terça-feira, 14 de maio de 2002

Realmente muita sacanagem o que fizeram com o Rubens Barrichello na Áustria. Mas peraí-um-pouquinho, alguém em algum momento achou que a ordem realmente não viria? O nosso instinto nacionalista aliado ao show de pilotagem do Rubinho pode até nos ter feito crer que o melhor seria não dar a tal ordem, mas Jean Todt é um homem de negócios. O objetivo dele é conquistar o mundial, não importando em que condições. Schumacher é o homem deles para conquistar o mundial, é o melhor piloto do mundo, um dos deuses da categoria em todos os tempos, portanto é mais credenciado que Rubens para o título, assim, foi privilegiado. Triste, mas lógico.

O que mais revolta é o cheiro de safadeza. Se as corridas não são decididas na pista, então por que estes caras arriscam suas vidas a cada duas semanas?

Mas pelo menos ficaram algumas coisas boas disto: Rubinho mostrou que é um senhor piloto. Ao contrário de alguns amigos meus, que preferem chamá-lo de banana por ter obedecido à ordem, prefiro admirar sua belíssima corrida, que o colocou com um dos "número-2" da Fórmula: como eu já disse, Schumacher é um dos deuses eternos deste esporte, então sua posição de número-1 é inatacável.

Quer saber mais sobre Fórmula-1, então dá um pulinho no Alta Fidelidade. A Viviane é ótima.