"Não é para amadores"

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Abaixo vai um texto da Cora Rónai, publicado no caderno Digital do Globo em 28/07/2008, sobre a recém-inaugurada Orla Digital, a internet wireless em toda a orla de Copacabana:

Factóide perigoso:
máquinas na praia

Fui a São Paulo semana passada. Quando o táxi pegou a Atlântica, havia certo engarrafamento; lá na frente, descobrimos que a culpa era da solenidade de inauguração da Orla Digital, o projeto que provê a avenida de wi-fi grátis para usufruto de moradores e de turistas incautos. Adoro wi-fi, não uso celular sem wi-fi, nem preciso dizer que a minha casa é toda wi-fizada... mas wi-fi na praia é, decididamente,uma das idéias mais sem sentido de que já ouvi falar.

Praias e máquinas não combinam em nenhuma latitude, em hemisfério algum. É muito romântico e inspirador ver propaganda de folheto turístico que mostra executivo trabalhando com coqueiro ao fundo mas, tirando meia dúzia de notebooks especialmente desenvolvidos para enfrentar ambientes hostis, como os Toughbooks da Panasonic, computadores não foram feitos para trabalhar à beira-mar, como vocês já leram na página 10. Tirando este detalhe técnico, há, ainda por cima, a questão da segurança — que, como sabemos, não é das mais tranqüilas na nossa bela cidade. Induzir um turista a usar o notebook na Avenida Atlântica é risco que ninguém, muito menos um governo sério, poderia se dar ao luxo de correr.

Não me considero criatura medrosa, antes pelo contrário. Uso minhas câmeras e celulares em qualquer lugar, não levo a sério horários ou ajuntamentos; mas também não gosto de entregar o ouro ao bandido de bandeja.

Assim que voltei de São Paulo, resolvi testar o wi-fi da Atlântica com o Nokia N95 — que, embora seja o meu favorito, ainda dá menos na vista do que o iPhone, meu outro aparelho com wi-fi. Sentei num quiosque, pedi uma água de coco e, o mais discretamente possível, tirei o aparelho do bolso e me pus a navegar. Sob este aspecto, tudo bem — a rede funciona e estava até rápida. Nunca, porém, me senti tão insegura usando um celular na orla, e olhem que sempre que passo pela orla no mínimo faço fotos e, freqüentemente, mando mensagens, acesso o blog, leio emails. Não acredito em equipamento que não se usa, nem em medos que me impeçam de curtir a vida e de aproveitá-la como eu bem entender.

Mas não havia um só guarda à vista, e estar sentada de celular na mão numa área que todos os ladrões já sabem que é hotspot wi-fi me deu a sensação de ser um alvo ambulante, um pato com uma gigantesca seta metafísica apontada em sua direção. De modo que guardei o celular, paguei a água de coco, fiz sinal para o primeiro taxi e tirei o time de campo enquanto era tempo.

Ao contrário do que faço habitualmente, não tive a menor vontade de voltar a pé para casa, apreciando o movimento e o mar; pode ser paranóia de carioca escaldada, mas a idéia de que assaltantes observando o ambiente pudessem ter me visto usando o N95 e viessem me pegar na esquina não me saía da cabeça.

Ser carioca não é para amadores.

Tropa e Mago

domingo, 27 de julho de 2008

Elite da Tropa me fez ter nojo de ser carioca e brasileiro. Nojo. E o pior é que toda essa situação de corrupção na polícia não vai melhorar, ninguém tem interesse nessa melhora - ou melhor, ninguém que possa influir diretamente nessa situação tem interesse nessa melhora.

O filme funciona bem melhor como história, mas o livro é muito mais contundente em mostrar a podridão da polícia.

Começo agora a ler A Canção do Mago, da Hérica Marmo, um bom complemento para a biografia do Paulo Coelho.

3º grau - Mais uma tentativa

sábado, 26 de julho de 2008

Lembram daquele vestibular do qual participei em São Francisco do Itabapoana? Bem, a concorrência foi tão ruim que mesmo tendo feito uma prova fraca acabei em segundo lugar. Hoje fui lá fazer minha inscrição e já posso dizer que sou um aluno de Licenciatura em Matemática do CEDERJ.

