Os 8 campeões que vi
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
1 - Schumacher
2 - Alonso
3 - Hill
4 - Hamilton
5 - Hakkinen
6 - Raikkonen
7 - Villeneuve
8 - Button
Button e Barrichello
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
É bacana compartilhar a emoção de um campeão, coroando anos de trabalho árduo, mas fica a sensação de que tratou-se apenas de um ano bom dele, aliado a um ano péssimo de Massa, Alonso, Raikkonen e Hamilton (estes dois últimos até que tiveram uma melhora na segunda metade).
Apesar de não ter conseguido superar seu companheiro de equipe, vale enaltecer o bom trabalho de Barrichello nesta temporada, especialmente quando se relembra que no início do ano tudo levava a crer que sua carreira estava terminada. Depois de 2 vitórias, 1 pole e brigando pelo vice-campeonato na última corrida da temporada, o brasileiro mostrou que, se não é um gênio, ao menos é um piloto de enorme competência, e tudo leva a crer que ainda estrá no circo ano que vem, provavelmente na Williams.
Noticiazinhas
quarta-feira, 30 de setembro de 2009





Sputnik
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Na primavera de seu vigésimo segundo ano, Sumire apaixonou-se pela primeira vez. Um amor intenso, um verdadeiro tornado que varre planícies - aplanando tudo em seu caminho, lançando coisas para o ar, deixando-as em frangalhos, triturando-as. A intensidade do tornando não abranda nem por um segundo, enquanto sua rajada atravessa o oceano, destruindo Angkor Wat, incinerando a selva indiana, tigres e tudo, transformando-se em uma tempestade de areia em no deserto persa, sepultando uma exótica cidade-fortaleza sob um mar de areia. Em resumo, um amor de proporções realmente monumentais. A pessoa por quem Sumire se apaixonou era, por acaso, dezessete anos mais velha do que ela. E casada. E, devo acrescentar, era uma mulher. Foi aí que tudo começou, e onde tudo acabou. Quase.
Para quem ama DVDs
Além disso, o blog tem também um podcast, o Jotacast, que está em suas primeiras edições mas que já começou muito bem e só vem melhorando. Quem curte ouvir podcasts não pode perder este de jeito nenhum.
(aliás, estou devendo um post para falar dos muitos podcasts que escuto regularmente.)
Everton - 2009/2010
terça-feira, 25 de agosto de 2009

Creio que a Le Coq Sportif conseguiu fazer a camisa mais feia da temporada. Que coisa ridícula é esse V branco? Por que do peito prá baixo a tonalidade de azul muda, inclusive com umas terríveis listrinhas também em azul? Um clube com a história grandiosa do Everton, que, como seu belo distintivo mostra, foi fundado em 1878 merecia coisa muito melhor para mostrar à sua torcida.
A camisa nº2, se não é a coisa mais bonita do mundo, pelo menos tem um formato mais tradicional. Ficaria mais bonita se o patrocinador também estivesse com a cor das listras (como o distintivo está), mas aí ele ficaria meio escondido:

(originalmente publicado no natimorto projeto Futebol Inglês. Infelizmente, por absoluta falta de tempo não consegui me dedicar como gostaria a este novo blog)
Middlesbrough - 2009/2010
terça-feira, 4 de agosto de 2009

Não é uma obra-prima (achei que a listra branca no ombro poderia ser bem mais fina) mas passa uma sensação de que a confecção do uniforme do clube foi entregue a gente que sabe o que está fazendo.
(este texto foi publicado no blog Futebol Inglês - http://futebolnainglaterra.wordpress.com - , recém-fundado por este escriba, no qual penso em acompanhar esta temporada do futebol na terra da rainha)
Mais novas aquisições
sexta-feira, 31 de julho de 2009
- Austerlitz, de W. G. Sebald;
- Kafka à Beira-Mar, de Haruki Murakami;
- O Filho Eterno, de Cristovão Tezza.
O Passado
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Mais um livro foi incorporado à Biblioteca Mulatinho: O Passado, do argentino Alan Pauls, que recentemente virou filme (que eu ainda não assisti). Há tempos queria lê-lo, parece que chegou a hora.
Pullovers
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Tenho escutado algumas bandas de que nunca havia ouvido falar antes, a maioria graças ao maravilhoso site da Trama. De todas que conheci até agora, minha favorita é Pullovers, com sua música nerd e cheia de alma. Abaixo segue a canção que dá nome ao álbum Tudo Que Eu Sempre Sonhei, junto com sua primorosa letra:
TUDO QUE EU SEMPRE SONHEI
(Luiz Venâncio)
Sempre pensei que aconteceria,
de criança acreditava nos adultos
que era só pagar pra ver.
Feio, meio assim desconfiado,
perna em xis, já barrigudo,
duvidando que eu conseguisse crescer.
Mesmo assim, contudo,
o tempo foi passando
e eu fui adiando, mudo,
os grandes dias que ia conhecer.
