Rambo IV - Um clichê ambulante

domingo, 2 de março de 2008

Se Rambo estivesse em um cinema assistindo a este filme ele diria, com a expressividade de um poste de luz, "fuck this shit" e acertaria cinco flechadas no projetor e daria um tiro de bazuka na tela.

ALém de clichê, o filme é violento em excesso, a começar pela cena da invasão da aldeia, que tem mais decapitações, desmembramentos, pedaços de corpos voando e sangue do que sou capaz de suportar. E ainda tem uns violinos ridículos tocando em seu final.

O que estou prestes a dizer vai me fazer parecer um extra-terrestre, mas mesmo assim vou dizê-lo: eu não assisti a nenhum dos 3 Rambos anteriores, assim não dá para fazer comparações, mas será que nos outros ele (Rambo) também fica distribuindo pérolas da filosofia como "isso é o que somos. É o que fazemos", "viver por nada, ou morrer por alguma coisa"? E se ficar, será que os outros personagens também pateticamente se comovem e decidem seguir sua liderança?

Ao final fica a pergunta: qual é a moral da história? Tudo bem matar desde que seja prá não morrer? É necessário visitar uma zona de guerra como a Birmânia para que suas convicções morais sejam postas em perspectiva? Será que essas pessoas não poderiam siimplesmente ter ficado em casa ao invés de provocar um banho de sangue?

Trata-se de um filme abarrotado de clichês, e na última cena vem o maior de todos: a busca pela família deixada para trás.

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