Pelos próximos 6 meses estarei preocupado com Matemática Básica, Matemática Discreta, Geometria Básica e Introdução à Informática.

Relembrando

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Publiquei o texto abaixo em 09 de maio de 2001 no ivox. Ele fala sobre o maravilhoso filme Tudo Sobre Minha Mãe, do Pedro Almodóvar.

A obra-prima

Há muito tempo venho pensando em escrever uma opinião sobre esse filme. Mas como já fazia bastante tempo que o havia assistido, decidi alugá-lo novamente para escrever com uma base melhor. E a impressão que me ficou da segunda vez que assisti a ele foi exatamente a que ficou na primeira: trata-se de uma obra-prima.

Almodóvar, com seu infinito talento, conseguiu captar a alma das mulheres, das mães. Todo o seu sofrimento, toda a sua alegria, está tudo impresso na tela. Não há aquela idéia romântica de que ser mãe é o paraíso. Não, há muito sofrimento, mas vale a pena.

Outra coisa ótima no filme é o seu elenco. Cecília Roth, Marisa Paredes e Penélope Crúz (que nunca se dá bem em filmes americanos, mas é uma atriz sensacional) dão um show de sensibilidade, mostram garra, amor pelo que fazem. E também há a maravilhosa montagem de Um bonde chamado desejo dentro do filme.

É algo que realmente faz pensar. Será que ser mulher é receber o tratamento de mero orifício que (só pra citar um exemplo entre tantos) os funkeiros dão? O filme mostra que ser mulher é comungar do mistério da vida, algo inexplicável.

Interessante como um homem, Almodóvar, pode ter essa visão não-machista das mulheres. Eu, como um apaixonado por elas, compartilho a mesma visão desse sensacional diretor espanhol. Filme imperdível!!!

P.S.: Parece que Almodóvar filmou esses versos da música Só as mães são felizes, de Cazuza e o Barão Vermelho: Você nunca ouviu falar em maldição/ Nunca viu um milagre/ Nunca chorou sozinha dentro de um banheiro sujo/ Nem quis ver a face de Deus./ Só as mães são felizes/ Porque nos dão a vida/ Só as mães são felizes/ Porque podem nos dar a vida. Dá vontade de chorar, não dá?

Instantâneos

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Fotos de umas duas semanas atrás: a primeira foi no McDonald's, onde fomos comer um McLanche Feliz; as outras três foram no Exposição Agopecuária, onde fomos ver as asseadas criaturinhas que por lá passaram.

Posando no McDonald's


Marco Antônio e o pônei


Vendo a boiada IV


Vendo a boiada V

Werder Bremen - 2008/2009

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Nunca falei sobre isso aqui, mas sou um entusiasta das camisas de futebol. Hoje está mais difícil comprá-las porque as vacas estão magras, mas mesmo assim dá para admirá-las. De vez em quando pretendo falar sobre algum modelo que tenha me chamado a atenção; hoje é a vez dos novos modelos do Werder Bremen para a temporada 2008/2009.

Esse é o uniforme número 1:



E esse é o número 3:



As camisas do Bremen mudam bastante de uma temporada para a outra (a principal da temporada passada, toda verde, nesta será a nº 2), mas é raro a Kappa fazer um modelo feio prá eles. Gostei do template das duas, com a faixa horizontal na altura do peito. O detalhe das costuras douradas do primeiro modelo embelezam ainda mais a camisa. Quanto à terceira, o preto predominante é algo raro em camisas do futebol, e a Kappa acertou a mão nessa, com a mesma bela faixa verde da outra, mas numa tonalidade um pouco diferente - o detalhe em dourado desta está nos enormes emblemas da fabricante nas mangas (um pouco esquisito, mas estiloso).