Quem sabe amanhã? Próximo ano?
Cebolinha com seus planos
infalíveis ia me ensinar a ser
forte, corajoso, bom de bola,
um dos bonitos da escola
muito embora eu não fizesse questão.
Ainda bem que eu sou brasileiro,
tão teimoso, esperançoso,
orgulhoso de ser pentacampeão,
já que se eu fosse americano
pegaria uma pistola
e a cabeça ia perder a razão:
mataria quinze na escola,
estouraria a caixola
e apareceria na televisão.
E por fim cresci, de insulto em insulto
eu me vi como um adulto,
culto, pronto pra o que mesmo? Já nem sei.
Olho e não encontro,
penso se não fui um tonto
de acreditar no conto
do vigário que escutei.
Não tem carro me esperando,
não tem mesa reservada,
só uma piada sem graça de português.
Não tem vinho nem champanhe ou taça,
só um dedo de cachaça
e um troco magro todo fim de mês.
Tudo que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Quanto ainda está por vir...
Mas bobagem, quanta amargura,
eu já sei que a vida é dura,
agora é pura questão de se acostumar.
Basta ter coragem e finura
e o jogo de cintura
aprendido dia a dia, bar em bar.
Pra que reclamar se tem conhaque,
se na tevê tem um craque
e o meu Timão só entra pra ganhar?
Pra que imitar Chico Buarque,
pra que querer ser um mártir
se faz parte do momento se entregar?
E por fim tem até namorada,
bonitinha, educada,
séria, tudo o que mamãe vive a pedir.
Tem beijinho e também trepada
e a consciência pesada
a cada nova vontadinha que surgir
de outra mulher, de liberdade,
de um amor de verdade,
de poder fechar os olhos e sorrir,
pensando que então, dali pra frente,
seja qual for tua idade,
o melhor ainda vai estar por vir!
Tudo o que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Quanto ainda está por vir...
Tudo que eu sempre sonhei.
Tanto que eu consegui...
É tão bom estar aqui...
Eu sei.
O primeiro semestre letivo do Marco Antônio
sábado, 18 de julho de 2009
Chegaram as férias do meu filho Marco Antônio - aos que não lembram ou são novos por aqui, ele tem com 4 anos e está vivendo seu primeiro ano letivo. Compartilho com vocês, leitores, um texto em que sua professora faz uma espécie de resumo do que achou e vem achando do avanço dele:
Marco Antônio é uma criança muito esperta, comunicativa e carinhosa. Desenvolveu muito neste bimestre nas atividades em sala. Só precisa trabalhar mais a sua atenção e concentração nas tarefas propostas em aula.
Teve uma grande evolução na escrita. Antes, não tinha coordenação motora, não identificava nenhuma letrinha e mostrava-se inseguro nas tarefas realizadas. Hoje, já é capaz de identificar as letras (consegue associar som com a grafia), escreve seu nome com mediação oral da professora e mostra-se um pouco mais seguro. Reconhece as vogais, as letras do alfabeto e algumas famílias silábicas estudadas. Para escrever o alfabeto, precisa de constante mediação da professora. Precisa trabalhar mais na sua concentração em aula, pois se distrai com muita facilidade, o que vem atrapalhar seu desempenho.
Nas atividades lógico-matemáticas consegue contar de 0 a 15 e representar seu valor numérico e sua quantidade. Em alguns momentos mostra-se confuso. Já aprendeu as definições maior/menor, grosso/fino, dentro/fora, longe/perto, em cima/embaixo, comprido/curto e pesado/leve.
Em natureza e sociedade já tem entendimento sobre regras básicas do trânsito, meios de transporte. Aprendeu também sobre membros das famílias. Já reconhece as partes do corpo e suas funções.
Já identifica as cores e seus desenhos estão com traços mais fortes. Observa-se um interesse muito grande somente pela cor laranja.
Sua linguagem oral vem progredindo muito. Adora conversar com amigos e histórias. Mas há um interesse maior nas músicas dadas em sala.
Marco Antônio está atingindo os objetivos propostos.
Dificuldades de atenção, distração constante? Esse garoto tem mesmo o meu sangue correndo nas veias. Mas piadinhas a parte, é muito legal acompanhar a evolução do moleque, que não é perfeita, e nem deveria ser.
Werder Bremen 2009-2010
terça-feira, 14 de julho de 2009
Após muitos anos, o Werder Bremen mudou de fornecedor de material esportivo: sai a Kappa e entra a Nike. Abaixo temos o primeiro kit feito pela marca italiana para os papagaios (no meio temos a home, à esquerda a away e à direita a 3ª camisa):
Ao contrário das camisas da Kappa, que sempre foram belas e imaginativas sem parecer exageradas, a Nike fez um modelo frio, monótono, sem sal para a equipe de Bremen. A 1ª camisa parece a tradicional do Arsenal, só que verde ao invés de vermelha. Até gostei das listras da 2ª, mas morro de saudades da camisa preta que a Kappa fazia. Quanto à terceira, parece colete de treino.
