O Mago

terça-feira, 8 de julho de 2008

Apesar da barra lateral direita dizer que há mais de uma semana estou lendo O Mago, a biografia do Paulo Coelho escrita pelo Fernando Morais, só comecei de verdade na sexta-feira - andei vendo uns filmes ou jogando Mario Galaxy nos dias anteriores.

Estou na página 100 e está sendo uma leitura bem legal. Apesar de, como já disse, eu estar bem distanciado da leitura dos livros do Paulo (leio todos, mas há muito tempo deixei de ser um admirador), não tenho dúvidas de que a vida dele foi - e é - bem interessante.

O primeiro capítulo é destinado a tratar do Paulo Coelho atual, mostrando sua rotina contraditória de super-estrela mundial e, ao mesmo tempo, morador de uma cidadezinha escondida perto dos Pirineus, na França.

Ao final deste capítulo, Fernando Morais faz meio que um resumo do que virá pelos capítulos seguintes. Transcrevo abaixo um trechinho dessa parte:

O fato de ter sido um adolescente e depois um jovem adulto alienado e infenso à político não impediu que fosse preso duas vezes pela ditadura militar e, num terceiro espisódio, seqüestrado pelo DOI-CODI, o mais brutal instrumento da repressão - o que lhe deixou profundas marcas e acentuou traços de uma ancestral paranóia. Outro tipo de perseguição, o da crítica brasileira, que, com raríssimas exceções, despreza seus livros e o trata como subliterato, não parece afetá-lo. Ele só se declara indignado quando as restrições a seu trabalho implicam menosprezo a uma entidade que cultiva com dedicação plena e paciência oriental: seus leitores. Para contrabalançar o desdém da crítica brasileira, não faltam a Paulo manaifestações em sentido contrário para exibir. E não se fala, aqui, de sua eleição para a Academia Brasileira de Letras ou mesmo de condecorações indiscutivelmente honrosas que lhe foram conferidas no exterior, como a Légion d'Honneur da França, mas de um maciço, consistente elenco de elogios recebidos de críticos de dezenas de países, entre os quais o venerado escritor e semiólogo italiano Umberto Eco.