Mais sobre camisas:

- Futebol de Camisa

- Compulsivos por Camisas FC

- Football Shirt Culture

10 anos atrás

terça-feira, 22 de julho de 2008

Hoje completam-se 10 anos desse jogo histórico para o CR Vasco da Gama: em 22 de julho de 1998 enfrentamos o River Plate em Buenos Aires e perdíamos por 1 a 0, mas o gol abaixo, do Juninho (que ná época ainda não era chamado de pernambucano), nos deu o empate que nos classificou para a final da Libertadores da América - da qual acabaríamos campeões.

Rivaldo

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sob o título Rivaldo, o craque incompreendido, o ótimo blog De Primeira escreve sobre esse grande e injustiçado jogador brasileiro. Segue aí um parágrafo:

Rivaldo tem classe, visão de jogo, poder de finalização. É o que se chama de falso lento. Parece estar se arrastando em campo, mas de repente aumenta a passada, deixa o zagueiro, ergue a cabeça e fuzila o goleiro.

"O problema é que eu te amo"

Quando estava indo para o trabalho pela manhã esta música tocou no shuffle do meu iPod. Fazia tempo que não a escutava, mas a sensação que sempre me veio ao ouví-la continuou a mesma: uma alegria pura, boba, a idéia de que a vida pode ser ruim prá caramba, mas ainda há coisas que façam-na valer a pena. A letra é do Nando Reis e a interpretação é da indesquecível Cássia Eller:

 Cassia Eller e Nando Reis - Com vc meu mundo ficaria completo



O MEU MUNDO FICARIA COMPLETO (COM VOCÊ)


Não é porque eu sujei a roupa bem agora que eu já estava saindo
Nem mesmo por que eu peguei o maior trânsito e acabei perdendo o cinema
Não é por que não acho o papel onde anotei o telefone que estou precisando
Nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata e ainda continua sangrando
Não é por que fui mal na prova de geometria e periga d'eu repetir de ano
Nem mesmo o meu carro que parou de madrugada só por falta de gasolina
Não é por que tá muito frio, não é por que tá muito calor

O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos
Com você o meu mundo ficaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
E depois cresceriam, e nos dariam os netos

A fome que devora alguns milhões de brasileiros
Perto disso já nem tem importância
A morte que nos toma a mãe insubstituível de repente
Dela eu já nem me lembro
A derrota de 50 e a campanha de 70 já não fazem nenhum sentido,
As datas, fatos e aniversários passam
Sem deixar o menor vestígio
Injúrias e promessas e mentiras e ofensas caem fora
Pelo outro ouvido
Roubaram a carteira com meus documentos
Aborrecimentos que eu já nem ligo
Não é por que eu quis e eu não fiz
Não é por que não fui
E eu não vou
O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto
Juntos viveríamos por mil anos
Por que o nosso mundo estaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
Com seus filhos que depois nos trariam bisnetos

Não é por que eu sei que ela não virá que eu não veja a porta já se abrindo
E que eu não queira tê- la, mesmo que não tenha a mínima lógica esse raciocínio
Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte
Para andar comigo
Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não vou dizer que eu não ligo, eu digo o que eu sinto e o que eu sou

O problema é que eu te amo
Não tenha dúvidas, pois isso não é mais secreto
Juntos morreríamos, pois nos amamos
E de nós o mundo ficaria deserto
Eu vejo nossos filhos lembrando
Com os seus filhos que já teriam seus netos

Cavaleiro das Trevas

domingo, 20 de julho de 2008

Na sexta-feira fui assistir ao Batman - O Cavaleiro das Trevas. Um filme muito bom, com uma edição rapidíssima e um climax atrás do outro. Mas é claro que o ponto mais alto é o Coringa, do Heath Ledger. Uma atuação prá lá de perturbadora, apesar de aparecer pouco. Fica a pergunta: se Heath Ledger não tivesse tragicamente morrido no início deste ano o mundo estaria tão assombrado com sua performance? Não sei, esta é uma questão de difícil resposta.

Aliás, o filme em poucos dias desbancou O Poderoso Chefão e Um Sonho de Liberdade do posto de nº 1 do Top 250 do IMDb, o maior site de referência sobre cinema. Desde que freqüento este site - deve ter uns 8 anos - esses dois sempre foram os líderes do ranking.

