O leitor está só

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Li o novo livro do Paulo como uma obrigação profissional (só que a tal profissão só existe em minha imaginação) e devo dizer que foi uma tortura. Tortura das bravas. Tortura de Guantánamo. Tortura do DOPS.

O livro é pavorosamente mal escrito. Todos os diálogos são artificiais, com sermões sobre os sonhos, o passado, o presente, o futuro, a família, a lealdade, a vida, o universo e tudo mais. Ninguém abre a boca para falar algo que não esteja impregnado de "sábias lições de vida".

Não seria mais fácil simplesmente escrever um livro assumidamente de auto-ajuda, composto apenas de parábolas e lições, sem ter que apelar para personagens ridículos e mal-desenvolvidos (na reta final, alguns simplesmente desaparecem sem explicações), dramas ridículos e assassinatos ainda mais ridículos?

Será que os tradutores franceses, americanos e de outros idiomas vão conseguir o milagre alcançado em todos os outros livros do escritor: tranformar essa redação do primário em um livro digno?

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