Velho e emotivo

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Acordei um lixo hoje. Um de meus ouvidos estava meio que entupido, como se eu tivesse passado a noite mergulhando numa praia. Uma narina entupida e cheia de sangue coagulado. Minha cabeça doendo horrores.

Agora há pouco assisti ao filme Click. Comecei com poucas expectativas: apenas mais uma comédia com Adam Sandler. Mas da metade em diante o filme começa a ficar dramático e eu me identifiquei um pouco com o personagem do Sandler. Não que eu prefira o trabalho à família, mas várias outras coisas acabam me desviando dela. Bem, amo meus filhos e minha mulher e não quero desperdiçar minha vida. Acho que estou ficando meio velho e emotivo.

Triste

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O Flamengo está garantido na Libertadores do ano que vem. Puxa, que tristeza! O Vasco deu a impressão de que conseguiria com facilidade, mas de repente tudo começou a dar errado. E tudo começou a dar certo para eles.

Bem, sem a Libertadores creio que no ano que vem nós vascaínos teremos que nos conformar com mais um time medíocre.

Petit Finale

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Acabei de ler O Invasor, aquele livro que estava mutilado (arranjei um exemplar inteiro dele). Não sei como justificar isso com palavras, mas o fato é que não gostei do final do livro. Acho que vinha sendo bem desenvolvido (apesar da história não ser essa maravilha toda) mas me parece que o autor não sabe como encerrar um livro (ou ao menos não sabia quando escreveu este).

Muitos livros têm finais fracos apesar de serem legais. Às vezes me parece que os acontecimentos finais são meio improvisados como se o autor não soubesse como iria terminar mas a editora pressionasse por um ponto final na história. Lembro-me do (ótimo) filme Garotos Incríveis, em que o personagem do Michael Douglas já havia escrito mais de duas mil páginas de seu livro, uma vez que não conseguia terminá-lo.

Chuva

Chuva prá cacete. Chuva prá encher meu pequeno quintal. Chuva para inundar de esgoto minha cozinha, meus banheiros e minha área de serviço. Chuva. Merda de chuva.

Por que sempre que estou de férias o tempo fica horroroso desse jeito?

Intoxicado

Já retornei desde ontem, mas só agora juntei um pouco de coragem para encarar o teclado. O Rio é uma cidade intoxicante. Cada vez que vou até lá aumenta o meu pânico de multidão, e sempre que volto parece que desaparecem de minha mente todas as minhas constantes críticas à cidade de Campos dos Goytacazes. O trânsito daqui, que tanto me estressa no dia-a-dia, parece o trânsito de domingo de lá. Tanta gente, tanta coisa, tudo tão grande. Acho que nunca vou conseguir voltar a morar lá.

4 horas sem tirar

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Amanhã lá pelas 5 da manhã iniciarei uma maratona automobilística rumo ao Rio de Janeiro. Só espero que o carro não me deixe na mão.

No máximo segunda-feira estarei de volta para encantá-los com meus líricos posts.

Profanação

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Neste momento meu moleque mais velho está de cama, com febre, devido a problemas na garganta. A senhora minha esposa pretende invadir o pavilhão reto-furicular dele com um supositório. Bem, eu sei que é para que ele melhore, mas não consigo achar isso normal. Trata-se de uma profanação à inocência do ser humano masculino.

Carro idiota

É isso então. Para qualquer defeito que o carro dê devo me preparar para desembolsar no mínimo R$ 500,00 (dessa vez foram R$ 750,00). Chega! Vou arranjar um carro zero quilômetro. Pelo menos o valor que eu gasto com mecânicos seria melhor investido pagando as prestações de um carro muito melhor que o meu e que nunca irá dar defeito.

Velhice chegando

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Nessa minha maratona de releitura de Harry Potter aconteceu algo engraçado: do 5º livro, que li em 2003, não me lembrava de nada. Quase nada. 95% foi novidade para mim. Só lembrava mesmo de quem morre no final do livro (lembro-me, inclusive, de que isso era o chamariz do livro na época: "importante personagem morre ao final do livro. Quem será?"). Quanto ao 6º livro, que li em 2005, me lembrei de só um tiquinho a mais. Digamos que 85% do livro foi totalmente novo para mim.

Como é possível que eu não me lembre de nada de livros que li há relativamente pouco tempo. Quer dizer então que dessa montanha de livros que ando lendo atualmente eu não me lembrarei de nada em 2 anos? Puxa, confesso que isso me surpreendeu, pensei que iria reler esses livros para refrescar a memória a respeito de alguns detalhes, tipo 20% dos livros. Será que é a velhice chegando? Se for, está chegando um pouco cedo.

