Paulo Henrique Amorim e a multidão

terça-feira, 3 de junho de 2008

Acabo de voltar da Bienal do Livro, onde estive para ver uma palestra do Paulo Henrique Amorim. Ao contrário da fracassada apresentação do Carlos Heitor Cony (em que não havia quase ninguém e o palestrante não compareceu - sem sequer enviar uma justificativa), dessa vez a estrela da noite apareceu. E não estou exagerando ao chamá-lo de estrela, uma vez que havia umas 500 pessoas para assistir a apresentação (tiveram que tirá-la do café literário, onde devem caber umas 50 pessoas confortavelmente instaladas, e passá-la para a arena cultural, um espaço bem maior e muito desconfortável, onde a maioria das pessoas teve que ficar em pé se acotovelando em arquibancadas improvisadas). Creio que 90% das pessoas que estavam lá não vieram ver o jornalista, mas sim "aquele moço que aparece na Record"; não vieram ouvir sobre "cultura e sociedade no cenário nacional e internacional" (que era o tema original da palestra) mas sobre como a Record vai superar a Globo (ou, como ele disse, "aquela outra emissora").

Até pelo tamanho inesperado e - falemos a verdade - pelo flagrante baixo nível dela, ele mudou o tema da apresentação, resolveu falar um pouco sobre sua carreira, sobre a Rede Record, e um tantinho sobre a economia brasileira sob a perspectiva da classe c. Não creio que fosse ser desinteressante, mas o fato é que a multidão que me espremia acabou levando-me a ir embora. É o meu velho pânico de lugares cheios de gente.

De qualquer forma foi até bacana e vi uns livros com uns preços legais que pretendo comprar amanhã.

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