domingo, 17 de julho de 2005

Ninguém escreve como o Gabo. Bukowski e Fante escrevem absurdamente bem, é verdade, e sei que há outros por aí a quem não cito por lapso de memória ou desconhecimento que também devem escrever muito bem, mas o fato, repito, é que ninguém escreve como o Gabo.

Digo isso depois de ter lido, de uma só sentada, seu novo livro: Memórias de minhas putas tristes. Uma ode ao amor, ainda que seja de um homem de 90 anos que nunca amara antes por uma garota de 14 anos, a quem nunca encontrou de outra forma que não deitada, de costas, no quarto de uma casa de má fama.

Não se trata de uma avalanche de palavras arrebatadoras como um Cem anos de solidão ou, meu favorito, O amor nos tempos do cólera, mas é uma delícia.

P.S.: Foi um dia com Gabo e Almodóvar. Difícil ter um melhor.