terça-feira, 21 de setembro de 2004

Eu não sei o que aconteceu e nem adianta ficar especulando, o fato é que a gata se foi. Vista pela última vez no domingo a noite, ela desapareceu nesta mesma noite, já que procurei-a e não vi sinal dela. Após passar a segunda-feira em estado de expectativa (quem sabe ela não surpreende e reaparece com aquele miadinho baixinho), as esperanças se foram. Minha esposa chora copiosamente e eu sofro muito por dentro. Foi-se um membro da família, a alegria da casa, um ser que amei cegamente.

Cada canto da casa, cada pedaço da rotina, em cada segundo há uma lembrança dela. Seja ao acordar (ela me acordava demadrugada para colocar ração, já que havia um gato que roubava sua ração, além disso mesmo quando era sábado ou domingo elame acordava às 6 da manhã, acostumada que estava a ver o despertador me acordando), comer (ela subia em cima da mesa e ameaçava comer a comida do meu prato), sair de casa (ela saía junto e ficava em volta da casa), chegar em casa (ela conhecia o barulho do portão sendo aberto e em pouco tempo se acostumou com o som do carro), ver TV (ela se aconchegava na gente), e muitas outras vezes, como eu já disse, cada segundo.

Agora temos que seguir em frente e passar por cima de mais essa. Meu filho vem aí (nasce em janeiro) e ainda tenho que decidir o que fazer com os sete filhinhos dela.

Saudade, muita saudade.