A parceira Bremen-Kappa vai deixar saudades.
Mais um para a Biblioteca Mulatinho
Quando o vi, ao passar em frente a um sebo na semana passada, já sabia que iria ser meu, só que naquele momento eu estava com pouca grana e muita pressa. Mas de ontem não passou e minha biblioteca ganhou um novo título:
Apesar de ter sido recém-adquirido, creio que ele vá furar a gigantesca lista de títulos para leitura e ir direto para o topo.
Escrever é um ofício
domingo, 12 de julho de 2009
Estou com uma mania chata: durante minhas leituras, buscar trechos para citar aqui no blog, ou anotar em meus cadernos. Tenho feito isso em demasia, mas não tem jeito, se leio algo como o texto abaixo, resposta do escritor português Antonio Lobo Antunes a uma das perguntas feitas pela revista Época desta semana, tenho que postar aqui:
ÉPOCA - Como o senhor define sua obra?
LOBO ANTUNES - Eu não entrei na literatura para ser um escritor qualquer. Quero ser maior que Tolstói e Joyce - e acho que todo escritor tem de pensar assim, senão ele não produz nada. Ele tem de pensar em coisas grandes. Comecei a escrever porque queria revolucionar o romance, subverter a literatura, transformá-la em algo que ainda não existia, ofuscar os antepassados. É assim o meu projeto. Quero colocar tudo num livro, o mundo inteiro, minha vida inteira. Quero praticar a obra de arte total que imaginava Richard Wagner. Escrevo livros impossíveis. Se me ocorre uma história que me sinto incapaz de formular, é aí que começo um livro. Quero escrever sobre o que não entendo, sobre o que não tenho competência. É assim que vou contornando os problemas, e chamam isso de estilo experimental. Na verdade, é uma atitude de enfrentamento. E de liberdade. É por isso que não creio na profundidade. O que existem são infinitas superfícies superpostas. Quando você se aprofunda demais em um assunto, acaba saindo pelo outro lado, de mãos abanando. Escrever é um ato impossível porque tudo o que interessa vem antes das palavras, como as intenções, os desejos, a loucura. Os poetas são maiores porque conseguem transferir essas coisas inomináveis para as palavras. Mas escrever também é um ofício, como o de médico ou de carpinteiro. É preciso conhecer a técnica, para abandoná-la. Todo grande livro é uma reflexão profunda sobre a arte de escrever. Cada livro meu tem de ser um mundo.
Carnaval para o Street View
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Por ocasião da chegada do Google Street View ao Brasil, segue uma historinha bacana a respeito desta ferramenta googlática: no dia 3 de maio de 2008, por ocasião da passagem do carro responsável por fazer as fotos do serviço, os moradores de um trecho da rua Sampsonia, em Pittsburgh - USA, proporcionaram uma bela recepção ao veículo, conforme mostra o vídeo abaixo. Além disso, mais abaixo coloquei uma screenshot do Google Earth, mostrando que a festa foi aproveitada nos mapas do serviço.
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(via NowCafé)
Borogodó
segunda-feira, 6 de julho de 2009
(...) foi aí que as cervejas Perkn fizeram sentido em meu globo auricular e eu entendi que La Fischer estava me pedindo, certa de que eu seria macho demais para lhe recusar qualquer ordem, ela me pedia para tirar de cena, colocar na rua, fora da boate, o fotógrafo ao meu lado. (...) Vera Fischer não sabe, e o barulho ao redor me deu a impressão de que não seria o momento de explicar, que um dos juramentos do repórter moderno, com a mão estendida sobre o ensaio de Tom Wolfe a respeito do new journalism, é que em público será dado a todos que estão do lado de cá do ringue o direito constitucional de posicionar suas máquinas para bem quiserem, assim como aos que estão na outra posição será outorgado o beneplácito de botarem pra quebrar, passarem suas mensagens com a roupa que bem entenderem.
O excerto acima é um trecho de Em Busca do Borogodó Perdido, coletânea de crônicas do genial Joaquim Ferreira dos Santos, que assina a coluna Gente Boa todos os dias n'O Globo, além de ocupar a última página do Segundo Caderno todas as segundas-feiras, com seus textos deliciosos. Abaixo mais um trecho, para deixar os leitores com água na boca:
Estão todos reunidos aqui para a festa de lançamento de uma novela da Globo, uma oportunidade carioca de se ver no mesmo salão um senador da República, um travesti montado de Carmen Miranda, outro de Marilyn Monroe e uma cineasta com dificuldade de explicar o que fez com o dinheiro que o Estado lhe deu para filmar. São todos iguais esta noite. Recepcionistas empertigadas sorriem para um ponto vago no salão onde não tem ninguém. Leram a vida de Adriane Galisteu e sabem que a loura milionária já esteve ali em outra encarnação, faiscando com os olhos o mesmo mantra esperançoso - "me descobre, moço, me descobre".