Caminhão de livros novos

Vou precisar de uma estante nova, pois nesses últimos dias chegaram 21 novas aquisições para a minha biblioteca. Desses 21, 16 foram comprados por R$ 5,00 no sebo da LivrariaDoCrime. Os outros vieram pelo Submarino. Vamos a eles:

Livros da LivrariaDoCrime

- 4 de John Grisham: A Confraria, A Intimação, O Corretor e A Firma. Sei que essa literatura de advogados não é um exemplo de qualidade, mas não deixa de ser divertida.

- 4 de James Lee Burke: Negro e Amargo Blues, Ferrovia do Crepúsculo, O Coração da Floresta e Perversão na Cidade do Jazz. Nunca li nada desse autor, mas parece-me que são boas histórias.

- 2 de James Ellroy: Sangue na Lua e Noturnos de Hollywood. Também nunca li nada dele, mas seu trabalho é sempre elogiado.

- 2 de Rubem Fonseca: O Buraco na Parede e A Confraria dos Espadas.

- 1 de Dennis Lehane: Um Drink Antes da Guerra. Gosto do Lehane e esse aqui parece ser o livro de estréia de sua mais recorrente dupla de detetives.

- 1 de George Pelecanos: Revolução Difícil. Nada sei sobre este autor, mas gostei do tema do livro.

- 1 de Rex Stout: Mulheres Demais. Não gostei muito do livro dele que li, mas vou dar outra chance.

- 1 livro de José Saramago: O Homem Duplicado. Único autor de língua portuguesa a receber o prêmio Nobel, Saramago é sempre uma leitura complicada, com seus parágrafos gigantescos, mas gostei do tema desse livro.

Livros do Submarino

- O Sr. Pip, de Lloyd Jones. Concorreu ao Booker Prize deste ano. Pelas resenhas parece-me que se trata de um grande livro.

- Bóris e Dóris, de Luiz Vilela. Concorrente da Copa de Literatura Brasileira (eliminado nas quartas-de-final), faz parte da minha idéia de me aproximar da literatura brasileira contemporânea (assim como os próximos 3 livros).

- O Dia Mastroiani, de João Paulo Cuenca. Nunca li nada dele, mas tenho vontade de conhecer seus escritos.

- Fátima Fez os Pés Para Mostrar na Choperia, de Marcelo Mirisola. Falam muito bem dele, então também quero dar uma olhada no que ele escreve.

- A Canção do Mago, de Hérica Marmo. Livro sobre a trajetória musical de Paulo Coelho. Um tema interessante.

Novo template

domingo, 18 de novembro de 2007

Não ficou tão bonito como eu achei que ficaria ao deparar-me com o modelo, mas gostei do melhor aproveitamento do espaço (afinal em 1024x768 sempre ficavam aquelas barras laterais inúteis)

Alteração

Template sendo alterado. Se as coisas estiverem estranhas, volte mais tarde.

Fim

sábado, 17 de novembro de 2007

Acabou. Depois de sete livros e 3283 páginas terminei a saga de Harry Potter. Bate uma certa tristeza afinal esses livros vêm me acompanhando desde o ano 2000, quando li o primeiro. Tanta coisa aconteceu nesse meio tempo... Bom, só posso dizer que adorei as 7 leituras.

Metamorfose capilar

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

O editor deste blog alguns dias atrás passou por um complexo processo de metamorfose capilar. Não acredita? Aí vão as fotos para provar:

Metamorfose capilar (antes)

Metamorfose capilar (durante)

Metamorfose capilar (depois)

Procura-se

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ando sumidaço daqui, hein! E não há nenhuma justificativa para isso; na verdade, deveria estar por aqui bem mais constantemente do que o normal, pois desde o dia 7 estou de férias. E não estou aproveitando nada, fazendo nada de diferente. Simplesmente passo o dia quase todo entre computador e livros. Mas agora que contei que estou à toa, não vai dar prá ficar muito ausente daqui.

"O lar do passarinho é o ninho/ E não o ar"

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Então para encerrar esse assunto que já encheu o saco (minha vontade de deixar o Brasil), vai aí uma letra muito boa do Gabriel O Pensador:

