Match Point

sábado, 19 de abril de 2008

O homem que disse "prefiro ter sorte a ser bom" entendeu muito do significado da vida. As pessoas temem ver como grande parte da vida depende da sorte. É assustador pensar que grande parte dela foge do nosso controle. Há momentos em uma partida de tênis em que a bola bate no topo da rede e por um segundo pode ir para frente ou para trás. Com sorte, ela vai para frente e você ganha. Ou talvez não e você perde.

O parágrafo acima abre o filme Match Point, de Woody Allen. Se seus filmes no século XXI vinham sendo muito bobinhos, este, de 2005, é exatamente o oposto: sério, denso, genial.

Jonayhan Rhys Meyers interpreta Chris Wilton, um tenista que abandona o circuito e passa a dar aulas do esporte em um clube de ricos. Um de seus alunos faz amizade com ele e o apresenta à sua família. Chris logo se envolve com a irmã de seu amigo e começa a viver uma ascenção social. Para manter esse seu novo padrão de vida ele será capaz de coisas terríveis.

Muito boa a atuação de Meyers, capaz de mostrar o desconforto e a inadequação que seu personagem sente em relação a seu novo status social (mas apesar de sentir-se desta forma, ele prefere não abrir mão de sua nova vida - eis a ironia). Boa também a performance de Scarlett Johansson, como a mulher por quem Chris se apaixona e que ameaça sua estabilidade social.

Talvez este seja o melhor filme da carreira de Allen, o que não é pouca coisa.

Achei no YouTube um vídeo com a sequência inicial, em que Meyers pronuncia o discurso que transcrevi no início deste post:

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