Realmente o melhor

sábado, 29 de dezembro de 2007

Trecho da entrevista (publicada no Prosa & Verso do Globo de hoje) com o escritor Nathan Englander (sobre o qual eu nunca tinha ouvido falar), autor do recém-lançado pela Rocco Para Alívio dos Impulsos Insuportáveis (obs.: o livro já havia sido publicado há 8 anos nos EUA):

O GLOBO: “Para alívio dos impulsos insuportáveis” foi publicado há oito anos. O que você acha hoje das histórias?

NATHAN ENGLANDER: Acabo de ver a edição brasileira. É divertido vê-las de novo. É um bom teste, ver algo reaparecer depois de tanto tempo. Mas tenho essa idéia, uma regra que estabeleci logo que comecei a escrever, mesmo sem saber se iria mantê-la: você faz seu trabalho como algo isolado, privado, mas sinto que nada deveria ser mostrado ao mundo até que você esteja pronto a responder por isso para sempre.

A escrita é a única coisa na vida em que eu realmente tento o meu melhor. Não quase o melhor, ou “eu estava ocupado, fiz o melhor que podia”.

É realmente tudo que eu tinha num certo momento. Isso traz uma sensação de encerramento.

Quando um livro é publicado, é porque está pronto. E a idéia é que se me dessem mais dez anos com essa coleção eu não mudaria uma palavra.

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