Brasa
Gabriel O Pensador

Um poeta já falou, vendo o homem e seu caminho:
"o lar do passarinho é o ar, e não o ninho".
E eu voei... Eu passei um tempo fora, eu passei um tempo longe.
Não importa quanto tempo, não importa onde.
Num lugar mais frio, ou mais quente de repente, onde a gente é esquisita, um lugar diferente.
Outra língua, outra cultura, outra moeda.
É, vida dura mas eu sou duro na queda.
Se me derrubar... eu me levanto, e fui aos trancos e barrancos, trampo atrás de trampo, trabalhando pra pagar a pensão e superar a tensão do pesadelo da imigração.
Clandestino, imigrante, maltrapilho.
Mais um subdesenvolvido que escolheu o exílio, procurando a sua chance de fazer algum dinheiro, no primeiro mundo com saudade do terceiro.
Família, amigos, meus velhos, meu mano - o meu pequeno mundo em segundo plano.
Eu forcei alguns sorrisos e algumas amizades.
Passei um tempo mal, morrendo de saudade.
(Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade.
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...)
Da beleza poluída, da favela iluminada, do tempero da comida, do som da batucada.
Da cultura, da mistura, da estrutura precária.
Da farofa, do pãozinho e da loucura diária.
Do churrasco de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali dormindo, o coroa aposentado.
(Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...)
Da mulata oferecida, do pagode malfeito, de torcer na arquibancada pro meu time do peito.
A pelada sagrada com a rapaziada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.
Da malandragem, da nossa malícia, da batida de limão, da gelada que delícia!
(Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de saudade...)
Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas dos programas da TV.
Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral.
Do calor humano, do fundo de quintal.
Do clima, da rima, da festa feita à toa - típica mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro e da cor.
E do nosso jeito de fazer amor.

Agora eu sou poeta, vendo o homem a caminhar:
o lar do passarinho é o ninho, e não o ar.
E eu voltei. E eu passei um tempo bem, depois do meu retorno.
Eu e minha gente, coração mais quente, refeição no forno.
Água no feijão, tô na área, bichinho.
Se me derrubar... eu não tô mais sozinho.
Tô de volta sim senhor.
Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.
Mas o amor é cego.
Devo admitir, devo e não nego, que aos poucos fui caindo na real, vendo como o Brasa tava em brasa, tava mal.
Vendo a minha terra assim em guerra, o meu país... não dá, não dá pra ser feliz.
E bate uma revolta, e bate uma deprê.
E bate a frustração, e bate o coração pra não morrer.
Mas bate assim cabreiro.
Bate no escuro, sem esperança no futuro, bate o desespero.
Bate inseguro, no terceiro mundo, se for, com saudade do primeiro.
Os velhos, os filhos, os manos - ninguém aqui em casa tem direito a fazer planos.
Eu forcei alguns sorrisos e lágrimas risonhas.
Passei um tempo mal, morrendo de vergonha.
(Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha.
Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...)
Da beleza poluída, da favela iluminada, da falta de comida pra quem não tem nada.
Da postura, da usura, da tortura diária.
Da cela especial, da estrutura carcerária.
A chacina de domingo, o rateio e o fiado, a criança ali pedindo, o coroa acorrentado.
(Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...)
Da mulata oferecida, do pagode malfeito.
Morrer na arquibancada pro meu time do peito.
O salário suado que não serve pra nada, o sorriso desdentado na rodinha de piada.
Da malandragem, da nossa milícia, da batida da PM, porrada da polícia.
(Eu tô morrendo de vergonha, tô morrendo de vergonha...)
Do jornal lá na banca, da notícia pra ler, das garotas de programa dos programas da TV.
Do jeitinho, do improviso, da bagunça geral, do sorriso mentiroso na campanha eleitoral.
Do clima de festa, da festa feita à toa - ridícula mania de levar tudo na boa - do contato, do mato, do cheiro da carniça.
E do nosso, jeito de fazer justiça.
Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa, casa do meu coração.
Mas eu vou ficar no Brasa porque o Brasa é minha casa e a minha casa só precisa de uma boa arrumação.
Muita água e sabão.
Ensaboa, meu irmão.
Não se suja não.
Indignação.
Manifestação.
Mais informação.
Conscientização.
Comunicação.
Com toda razão.
Participação.
No voto e na pressão.
Reivindicação.
Reformulação.
Água e sabão na nossa nação.
Água e sabão, tá na nossa mão.
(Tô morrendo de paixão, tô morrendo de paixão...)

Na Suécia

domingo, 4 de novembro de 2007

Ainda sobre o tema da Copa de 2014 no Brasil e meu desejo de ir embora do Brasil, a coluna dessa semana do Arthur Dapieve (novamente ele) é excelente:

O leite derramado
O copo d'água oxigenada com areia é nosso!

Carreguei a vergonha durante semanas, como um pária secreto, mas agora que estamos todos contentes com a Copa de 2014, agora que o Lula declarou que o brasileiro tem um “comportamento extraordinário”, agora que o Romário disse ter “orgulho de ser brasileiro”, agora que veremos, os que sobreviverem às estradas, aos tiroteios, às filas nos hospitais públicos, o país transformado num canteiro de obras, eu posso me confessar.

Tudo começou em meados de setembro, quando o presidente visitou a Suécia. Descobri, na ocasião, que as águas que separam os bairros centrais de Estocolmo são tão limpas que é possível pescar salmão ou truta, animais sensíveis, perto do Palácio Real. Descobri, ainda, que 600 dos 2.000 ônibus urbanos da capital sueca rodam com etanol brasileiro, muito menos poluente que o diesel habitual, habitual inclusive nas nossas ruas.

