segunda-feira, 3 de março de 2003

Carnavalzinho

Sim, eu vesti minha sunga e fui para a praia, mas ela não foi necessária porque não entrei no mar. Parece que as coisas estão bem mudadas para mim. Parece que contaminei minha esposa, uma foliã convicta com minha aversão às multidões.

É engraçado ver como coisas que até alguns anos atrás eram legais pararam de fazer sentido. Folia carnavalesca, por exemplo (menos para mim, que nunca fui muito fã, mais para ela). Pegamos o ônibus, nos dirigimos para Grussaí, mas tudo lá parecia chato. Os amigos estavam chatos, as pessoas na rua estavam chatas, a praia estava chata.

A pior parte, sem dúvida nenhuma, foi a viagem de ônibus - tanto a ida quanto a volta (principalmente esta última). As pessoas pareciam animais irracionais, sem pensamentos, apenas com instintos de gritar e reclamar da lentidão, do engarrafamento, como se isso fosse resolver algo.

Sei que parece que estou olhando as coisas de cima para baixo, mas não tenho culpa se não me deixo levar por este ar de alegria.