Segue abaixo a crítica (pequenininha) escrita por Rodrigo Fonseca para o caderno Rio Show do Globo (publico aqui porque ridiculamente este caderno não sai na edição do Globo que chega em Campos):

‘Batman — O Cavaleiro das Trevas’. É difícil saber se o Coringa votaria em Barack Obama. Mas conservador como a aristocracia de Gotham, potencial eleitora de John McCain, ele não é. Por isso, neste ano de eleição presidencial nos EUA, em que os americanos se dividem entre a opção democrata e a manutenção do poder republicano, cada risada do vilão talha “The Dark Knight” (no original) como alegoria política.

Aliás, a alegoria mais perturbadora de 2008, à altura de um filme de Costa-Gavras. O novo “Batman” tem a secura do cinema policial dos anos 70, evocando cults como “Serpico”, de Sidney Lumet. O filme expõe o risco que a anarquia, encarnada no Coringa, traz ao Leviatã decadente que Gotham virou, refém de tradições. A chegada de um inimigo cuja ambição é o caos causa uma instabilidade moral que os EUA só sentiram no 11 de Setembro de 2001, à mercê do medo. E que medo o Coringa Heath Ledger (1979-2008) gera. Sua atuação, na veia do sadismo, é memorável. Só o Comissário Gordon de Gary Oldman instiga tanto.

Paulo Coelho em vídeo

Ainda sobre o Paulo Coelho, seguem dois vídeos com entrevistas dele, a primeira bem recente, em que ele fala sobre A Bruxa de Portobello, a outra bem mais antiga, com o Sidney Rezende entrevistando-o na época da publicação de O Diário de Um Mago.



GP da Alemanha - Pós-Corrida

Por motivos de saúde (algo que comi não me fez bem e vomitei horrores), não deu prá fazer a tradicional cobertura ao vivo da Fórmula-1.

E justo hoje aconteceu de 2 pilotos brasileiros subirem ao pódio, pena que nenhum deles venceu a corrida. Aliás, nas 2 últimas corridas nossos 3 pilotos subiram ao pódio uma vez cada.

E essa história de que a Ferrari tem o melhor carro está caindo por terra. Hamilton já está 4 pontos a frente de Massa e a 7 de Raikkonen.

Coelho e Elite

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Acabei de ler O Mago. Adorei a leitura, repleta de informações deliciosas sobre o escritor que teve (e ainda tem) uma vida conturbadíssima e nada convencional. Fez-me ter vontade de revisitar a obra do Paulo Coelho, e vou adquirir as novas edições da Planeta para 3 livros que estão em ruínas na minha estante: O Diário de um Mago, O Alquimista e Brida. Além disso, reacendeu a chama do meu velho sonho de ser um escritor publicado (não necessariamente mundialmente famoso, como era o sonho do Paulo muito antes de escrever qualquer coisa, mas simplesmente publicado).

Meu livro favorito dele é Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei, que li diversas vezes durante minha adolescência, e sempre me cativou muito. Os outros dois membros do top 3 são Veronika Decide Morrer e O Alquimista.

Com o fim desta leitura vou agora mergulhar no mundo do combate diário ao crime no Rio de Janeiro em Elite da Tropa, o livro que inspirou o megasucesso do cinema Tropa de Elite (sou só eu que acho ou a inversão do título ficou ridícula).

"Eles dobram por ti"

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Em um momento capital da biografia do Paulo Coelho o poema abaixo, de John Donne, é citado. Trascrevo-o porque é belíssimo:

"...Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se tivesse perdido um promontório, ou perdido o solar de um teu amigo, ou o teu próprio. A morte de qualquer homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido; por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram; eles dobram por ti."

(obs.: encontrei a tradução aqui)

WiiMusic

terça-feira, 15 de julho de 2008

Será que enfim vou virar um músico?