A correção ecológica fez com que os suecos tivessem inventado um jeito inédito de diminuir a quantidade de carros de passeio e, logo, de poluição. Não um mero rodízio pelo número da placa, que diminui apenas a quantidade num dado dia, mas não a absoluta, e sim cooperativas. Elas compram automóveis que os associados usam de acordo com suas reais necessidades particulares. Para ir ao trabalho, para fazer compras, para passear.

Funciona mais ou menos assim: os carros ficam estacionados em determinados pontos de Estocolmo; o associado que precisa de um deles telefona de seu celular para a cooperativa, passando o seu código pessoal e a placa do veículo; à distância, as portas são destravadas; as chaves ficam no porta-luvas; a pessoa liga o automóvel e faz o que quiser; quando termina de usá-lo, deixa-o estacionado em determinados pontos de Estocolmo; o associado que precisa etc... O valor da corrida paga manutenção e combustível.

Enquanto assistia a essa reportagem do correspondente da Rede Globo em Londres, Marcos Losekan, que acompanhou a viagem presidencial, eu não sabia se ria ou se chorava, imaginando uma coisa dessas instalada no Rio. Paradinhos em pontos determinados, com as chaves no porta-luvas, tais carros tornar-se-iam os alvos preferenciais dos ladrões.

Alguns até entrariam para a cooperativa só para depenar os veículos. Outros bandidos usariam os veículos para fazer “bondes” ou para desovar salmões, quer dizer, presuntos.

Isso, claro, sem mencionar a dificuldade que um motorista brasileiro teria de não ter o próprio automóvel, de dividi-lo com os demais cooperativados.

Logo ele, coitado, cria do país continental onde, desde um dos grandes erros de JK, a produção de carros particulares foi eleita a matriz do desenvolvimento nacional e a posse de um deles, o mais sagrado símbolo de status ou virilidade. Uma nação onde o pedestre pára para o carro passar. Uma mentalidade da qual é subproduto o atual presidente, exmembro da elite operária do ABC.

Tendo tido esses pensamentos terríveis, tão antipáticos, tão cruéis, eu me martirizei como um membro da Opus Dei, repetindo, como na propaganda, “o melhor do Brasil é o brasileiro, o melhor do Brasil é o brasileiro”.

Bem, até pipocar o escândalo do leite adulterado com soda cáustica e água oxigenada.

Que a qualidade do leite brasileiro é baixa, qualquer um que vá tomar um copo ali na esquina, na Argentina, pode há tempos atestar; mas que tais produtos químicos fossem adicionados por (ao menos) duas cooperativas beira o indizível. No meu código penal, seria crime hediondo contra crianças e idosos.

Mais um episódio do tão louvado jeitinho brasileiro, essa esperteza supostamente inata que consiste em saber botar no rabo alheio...

Como na inauguração do Engenhão entre Botafogo e Fluminense, em junho. Cada ingresso poderia ser trocado por uma lata de leite em pó. Teve torcedor que encheu a lata com areia. Desculpe-me, diante disso, não consigo reprimir o pensamento de que nunca superamos a condição de colônia de degredados.

Neste ponto, a etiqueta me obrigaria a fazer a ponderação de que quem age assim é uma minoria, que a maior parte do povo brasileiro é honesta e trabalhadora etc. Lembro-me, a propósito, de anedota contada por Stanislaw Ponte Preta em “Febeapá — O festival de besteira que assola o país”. Na década de 60, um colunista político, tão ou mais irritado que eu, escreveu que metade da Câmara de Vereadores de Fortaleza era composta por ladrões.

Diante da indignação geral, ele publicou desmentido no dia seguinte, dizendo que metade da Câmara de Vereadores de Fortaleza não era composta de ladrões. Enfim, tanto faz.

Mês passado, achei de rara justiça poética o lançamento da pré-candidatura de Oscar Maroni Filho à Prefeitura de São Paulo, pelo PTdoB, sigla que avacalha três outras.

Ele é dono da boate Bahamas e responde a processos por, entre outros crimes, favorecimento e exploração da prostituição. Quiçá um dia ele alcance o Planalto. Porque, na democracia, e precisamos aprender se quisermos de fato mudar alguma coisa, políticos não são diferentes de eleitores. Achar o contrário é cortejar uma ditadura, é clamar por mais um pai da pátria.

Lula é, sim, um homem do povo. Mas Renan Calheiros também é. Até o acadêmico Fernando Henrique é. A moralidade mutante do político nativo é igualzinha à do eleitor que enche a lata com areia para trocar por um ingresso de futebol. O resto é leite derramado.