Prisões brasileiras

sexta-feira, 4 de abril de 2008

No mês passado a revista Superinteressante publicou uma reportagem bem legal intitulada A cadeia como você nunca viu. Era, como dá para concluir pelo título, sobre as prisões brasileiras, mais especificamente sobre o cotidiano dos presos e suas formas de "organizar" a convivência, criando um microcosmos jurídico cheio de taxas, obrigações e punições.

Pois bem, na edição desse mês - que estou começando a ler - há duas cartas comentando esta reportagem que quero citar aqui:

Sou policial militar há 15 anos e há 8 trabalho no maior presídio de Pernambuco. Lá existem os absurdos que a boa matéria revelou e ainda outros, como o pagamento de dívidas de droga com o corpo da própria companheira. O que me leva à conclusão de que cada mundinho desses ostenta seus monstruosos conceitos sem nenhum incômodo. O Estado, por sua vez, resume-se à criação de rótulos fantasiosos para o sistema carcerário: "reeducando"; "ressocialização"...

ÁLVARO BEZERRA DA SILVA, RECIFE, PE


Depois de ler a matéria de capa sobre a cadeia, fiquei surpresa com meus sentimentos. Não senti raiva nem ao menos indignação. Na verdade fiquei foi surpresa com o modelo de organização da vida nas cadeias e penitenciárias brasileiras, onde nada é formalizado, mas todas as regras são respeitadas. Me perguntei por que lá dentro as coisas funcionam e a resposta foi simples: porque há punição para quem não respeita as regras.

CÁTIA CRISTINA SOUZA, CARAPICUÍBA, SP


A reportagem completa está aqui.

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