Vestibular - Redação sobre a Inveja

segunda-feira, 7 de julho de 2008

No sábado de manhã, dei um pulinho em São Francisco do Itabapoana para fazer um vestibular: candidatei-me a uma vaga no curso semi-presencial de Licenciatura em Matemática do CEDERJ. Fiz uma prova bem mediana, mas segundo me informa a Arlene, a concorrência é fraquíssima, e uma prova mediana deve garantir-me uma vaga no curso.

Vou publicar aqui abaixo a minha redação (não ficou boa, cheia de lugares comuns e enchimento de lingüiça, mas vai assim mesmo). O tema era a inveja. A prova forneceu trechos de alguns textos sobre o assunto e perguntou se, baseado nessa leituras, era possível concordar com a idéia de que a inveja seria uma virtude.

Não creio que se possa considerar a inveja uma virtude. Como disse o Zuenir Ventura, a inveja é um mal secreto, algo que devora seu portador por dentro.

A idéia de que a inveja é uma virtude, algo que nos faz progredir, trata-se de uma grande bobagem. A inveja não faz ninguém progredir, porque esse sentimento não é como a cobiça, ele não nos faz querer as coisas, a inveja é um desejo ao próximo, de querer que ele não tenha o que tem.

A inveja está sempre oculta nos subterrâneos da alma, semprte preocupada em disfarçar-se em palavras de incentivo, elogios e comemorações pelas conquistas alheias.

Como a inveja é um sentimento sem marcas aparentes e que nunca é confessado, torna-se impossível saber quem sofre desse mal. Posso ser eu, pode ser você, pode ser toda a humanidade ou pode ser quase ninguém.

Um sentimento inconfessável como este não pode ser uma virtude. Quem julga desta forma não deve ter pensado profundamente a respeito.


(gozado como um texto que parece grande no papel fica tão pequeninho na tela do computador)

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