Benevolentes

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Já postei no Twitter mas vou mencionar aqui também: acabo de terminar uma leitura de 900 páginas. Quando termino uma leitura assim, antes de pensar sobre o livro em si, primeiro fico com uma sensação de alívio, de tirar um enorme peso das costas.

Um pouco depois vem as idéias sobre o que foi lido: As Benevolentes foi um livro cru, denso, violento. Um relato fortíssimo de um dos períodos mais vergonhosos da história da humanidade, o nazismo e sua solução final. Tudo isso visto sob o ponto de vista de um oficial alemão, que passou por vários postos administrativos, inclusive supervisionando o funcionamento (descrito sem meias-palavras) dos campos de concentração, mas também esteve no front.

A opção de escrevê-lo na forma de livro de memórias desse oficial, Maximilian Aue - incluindo nesse relato toda a relação controvérsa com sua mãe e sua irmão gêmea, além de seus delírios -, trouxe muita força ao livro, deixou-o muito real. E muito assustador.

Não se trata de uma leitura fácil, nem de um tema ameno, mas quem quiser empreender essa viagem vai saber bem mais sobre o que aconteceu durante esse período que, creio, não deve ser esquecido, mas lembrado para que saibamos os caminhos que não devemos percorrer.

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