Blood (mesmo caso de Fringe)

Piscina

Bem, ando meio distante daqui. O fato é que... NÃO. EU NÃO VOU FAZER UMA POST SOBRE MINHA AUSÊNCIA. NÃO VOU.

É um tempo de mudanças. Além de, na quarta-feira, ter voltado ao trabalho com outro espírito (vamos ver aonde isso me levará), agora sou sócio do Clube de Regatas Saldanha da Gama, excelente lugar para ficar com as crianças nesse calor, com suas boas piscinas. Seguem algumas fotos:

Na piscina do Saldanha da Gama


Pós-piscina


Imagens do Saldanha III

Os filmes e seus títulos em português

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Você, que gosta de cinema, já deve ter se perguntado sobre o porquê de várias vezes acontecer do título do filme no Brasil ser tão diferente do título original. Bem, a reportagem abaixo (de Rodrigo Fonseca, do Globo) tenta dar uma luzinha sobre esse assunto.

Seu nome é ´Solace´. ´Quantum of solace´
Por imposição de produtores, título do novo 007 não terá tradução no Brasil, o que gera polêmica entre fãs

Depois de viver aventuras de nomes estilosos como “O espião que me amava”, “Nunca mais outra vez” e “Os diamantes são eternos”, James Bond volta às telas hoje à frente de um longa-metragem cujo título fará muito brasileiro quebrar a cabeça e a língua: “007 — Quantum of solace”. A expressão, pinçada de um conto de Ian Lancaster Fleming (1908-1964), o criador do herói, significa “zona de conforto”. Mas os produtores da franquia vetaram possíveis traduções e impuseram aos distribuidores internacionais o mesmo rótulo com que o filme, dirigido pelo alemão Marc Forster, será lançado em territórios de língua inglesa, como o Reino Unido.

Nos EUA, “Octopussy” mexeu com conservadores

Só na Inglaterra, a produção, estrelada por Daniel Craig, faturou US$ 25,3 milhões em três dias. — Minha posição pessoal é sempre optar pela tradução literal nos títulos ou, pelo menos, buscar algo próximo ou bem próximo. Mas, neste caso, a produtora tinha, por contrato, a autoridade de exigir que o título no mundo inteiro fosse o mesmo do original, em inglês — diz Rodrigo Saturnino Braga, diretorgeral da Columbia Tristar Buena Vista Filmes do Brasil, que distribuirá o filme no país, com cerca de 400 cópias. — Só conheço o caso de dois países que conseguiram, legalmente, escapar disso: a Venezuela e o México. Mesmo assim, neles, o filme será lançado como “007 — Quantum”, o que não muda muito a situação. Os fãs da série protestam: — Manter o título assim é um desrespeito com o espectador que não fala inglês. É um nome que não passa a idéia do que o filme é — reclama o advogado Pierre Gaudioso, espectador assíduo dos filmes de Bond.

— Deveria haver um subtítulo em português para o filme, ainda que fiel ao original, por mais esdrúxulo que ele seja — diz o estudante de engenharia Pachoal Demarque, fã de 007. Saturnino Braga já lidou com títulos complicados antes: — Lembro-me de um filme com Bruce Willis, “Hudson Hawk”. Na dúvida se seria interessante lançá-lo com esse título, sugeri um subtítulo, “O falcão está à solta”. Com o tempo, o subtítulo ficou mais popular do que o nome do filme. O mesmo caso aconteceu com “O galinho Chicken Little”. Na tradução do inglês, “Chicken Little” já sugeriria “galinho”, mas a Disney achou que esse título era o nome do personagem. Consegui dar um jeitinho brasileiro e encaixar essa palavra, que colou.

Lembro que as pessoas diziam: “Vou ver o filme do galinho”.

No Brasil, são comuns casos de séries, desenhos e filmes que recebem títulos durante o processo de dublagem.

— Normalmente, damos três sugestões de título para cada filme para que os representantes de marketing das distribuidoras escolham. Com “Quantum of solace”, isso nem chegou a acontecer — diz o dublador Manolo Rey, que traduziu as falas do filme de 007 para sua versão brasileira, que será ouvida, na telona, em 150 cópias.

Departamentos de publicidade interferem no modo como um filme vai se chamar no Brasil, como diz o designer e diretor de criação Fernando Pimenta: — Nos anos 1980, sugeri que “Down by law”, do Jim Jarmusch, fosse lançado aqui aportuguesado como “Daunbailó”. Fiz o mesmo com “Tenue de soirée” (de Bertrand Blier), cujo título virou “Meu marido de batom” por sugestão minha.

Para o distribuidor do novo 007, apesar da estranheza que o nome “Quantum of solace” gera, ela não deve abalar seu apelo.

“Cassino Royale”, o filme anterior do agente secreto de Sua Majestade, vendeu 1.737.860 ingressos no Brasil, faturando R$ 14,4 milhões. Nos EUA, ele arrecadou US$ 167 milhões.