Preguiça

segunda-feira, 14 de julho de 2008

No começo do ano comecei a manter um caderninho de anotações, onde eu escrevia lembretes e pequeninos textos sobre mim mesmo, quase sempre durante minhas leituras no horário de almoço no banco. De uns meses prá cá - mais precisamente desde que comprei este notebook no qual teclo neste momento - deixei-o completamente de lado, mas hoje ocorreu-me deixar uns lembretes nele (tenho que ver Blade Runner, acessar o Dharmanet), e ao fazê-lo dei uma olhada em quando tinha sido minha última anotação lá: em 8 de abril de 2008 eu estava planejando todo o material que ia arranjar para estudar para o concurso do TRT-RJ, uma vez que dessa vez a coisa ia dar certo, eu ia me disciplinar e estudar como um condenado, nada/ninguém ia me segurar.

Bem, deu no que deu. Mais uma vez minha disciplina suprema não durou nem uma semana e gastei cerca de R$ 200,00 (entre inscrições - minha e da Arlene -, apostila virtual da Folha Dirigida, apostila física, DVDs com vídeos e matérias comentadas) a troco de nada. Nem fui fazer a prova.

Às vezes tento consolar-me com justificativas ideológicas, tipo Essas leis para nada servem, são apenas palavras bonitas ou Prefiro estudar coisas práticas a ficar com o nariz enfiado em toda essa teoria, mas a verdade é que provavelmente não passo de um gordo preguiçoso.

Habeas Corpus

domingo, 13 de julho de 2008

E essa situação do Daniel Dantas, hein! No Globo de sexta-feira havia uma carta bem legal de um leitor:

Nobre e culto ministro Gilmar Mendes. Em face do princípio constitucional da isonomia, os advogados brasileiros querem saber: já que V. Exª tem o salutar e invejado hábito de trabalhar todos os dias até altas horas da noite, um advogado anônimo, sem "influência amiga", poderia ser recebido em seu gabinete às 23h ou 24h para despachar ordem de habeas corpus em favor de um paciente (pessoa comum do povo), primário e de bons antecedentes, que se encontra ilegalmente preso há cerca de 24 horas?

EDELCYR ALVES GAMEIRO FILHO
Niterói - RJ


Não há esperança para este país.

O Mago

terça-feira, 8 de julho de 2008

Apesar da barra lateral direita dizer que há mais de uma semana estou lendo O Mago, a biografia do Paulo Coelho escrita pelo Fernando Morais, só comecei de verdade na sexta-feira - andei vendo uns filmes ou jogando Mario Galaxy nos dias anteriores.

Estou na página 100 e está sendo uma leitura bem legal. Apesar de, como já disse, eu estar bem distanciado da leitura dos livros do Paulo (leio todos, mas há muito tempo deixei de ser um admirador), não tenho dúvidas de que a vida dele foi - e é - bem interessante.

O primeiro capítulo é destinado a tratar do Paulo Coelho atual, mostrando sua rotina contraditória de super-estrela mundial e, ao mesmo tempo, morador de uma cidadezinha escondida perto dos Pirineus, na França.

Ao final deste capítulo, Fernando Morais faz meio que um resumo do que virá pelos capítulos seguintes. Transcrevo abaixo um trechinho dessa parte:

O fato de ter sido um adolescente e depois um jovem adulto alienado e infenso à político não impediu que fosse preso duas vezes pela ditadura militar e, num terceiro espisódio, seqüestrado pelo DOI-CODI, o mais brutal instrumento da repressão - o que lhe deixou profundas marcas e acentuou traços de uma ancestral paranóia. Outro tipo de perseguição, o da crítica brasileira, que, com raríssimas exceções, despreza seus livros e o trata como subliterato, não parece afetá-lo. Ele só se declara indignado quando as restrições a seu trabalho implicam menosprezo a uma entidade que cultiva com dedicação plena e paciência oriental: seus leitores. Para contrabalançar o desdém da crítica brasileira, não faltam a Paulo manaifestações em sentido contrário para exibir. E não se fala, aqui, de sua eleição para a Academia Brasileira de Letras ou mesmo de condecorações indiscutivelmente honrosas que lhe foram conferidas no exterior, como a Légion d'Honneur da França, mas de um maciço, consistente elenco de elogios recebidos de críticos de dezenas de países, entre os quais o venerado escritor e semiólogo italiano Umberto Eco.

