Filme - A última noite de Bóris Grushenko

segunda-feira, 31 de março de 2008

Suposta homenagem (ou seria uma paródia?) de Woody Allen aos grandes romances (e romancistas) russos. Achei um filme muito mal editado e muito bobo. Não sei se esse é o humor que os americanos tanto gostam, mas pelo que ando lendo em sua biografia, se for com esse tipo de humor que ele começou a carreira de humorista, então acho que hoje em dia ele deve sentir vergonha desse filme (digo isso porque o livro conta que ele detesta ver suas antigas apresentações de stand up comedy, acha horrível, diz ter nojo).

Segundo o IMDB depois desse filme ele fez Annie Hall, e se me recordo corretamente este foi um filme extremamente melhor (ganhou, entre outros, o Oscar de melhor filme). Talvez o estilo do humor neste filme não seja muito diferente, mas o cenário (a New York então contemporânea) parece muito mais propício para este tipo de piadas.

Mais um trecho da biografia do Woody Allen

domingo, 30 de março de 2008

Ele também é extremamente indiferente às outras pessoas. Alguns anos depois do divórcio, Louise Lasser comentou: “Podia lhe acontecer a pior coisa do mundo que ia para o quarto e escrevia”, e o próprio Woody admite: “Podia receber péssimas notícias; mesmo assim sentava-me à máquina. Talvez por estar quase sempre depprimido sou atraído por escritores como Kafka e Dostoiévski e por diretores como Bergman. Acho que tenho todos os sintomas e problemas que preocupam seus personagens: uma obsessão pela morte, uma obsessão por Deus ou pela ausência de Deus, a questão do porquê estarmos aqui. Quase toda a minha obra é autobiográfica – exagerada mas verdadeira. Não sou sociável. Não consigo ficar entusiasmado com o resto do mundo. Gostaria de ser assim, mas não posso”.


Assim como ele, sou extremamente anti-social e adoro ficar sozinho. Não tenho as mesmas explicações sociológicas e com referências a gênios da literatura e do cinema, mas sou, sim, um cara que adora o isolamento.

P.S.: a tradução é de Giovanni Mafra e Silva

Sanduíche

Não sei se foi a melhor ultrapassagem da história da Fórmula-1, mas que foi a melhor que eu vi, não resta dúvidas. Imagine só a sensação de ver isto, ao vivo, e imagine só a sensação do Ricardo Zonta, vendo esses dois monstros passando por seu carro, cada um de um lado - "eles são loucos", foi o que ele disse após a corrida:


Céu

sábado, 29 de março de 2008

Esse azul sempre me fascina:

Que céu! II

Difícil mudar

Retirado da biografia do Woody Allen (a qual parece que nunca terminarei de ler):

No outono de 1987, quando estava em frente ao Duplex, esperando para fazer uma tomada de A Outra, Woody comentou: “Estou muito feliz com o andamento deste filme. Acho que tenho uma chance com ele, e que as pessoas reagirão. Comecei com Interiores, e Setembro [que estava para ser lançado] vai me levar mais adiante nessa direção. Claro que posso não me dar bem, mas talvez no próximo ou no outro a coisa funcione. Porém, agora, vejo isso como o ápice de uma jornada que imaginava levar dez anos mas que já dura cerca de 25”. No final das contas, o filme acabou não obtendo o reconhecimento que ele esperava. O sucesso crítico e financeiro de Crimes e Pecados levou-o um pouco mais adiante, mas não é o filme completamente dramático, sem sua participação como ator, que quer realizar. Outro problema adicional para ele é que como realizador de obras dramáticas não teve o privilégio de um desenvolvimento gradual como ocorrera com o jovem escritor de comédia. Como é bem sucedido em outras áreas, ele não pode avançar gradualmente em um novo campo; para ser levado a sério, tem que criar sucessos dramáticos consumados. Seus filmes sérios são julgados por comparação com suas comédias, e não por si mesmos, havendo portanto pouca tolerância por fracassos interessantes ou por provocativos quase-sucessos; tampouco há uma ampla receptividade pelos acertos.


Obs1.: esse texto foi escrito por volta de 1990.
Obs2.: a tradução é de Giovanni Mafra e Silva

Wireless

quarta-feira, 26 de março de 2008

Testando o notebook em uma zona de wireless, aqui no Shopping Avenida 28. Não é muito rápido, mas é bem legal saber que qualquer pessoa com um equipamento desses pode sentar aqui e conectar-se gratuitamente à internet.

