Relembrando

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Publiquei o texto abaixo em 09 de maio de 2001 no ivox. Ele fala sobre o maravilhoso filme Tudo Sobre Minha Mãe, do Pedro Almodóvar.

A obra-prima

Há muito tempo venho pensando em escrever uma opinião sobre esse filme. Mas como já fazia bastante tempo que o havia assistido, decidi alugá-lo novamente para escrever com uma base melhor. E a impressão que me ficou da segunda vez que assisti a ele foi exatamente a que ficou na primeira: trata-se de uma obra-prima.

Almodóvar, com seu infinito talento, conseguiu captar a alma das mulheres, das mães. Todo o seu sofrimento, toda a sua alegria, está tudo impresso na tela. Não há aquela idéia romântica de que ser mãe é o paraíso. Não, há muito sofrimento, mas vale a pena.

Outra coisa ótima no filme é o seu elenco. Cecília Roth, Marisa Paredes e Penélope Crúz (que nunca se dá bem em filmes americanos, mas é uma atriz sensacional) dão um show de sensibilidade, mostram garra, amor pelo que fazem. E também há a maravilhosa montagem de Um bonde chamado desejo dentro do filme.

É algo que realmente faz pensar. Será que ser mulher é receber o tratamento de mero orifício que (só pra citar um exemplo entre tantos) os funkeiros dão? O filme mostra que ser mulher é comungar do mistério da vida, algo inexplicável.

Interessante como um homem, Almodóvar, pode ter essa visão não-machista das mulheres. Eu, como um apaixonado por elas, compartilho a mesma visão desse sensacional diretor espanhol. Filme imperdível!!!

P.S.: Parece que Almodóvar filmou esses versos da música Só as mães são felizes, de Cazuza e o Barão Vermelho: Você nunca ouviu falar em maldição/ Nunca viu um milagre/ Nunca chorou sozinha dentro de um banheiro sujo/ Nem quis ver a face de Deus./ Só as mães são felizes/ Porque nos dão a vida/ Só as mães são felizes/ Porque podem nos dar a vida. Dá vontade de chorar, não dá?

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