Vestibular - Redação sobre a Inveja

segunda-feira, 7 de julho de 2008

No sábado de manhã, dei um pulinho em São Francisco do Itabapoana para fazer um vestibular: candidatei-me a uma vaga no curso semi-presencial de Licenciatura em Matemática do CEDERJ. Fiz uma prova bem mediana, mas segundo me informa a Arlene, a concorrência é fraquíssima, e uma prova mediana deve garantir-me uma vaga no curso.

Vou publicar aqui abaixo a minha redação (não ficou boa, cheia de lugares comuns e enchimento de lingüiça, mas vai assim mesmo). O tema era a inveja. A prova forneceu trechos de alguns textos sobre o assunto e perguntou se, baseado nessa leituras, era possível concordar com a idéia de que a inveja seria uma virtude.

Não creio que se possa considerar a inveja uma virtude. Como disse o Zuenir Ventura, a inveja é um mal secreto, algo que devora seu portador por dentro.

A idéia de que a inveja é uma virtude, algo que nos faz progredir, trata-se de uma grande bobagem. A inveja não faz ninguém progredir, porque esse sentimento não é como a cobiça, ele não nos faz querer as coisas, a inveja é um desejo ao próximo, de querer que ele não tenha o que tem.

A inveja está sempre oculta nos subterrâneos da alma, semprte preocupada em disfarçar-se em palavras de incentivo, elogios e comemorações pelas conquistas alheias.

Como a inveja é um sentimento sem marcas aparentes e que nunca é confessado, torna-se impossível saber quem sofre desse mal. Posso ser eu, pode ser você, pode ser toda a humanidade ou pode ser quase ninguém.

Um sentimento inconfessável como este não pode ser uma virtude. Quem julga desta forma não deve ter pensado profundamente a respeito.


(gozado como um texto que parece grande no papel fica tão pequeninho na tela do computador)

Wimbledon é de Nadal

domingo, 6 de julho de 2008

Foi um épico, uma espécie de "Senhor dos Anéis - A Trilogia Completa" em quadras de tênis. Rafael Nadal venceu Wimbledon em um jogo que parecia que não ia terminar nunca, com duas interrupções pela chuva, 5 sets, tie-brakes no 3º e no 4º, e um 5º set que terminou em 9-7 para o espanhol.

Que jogo! Que vitória de Nadal! Ele, o rei do saibro, teve que ralar muito para aprender a jogar na grama (guga, por exemplo, não conseguiu). Agora pode-se dizer que ele é um jogador completo, já que normalmente quem se dá bem no saibro, come poeira na grama - e vice-versa (Federer está até hoje tentando vencer Roland Garros).

Viva Rafa!

Wimbledon e a chuva

Uma coisa louca sobre Wimbledon - e que acabo de presenciar mais uma vez - é esse lance da chuva: de repente sai todo mundo correndo e uma lona gigantesca - e, segundo a Maria Esther Bueno, pesadíssima - cobre o gramado. Os ingleses adoram respeitar tradições de 100, 200, 300 anos, mas - minha nossa! - está na hora de alguém chegar e dizer "isso é uma palhaçada! Pelo menos a quadra central tem que ter uma cobertura, afinal de contas aqui é a Inglaterra, terra de estádios de futebol maravilhosos e moderníssimos, no entanto continuamos com medo da chuva no tênis como tínhamos há 120 anos atrás!".

Nadal 2 sets a 0

Nadal fecha o 2º set, 6-4 de novo. Federer vai caindo frente ao touro espanhol. Depois do título da Fúria na semana passada, agora é a vez de mais um espanhol vencer contra o favoritismo do adversário.

Obs.: Muito legais os comentários da Maria Esther Bueno no SporTV2.