Duas cadeiras adiante tem um camarada jogando Football Manager. Bateu uma saudade de voltar a jogá-lo, mas esse é um vício contra o qual tenho que continuar lutando.

King Kahn

terça-feira, 25 de março de 2008

Vejam só esta incrível defesa do Oliver Kahn, executada no jogo do Bayern de Munique contra o Bayer Leverkusen neste fim-de-semana:



No início achei que tinha sido sorte, mas a forma como ele levanta a perna... nenhum goleiro faz isso. 99,99% dos goleiros do mundo teriam deixado a bola passar. Grande Kahn!

Novo membro da família

segunda-feira, 24 de março de 2008

Este é o primeiro post escrito em meu recém-chegado notebook. Trata-se de um Dell Inspiron 1525, e eu, que nunca havia sequer utilizado um equipamento desses antes, estou maravilhado. Depois que conseguir uma conexão à internet que eu possa usar em qualquer lugar (estou esperando alguma operadora trazer o 3G para a cidade) ficará ainda melhor.

Meu notebook

Magistral

domingo, 23 de março de 2008

Não tenho palavras para descrever Na Natureza Selvagem. Ainda estou de queixo caído até agora, quase 2 dias depois de tê-lo assistido. Só consigo dizer que há muito tempo não assistia a um filme tão bom. Muito tempo mesmo.

Leitores, perdoem-me pela falta de detalhes, mas ainda estou digerindo a história do rapaz que abandonou tudo e partiu numa longa viagem rumo ao Alaska. Só posso dizer uma coisa: parem tudo que estiverem fazendo e assistam-no. Não percam.

Terminou

Dois finlandeses e um polonês no pódio: 1 - Kimi Raikkonen; 2 - Robert Kubica; 3 - Heiki Kovalainen.

Corrida sem fortes emoções, a maior notícia foi o fato de que consegui acordar para vê-la.

Estou acordado

Massa fora da prova: 2 GPs e nenhum ponto marcado. A temporada começa a se complicar para ele.

(e segue a corrida)

Ao vivo

Bem amigos da internet, falamos com imagens ao vivo de Sepang, na Malásia.

Estou acordado, vamos ver se ficarei durante toda a corrida.

Não está - Parte II

sábado, 22 de março de 2008

Só porque não gostei muito de Não Estou Lá cruzei com um texto louvando-o. E o texto dá excelentes razões para isso. Serei eu, então, um completo idiota? Em determinado momento o texto dá uma aliviada na minha barra:

É preciso conhecer a história do compositor para entender 70% do filme (no mínimo), e esse é seu único defeito: ter sido feito especialmente para fãs.

Não que neófitos venham a desdenhar “I’m Not There”, pelo contrário, mas é que Todd Haynes pula alucinadamente de uma história para outra carregando nas citações como se estivesse fazendo um documentário, e isso faz com que muito da graça do roteiro funcione como piada interna.


Então combinemos o seguinte: quando eu terminar de ler a biografia, assisto ao filme de novo. Daqui a algumas semanas (a idéia é terminar a biografia do Woody Allen, ler algo não-biografico - ainda a escolher - e aí pegar o livro do Dylan) dou a sentença do novo julgamento.

Não está

Como parte do meu esforço, citado no post anterior, para conhecer melhor a vida de Bob Dylan, acabo de assistir ao filme Não Estou Lá.

De forma alguma posso dizer que se trata de um filme ruim, mas a verdade é que o achei difícil demais, enlouquecedoramente fragmentado, hermeticamente fechado. Será que isso é apenas um reflexo da vida de Bob Dylan? Pode ser, mas para quem, como eu até este momento, conhece pouco ou nada da vida dele, trata-se de um ponto de partida não recomendável.

Novos títulos

Novas aquisições para a Biblioteca Mulatinho:

- The Beatles - A Biografia. De Bob Spitz. 982 páginas de informações sobre os Beatles, tema no qual tenho estado bastante interessado ultimamente.

- Dylan - A Biografia. De Howard Souness. Sim, eu sei, pareço estar meio viciado em biografias de grandes nomes da música mundial, mas o que posso fazer?, são artistas geniais, que mudaram suas épocas (no caso do Dylan, sua época estende-se até hoje) e sobre os quais sei muito pouco, portanto torna-se obrigatório mergulhar neles.