— Um título que não explica o que é um filme sempre traz problemas. Mas, no caso de “007”, o esforço de propaganda é muito grande. Além do que, este é um caso em que o nome da franquia atrai o público — diz Saturnino Braga.

Já os bondmaníacos crêem que a imposição da Columbia de batizar o novo 007 como “Quantum of solace” soa caricata.

— Os títulos dos longas de James Bond nunca deram polêmica no Brasil. Já nos EUA, a única exceção foi “Octopussy”, em função do sufixo “pussy”, que, em inglês, refere-se ao órgão genital feminino — lembra o professor de português Antônio Manuel Lopes Amaral, colecionador de arquivos sobre cinema.

— Há muitos casos de filmes estrangeiros lançados no Brasil sem título em português, como “Platoon”, “Twister”, “Toy story”, “Apocalypse now” e “L.A. Story”. Para cinéfilos, isso soa preguiçoso. Federico Fellini teve, por exemplo, vários longas que chegaram ao circuito brasileiro sem tradução, como “E la nave va” e “I clowns”. E ninguém chama “Taxi driver”, de Martin Scorsese, de “Motorista de táxi”, embora este tenha sido seu subtítulo.

"Capitão Tornado”, viagem do fracasso ao sucesso

Segundo Lopes Amaral, alguns títulos brasileiros conquistaram elogios dos distribuidores internacionais e até de diretores consagrados: — Nos anos 1980, Stanley Kubrick mandou um fax para a Warner brasileira elogiando o título em português de “Full metal jacket”, aqui chamado de “Nascido para matar”. O título original significava “cápsula de bala”. O nome brasileiro é mais charmoso.

Além de charme, um bom título em português pode dar sorte a um filme, como aconteceu com “A viagem do capitão Tornado” (1990), de Ettore Scola.

Fiasco mundial de bilheteria, o longa, originalmente, chama-se “Il viaggio di Capitan Fracassa” .

“Fracassa”, em italiano, significa barulho, algazarra, mas o termo poderia ser mal entendido pelas platéias brasileiras.

— Trocamos “Fracassa” por “Tornado” que evocava a idéia de barulho. Na ocasião, o ator José Lewgoy e outras personalidades reagiram a essa mudança na imprensa, dizendo ser um absurdo a troca de título — lembra o distribuidor Bruno Wainer, que lançou o filme. — Essa reação deu mais visibilidade para o longa, que atraiu 150 mil espectadores.

Recém-nascido

Você já viu um abacaxi no pé? Eu nunca tinha visto até sábado, quando dei uma chegadinha em São Francisco do Itabapoana (aliás, essa viagem rendeu uma dúvida existencial, que foi prontamente respondida). Aí vai a imagem:

Abacaxi recém-nascido

Depois de amanhã

Está chegando a hora. Depois de amanhã retorno ao trabalho, após umas férias bem legais. Não fiz nada de espetacular, mas edstá sendo bem bacana passar mais tempo com a criançada, além de ver muitos filmes, acompanhar muitas séries e fazer algumas leituras.

Pretendo não me levar pelo negativismo que sempre toma conta de mim nesses momentos. A idéia, dessa vez, é trabalhar bem, sem ficar querendo ir embora o mais rápido possível. Trabalhar com vontade, gostar do que faço, conhecer mais.

Acho que consigo.

Acabou-se a motivação

domingo, 9 de novembro de 2008

Meu time está lutando para se manter na primeira divisão, e tem sido, aos trancos e barrancos, bem sucedido. E o que eu penso disso? Bem, o fato é que não estou nem ligando; dou uma leve acompanhada, de meia em meia hora, em alguma transmissão em tempo real apenas para informar-me sobre o resultado.

A verdade é que perdi o tesão por acompanhar futebol. Mesmo com a quantidade monstruosa que a Sky me oferece, eu mal olho. Se isso é um fase que vai passar eu não sei. Aliás, tem sido uma tendência com esportes coletivos em geral, parece-me que não faz sentido acompanhá-los, não faz sentido escolher um clube, um time, um escudo, uma camisa, e tornar-me escravo dele pelo resto da vida.

Choque e pavor

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Por favor, alguém me explique o que se passou na cabeça desse sr. André Luís para cometer tal ato ridículo:

Erro feio

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Dê uma olhada na legenda da foto abaixo:

Erro na legenda


Mika Raikkonen??? Eu sei que ficar apontando os erros dos outros é meio babaca, mas não dá prá evitar quando se vê algo assim na capa do caderno de esportes do Globo, um dos principais jornais brasileiros. Se fosse na Folha da Manhã até dava prá perdoar. Além disso, essa coisa de misturar o nome do Mika Hakkinen com o do Kimi deixou de acontecer desde que o campeão do ano passado passou a correr na McLaren, em 2002, deixando de ser apenas um finlandês automobilista para tornar-se um top pilot.