Nadal 1 set a 0

Compromissos com os infantes imprediram-me de ver o primeiro set deste clássico dos gramados, mas acabo de chegar em casa e verifico que Nadal venceu-o por 6-4. Se Federer perder, creio que ele passará sua primeira temporada em muitos anos sem um título de Grand Slam, pois creio que ele não se recuperará psicologicamente para o US Open.

GP da Inglaterra - Ao Vivo VII

Hamilton vence a corrida, Heidfeld chega em segundo, e Rubens Barrichelo volta ao pódio após quase 3 anos.

Dados os mil problemas que teve ao longo da corrida, o fato de ainda sair como co-líder do campeonato foi um tremendo lucro para Massa.

GP da Inglaterra - Ao Vivo VI

Hamilton acaba de colocar uma volta no 4º colocado, seu amigão Fernando Alonso. Prá vocês verem o que foi (e ainda está sendo) esta corrida.

Rubinho em terceiro, a 7 voltas do pódio.

GP da Inglaterra - Ao Vivo V

Kubica está fora, Raikkonen em oitavo. Apesar de todos os pesares, se tudo se mantiver como está ele ainda mantém a ponta do campeonato, partilhando-a com o Hamilton.

Rubinho está em segundo (!!!).

GP da Inglaterra - Ao Vivo IV

Nelsinho Piquet, que vinha em 4º deu duas rodadas seguidas e ficou na brita. Aliás, todo mundo está rodando, a corrida está ficando uma loucura.

GP da Inglaterra - Ao Vivo III

Saudades do Schumacher na Ferrari. A equipe tem cometido muitos erros de estratégia (o que não acontecia na era do alemão), como agora há pouco, em que fez uma escolha ruim de pneus e prejudicou terrivelmente a corrida de ambos. Acho que dessa vez o problema foi que a meteorologia disse que ia chover em 5 minutos, e eles pensaram "puxa, mas se eles disseram 5 minutos é porque a chuva vai vir em 50 minutos". Não dá prá recriminá-los por não confiar na ciência menos exata que existe.

Esperando a final de Wimbledon

Enquanto rola a Fórmula-1, aguardo pela final de Wimbledon. Estou com um pressentimento de que hoje acaba o reinado de Federer na grama. Se Nadal conseguir isso, não demorará muito e o suíço enfim deixará o posto de número 1 do mundo.

Aliás, tênis na grama parece ser outro esporte para quem está acostumado aos outros pisos, especialmente o saibro. É tudo muito mais rápido, parece ser em fast-foward, e os jogadores não se restringem a ficar no fundo da quadra tentando fazer o outro errar - eles vão constantemente à rede e isso torna o jogo bem legal, com ângulos loucos.

GP da Inglaterra - Ao Vivo II

Sutil aquaplanou e saiu da pista; é perigoso prá caramba, mas não deixa de ser uma imagem bonita.

Enquanto isso, Massa segue em seu árduo trabalho de recuperação, mas como já rodou duas vezes, está cheio de medinho.

GP da Inglaterra - Ao Vivo

A corrida mal começou e Massa já deu duas mancadas e ficou muito prá trás. Se conseguir um pontinho já será um baita lucro. Das outras vezes em que choveu, ele se deu bem; aparentemente, esta é a sua vez de ser o azarado.

Bloqueio

Por que não tenho escrito aqui? Sei lá, às vezes ocorrem-me coisas para digitar, mas acabo deixando prá depois e esse depois nunca chega.

Talvez seja um sinal do meu mais recente vício, o Wii. Dos jogos que tenho, só dois prestam: o Super Mario Galaxy e o Wii Fit (que não é exatamente um jogo, mas vicia como se fosse - outro dia desses Arlene passou 8 horas seguidas fazendo ginástica nele), mas eles tem material suficiente para sustentar minha compulsão por muito tempo ainda.

O fato é que todo blogueiro passa por essa fase de escrever pouco ou nada, e eu mesmo já passei por isso muitas e muitas vezes. Mas talvez o fato de digitar esses poucos parágrafos desperte em mim a vontade de escrever mais (mesmo que sejam as bobagens de sempre).