- Fora de órbita. De Woody Allen. Agora que estou lendo sua biografia, também estou cada vez mais interessado em sua obra, não apenas cinematográfica. Este livro acabou de sair, e eu não poderia deixar passar esta oportunidade.

Street Fighter - The Later Years (Final)

quarta-feira, 19 de março de 2008

A última parte da maravilhosa série Street Fighter - The Later Years. Que venha agora a segunda temporada.

"Quando ela se corta ela se esquece"

terça-feira, 18 de março de 2008

Mesmo que não tivesse feito mais nada bom, ainda assim Renato Russo teria que ser reconhecido como um dos maiores letristas da história do rock mundial apenas pelas palavras desta angustiante, penetrante, sufocante canção:

Clarisse

Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.

E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.

Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende.

E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito

Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto.
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço.

Clarisse está trancada no seu quarto

Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos...

Balançando

Os moleques e sua jovem mãe:

Balançando II

1º GP do ano

Gostaria de ter muitas coisas para falar sobre o 1º GP de Fórmula-1 do ano, mas não consegui ver quase nada. Fiquei em frente à TV, mas caí no sono e só acordei quando faltavam 7 voltas para o término, e tudo já havia acontecido.

Bem, dá prá dizer que o Hamilton teve um bom começo, e a Ferrari, tão bem falada na pré-temporada, foi muito mal.

Uma boa estréia do Rubinho, apesar de sua desclassificação. Tomara que isso queira dizer que a equipe deu um salto qualitativo e ele consiga manter-se no pelotão de cima.

Neste fim-de-semana vou tentar não dormir.

Grandes artes

segunda-feira, 17 de março de 2008

Reparação é um livro soberbo. Desejo e Reparação é um filme soberbo. Coisa rara: o mesmo adjetivo que cabe ao livro também cabe à sua adaptação para o cinema. Li o livro em 2006 e posso dizer que semanas depois de terminá-lo ainda pensava nele. Ian McEwan criou uma trama cheia de desejos reprimidos, mágoas, amor, grandes imagens da 2ª Guerra e reverência ao poder da literatura.

O filme é um assombro por sua beleza, fidelidade ao original (embora, é claro, seja impossível ser 100% fiel a um livro de mais de 400 páginas) e belas interpretações. A cena da caminhada na praia tomada de militares durante a "retirada estratégica" do exército britânico é de cair o queixo.

E apesar de ser um filme, contamos com a mesma reverência ao poder da literatura (inclusive na sinfonia de tecladas de máquina de escrever - um bônus que o livro, por razões óbvias, não pode oferecer).

Falta-me assistir a mais 2 candidatos ao Oscar de Melhor Filme, mas por enquanto esse é o melhor - e vai ser difícil desbancá-lo.

King, Varela e Allen

No sábado terminei Os Livros de Bachman. Foram 4 histórias diferentes: A Longa Marcha, excelente; Fúria, boa; O Sobrevivente, mediana; e A Auto-Estrada, pavorosa.

No mesmo sábado, em uma tarde fria na quadra de esportes do CIEP de São Francisco do Itabapoana li em duas ou três sentadas O Médico Doente, do dr. Drauzio Varela. Gostei mais desse do que Por Um Fio, que foi um dos 70 livros que li no ano passado. Enfim Drauzio apresenta-nos uma história de verdade, e não um apanhado de (boas) memórias de suas experiências médicas (apesar de que eu adorei Estação Carandiru, que li há vários anos atrás), só que provavelmente ele preferiria não ter essa história para contar, uma vez que trata-se de sua terrível experiência como doente de febre-amarela (ele esteve pertinho de morrer).

Estou iniciando Woody Allen - Uma Biografia, de Eric Lax, para aprender mais sobre esse brilhante ícone do cinema.

Juno x Onde Os Fracos Não Têm Vez

domingo, 16 de março de 2008

"Esse filme deveria ter ganhado o Oscar, e não aquela porcaria de Onde Os Fracos Não Têm Vez", disse Arlene ao final de Juno. Quanto a mim, não achei Onde Os Fracos... exatamente uma porcaria, mas um filme mais confuso do que poderia ter sido a intenção dos diretores; o livro foi muito melhor e muito mais bem contado. Javier Bardem tem uma grande atuação, mas não é suficiente para salvar o filme. Seu grande momento é o discurso inicial, proferido pelo grande Tommy Lee Jones.