54,44%

O Blog do Capelli traz um dado interessantíssimo sobre o recém-encerrado mundial de Fórmula-1: o percentual de aproveitamento do campeão foi o mais baixo nos últimos 10 anos. Hamilton foi campeão tendo conquistado 54,44% dos pontos possíveis (no ano passado seus 98 pontos dariam a ele apenas a 4ª colocação na classificação).

Aliás, esse é apenas uma das estatísticas super bacanas postadas no Blog do Capelli. Não deixem de visitá-lo.

Viver melhor

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O Rafael está com a razão. É melhor para com o blábláblá de sempre e viver a vida.

Andei pensando e acho que o excesso de leitura está me prejudicando, impedindo-me de fazer outras coisas boas. A partir de agora pretendo ler bem menos, e viver um pouco mais, há coisas legais para serem feitas.

E, quem sabe, reclamar bem menos, trabalhar melhor, viver melhor.

É isso aí.

GP do Brasil - Ao Vivo X

domingo, 2 de novembro de 2008

Faltaram algumas curvas. Massa deixou-nos com a respiração presa, grudado na tela nas últimas voltas, mas a ajuda inesperada de Timo Glock não resistiu à pista molhada e Hamilton ultrapassou-o, reassumindo a 5ª posição, o mínimo necessário para ser campeão.

Parabéns ao Hamilton, um justo campeão. Massa teve seus problemas ao longo da temporada, mas Lewis também cometeu algumas burradas, e mesmo assim escreveu seu nome no panteão dos grandes campeões da Fórmula-1.

Valeu, Massa! Ano que vem tem mais.

Então, até lá.

GP do Brasil - Ao Vivo IX

Depois de algumas emoções no começo, a prova fica mais chatinha, com Hamilton fazendo exatamente o necessário para ser campeão.

A emoção fica, agora, por conta da expectativa de chuva, que não se concretiza, apesar das previsões de Me-Dinah-Teorologia.

GP do Brasil - Ao Vivo VIII

Hamilton vai conquistando, no limite, o título, com sua atual 5ª posição. Mas, dizem, vem chuva por aí.

Enquanto isso, Vettel, a revelação do campeonato, vem ameaçando a 1ª posição do Massa.

GP do Brasil - Ao Vivo VII

Todo mundo de pneu prá pista seca, mas há trechos úmidos, e os pilotos andam escorregando como crianças.

GP do Brasil - Ao Vivo VI

A pista está quase toda seca, vai começar a farra das trocas de pneu, mas existe uma previsão de chuva para daqui a alguns minutos (se bem que a meteorologia me deu raiva em várias corridas nesta temporada).

GP do Brasil - Ao Vivo V

"Uma das grandes esperanças do Felipe é o Alonso", disse Galvão Bueno. É chato depender de outros, mas se ele conseguisse se enfiar na frente do Hamilton seria bem legal.

Creio que a Ferrari deve pedir para o Raikkonen não ultrapassar o Trulli, pois se ele fizer essa ultrapassagem, o Hamilton terá a chance de fazê-la também, ganhando uma posição.

GP do Brasil - Ao Vivo IV

Primeiras posições mantêm-se após a largada. Coulthard, despedindo-se da Fórmula-1, e Nelsinho Piquet chocam-se, seus carros ficam atravessados na pista e o safety-car entra na pista, cortando a emoção.

GP do Brasil - Ao Vivo III

Vai começar. Todos com pneu intermediário mas a meteorologia diz que não haverá chuva nos próximos 30 minutos.

Teremos aquele festival de trocas de pneu (algumas, inclusive, equivocadas) daqui a algumas voltas?

GP do Brasil - Ao Vivo II

Correm boatos sobre excessivo consumo de pneus por parte da McLaren. Sei não, parece-me uma operação para animar os brasileiros, totalmente sem fundamento algum.

GP do Brasil - Ao Vivo

Bem vindos à cobertura do GP do Brasil.

A largada foi adiada em razão de um temporal que subitamente se abateu sobre Interlagos. Em 10 minutos a corrida deverá ser iniciada.

O Celso Itiberê, do Globo, diz que para o Massa é melhor que a corrida seja sob sol forte. Galvão, Burti e Reginaldo Leme estão relatando que o Massa pode se dar bem com essa chuva. Que pessoal indeciso, hein!

Aliás, parece que a chuva já passou. O clima também anda indeciso.

Massa, Hamilton e os 10 dias que faltam

sábado, 1 de novembro de 2008

Massa é o pole do GP do Brasil. Não é nem um pouquinho ariscado apostar nele como vencedor da corrida, mas o título deverá ficar para o Hamilton (se ele não fizer nenhuma bobagem - aliás, se ele fizer podemos cunhar uma nova palavra para descrever esse tipo de burrada decisiva: Hamiltice).

Faltam 10 dias para acabarem minhas férias e estou com a sensação que sempre me acompanha nesses períodos de ócio: não realizei nada, estou jogando féria esses dias que deveriam ser bem melhor aproveitados.