Juno não tem uma grande premissa para mostrar, o barato do filme é o desenvolvimento que é a dado a um tema batido: gravidez na adolescência. Ellen Page tem uma interpretação envolvente, e o roteiro não se deixa levar pelos possíveis clichês que poderiam se enquadrar na situação. Um filme delicioso, que seria o meu favorito para o Oscar, mas foi apenas o 2º candidato que vi. Mais tarde falarei sobre o 3º: Desejo e Reparação.

Espetacular

Maravilhosa imagem que estou chupando do Blogol. Clique aqui e leia a magnífica interpretação que o não menos magnífico André Kfouri fez dela.

Sem explicação

Estou há vários dias sem escrever, e o pior é que não há nenhuma justificativa minimamente plausível. Simplesmente pensei em várias coisas para postar, mas na hora de encarar o teclado eu repetidamente pensei "depois eu faço isso", "estou com muito sono, fica prá amanhã" entre outras baboseiras.

60ºC

quarta-feira, 5 de março de 2008

Camaradas, que calor animal é esse? E justo agora meu único ventilador quebrou. Lá vou eu comprar outro ou derreto (tenho um ar-condicionado no quarto, mas carrego o ventilador para os outros cômodos da casa).

Update literário

terça-feira, 4 de março de 2008

A Auto-Estrada não está sendo bom como os dois anteriores foram. Um bocado confuso, muito pensamento enfadonho, pouca ação. Será que vai ser assim até o final? A conferir.

24 horas por dia não são suficientes

Tantos livros para ler, tantos filmes e séries para assistir, tanta coisa na internet, tantas idéias para digitar nesse blog. O que priorizar? Como processar tanta informação e ainda assim ser um pai e marido presente? Como?

Rambo IV - Um clichê ambulante

domingo, 2 de março de 2008

Se Rambo estivesse em um cinema assistindo a este filme ele diria, com a expressividade de um poste de luz, "fuck this shit" e acertaria cinco flechadas no projetor e daria um tiro de bazuka na tela.

ALém de clichê, o filme é violento em excesso, a começar pela cena da invasão da aldeia, que tem mais decapitações, desmembramentos, pedaços de corpos voando e sangue do que sou capaz de suportar. E ainda tem uns violinos ridículos tocando em seu final.

O que estou prestes a dizer vai me fazer parecer um extra-terrestre, mas mesmo assim vou dizê-lo: eu não assisti a nenhum dos 3 Rambos anteriores, assim não dá para fazer comparações, mas será que nos outros ele (Rambo) também fica distribuindo pérolas da filosofia como "isso é o que somos. É o que fazemos", "viver por nada, ou morrer por alguma coisa"? E se ficar, será que os outros personagens também pateticamente se comovem e decidem seguir sua liderança?

Ao final fica a pergunta: qual é a moral da história? Tudo bem matar desde que seja prá não morrer? É necessário visitar uma zona de guerra como a Birmânia para que suas convicções morais sejam postas em perspectiva? Será que essas pessoas não poderiam siimplesmente ter ficado em casa ao invés de provocar um banho de sangue?

Trata-se de um filme abarrotado de clichês, e na última cena vem o maior de todos: a busca pela família deixada para trás.

Boa noite, e boa sorte

Que atuação estupenda de David Strathairn como Edward Murrow, jornalista que, através de seu programa de televisão, lutou contra a perseguição imposta pelo senador Joseph McCarthy a todos que fossem comunistas, ou que, baseado em rumores, boatos e especulações, pudessem, talvez, ser comunistas.

Atuações monumentais como esta são provavelmente a causa de eu detestar ver atores brasileiros em ação, especialmente em novelas e programas de TV aberta. Eles sempre parece crianças em teatrinhos de escola.

George Clooney realizou, aqui, um pequeno grande filme, com sua fotografia em preto-em-branco, fazendo-nos achar que realmente estamos vendo um programa de TV dos anos 50. Eu, que pouco conheço de história dos EUA (mas adoraria conhecer) senti falta de um pouco mais de detalhes sobre esse momento histórico dos americanos, mas, bem, esse é um filme e não uma aula de história.