30

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Blog abandonado, nem passei por aqui pra mencionar que alcancei os 30 anos de vida. Continuo morrendo de medo, e esse número redondo me deu uma baita depressão, mas segue o jogo.

É isso, sou um trintão agora.

Pra vocês que curtem as fotinhos, eis mais uma, dos 3 moleques:

Foto do dia

quinta-feira, 2 de junho de 2011

(dei um leve retocada nela no iPad)

10 anos deste blog

terça-feira, 31 de maio de 2011

Esse blog está completando 10 anos hoje. Nem parece que o cara que está escrevendo agora é a mesma pessoa que aquele moleque de uma década atrás.

De lá pra cá eu rompi um noivado, conheci minha esposa, comecei a trabalhar, tive um filho, tive outro filho, tive uma filha, até hoje não consegui escolher uma faculdade pra cursar, li muito, vi muitos filmes, mudei algumas vezes a aparência desta página e não consegui emagrecer.

É chato que eu atualmente apareça tão pouco por aqui, com posts desconexos, sempre prometendo voltar a postar mais freqüentemente e nunca cumprindo. Várias vezes já pensei em fechar esse espaço mas não consigo. Uma parte bem legal de mim está aqui, e doeria no meu coração digitar o endereço e não ver o meu velho bloguinho.
Sendo assim ele continuará por aqui, e quem sabe algum dia eu encontre a inspiração (perdida há tantos e tantos anos) e volte a me dedicar a escrever.

E chega de saudosismo.

Sobre "Onde os homens conquistam a glória"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Meu veredicto sobre o livro: muito bom. Embora não tenha me cativado como "No ar rarefeito" e "Na natureza selvagem", ele é escrito com a mesma garra e provavelmente com mais rigor (por causa do tema muito espinhoso).

Envergonhadamente confesso que nunca havia ouvido falar na história de Pat Tillman, a estrela em ascenção do futebol americano que trocou sua carreira na NFL pelo que achava a coisa certa a se fazer no momento: ajudar o exército americano a deter os responsáveis pelos ataques de 11 de setembro.

Tillman acabou sendo morto vítima de fogo amigo mas o exército e o governo dos Estados Unidos tentaram de toda forma encobrir os eventos que levaram à sua morte, para tentar obter ganhos políticos com ela.

Homenagem a Edwin van der Sar

domingo, 29 de maio de 2011

Vim morar aqui em Campos em 1994 mas foi só em 95 que passei a me interessar mais de perto pelo futebol. Foi o ano em que o Grêmio de Jardel, Paulo Nunes e Danrlei (dirigido pelo Felipão) conquistou seu 2º título da Libertadores da América e havia toda uma expectativa pela final do Mundial Interclubes, a ser disputada contra os holandeses do Ajax.

Eu tinha pouquíssimo contato com futebol europeu, então. O pouco que sabia era o que o Globo Esporte e a revista Placar me contavam. E o que eles me contavam era que o time que enfrentaria o Grêmio era uma equipe comparável ao lendário Carrossel Holandês, um time que tocava a bola exaustivamente e que tinha em seu enorme goleiro uma espécie de líbero, sempre pronto a receber um passe fora da grande área e redistribuir a bola. O nome desse goleiro era Edwin van der Sar. Ele não estava em início de carreira (já era profissional do Ajax desde 1990) mas era um completo desconhecido pra mim.

Ao contrário do que se esperava (embora não se pronunciasse em voz alta, em respeito aos gaúchos), o Ajax não goleou implacavelmente o Grêmio. O jogo foi 0 a 0 e os holandeses conquistaram o títulos nos pênalties. Melhores momentos do jogo.

Nos anos seguintes, ainda que eu pouco tenha ouvido falar dele (à exceção da época da final da Liga dos Campeões perdida para a Juventus) fiquei com sua imagem gravada na mente, com toda sua altura e elegância com a bola nos pés. Até que em 1998 ele enfrentou o Brasil pela semifinal da Copa, sofrendo um gol de Ronaldo e perdendo nos pênalties.

Em 1999 ele foi contratado pela mesma Juventus que o derrotara em uma final de Champions League. Embora nessa época eu não assistisse ao Campeonato Italiano, chegavam muitas notícias dele por causa do Ronaldo e sua Internazionale. Mas por alguma razão ele nunca conquistou a torcida da Velha Senhora e eu me esqueci completamente dele quando em 2001 a Juve contratou o Buffon.

Corta para a temporada 2003-2004 quando a ESPN começa a transmitir o Campeonato Inglês. Foi a temporada do título invicto do Arsenal, e eu fique espantado em encontrar van der Sar com a camisa número 1 do modesto Fulham, de Londres. Parecia um imenso desperdício de talento mas nenhum dos grandes clubes europeus parecia querer apostar nele, o que fez com que permanecesse em Londres por 4 temporadas (já estava lá desde 2001).

Enquanto isso, o Manchester United penava com goleiros medianos como Roy Carroll e Tim Howard. Até que sir. Alex Ferguson resolveu dar um basta a esta situação contratando o gigante holandês que vinha desperdiçando seu bom nome preocupando-se apenas em manter o Fulham na metade de cima da tabela.

Pronto. Nosso herói enfim estava de volta aos holofotes (e de volta à minha TV, já que raramente um jogo do Fulham era transmitido), disputando grandes jogos e mostrando a importância de um grande goleiro a qualquer time que queira conquistar alguma coisa. A 1ª temporada do time com ele foi uma bela porcaria, com o time sendo eliminado na 1ª fase da Champions, mas a confiança de Ferguson foi recompensada. Em 2008 o clube foi campeão da Champions, batendo o Chelsea na final, após empate em 1 a 1 em 120 minutos e vitória por 6 a 5 nos penais (com van der Sar defendendo a cobrança final de Anelka).

Depois disso, Edwin esteve presente em mais duas finais de Champions, tendo perdido ambas para o Barcelona de Messi, inclusive a que foi realizada ontem, no último jogo de sua bela carreira. Sendo assim, boa aposentadoria pra ele.

Progresso ilusório

sábado, 28 de maio de 2011

Segue abaixo um trechinho de Onde os homens conquistam a glória (de Jon Krakauer, traduzido por Ivo Korytowski), minha leitura atual. Uma pequena amostra da insanidade que é uma guerra:

Durante uma investigação da morte de Tillman sete meses depois, o general de brigada Gary Jones perguntou ao primeiro-sargento da Companhia Alfa Thomas Fuller: "Quero dizer, por que aquela missão precisava chegar lá tão rápido?".

"Acho que não houve nenhum motivo", Fuller depôs sob juramento. "Acho que muitas vezes no [quartel-general] superior - talvez até, veja bem, acima do [quartel-general do] batalhão - eles podem ter um cronograma, e então simplesmente sentimos que temos que cumprir esse cronograma. Não existe nenhuma 'informação' por detrás. Não existem... veja bem, não existe nenhum evento por detrás. É só um cronograma, e sentimos que temos de cumpri-lo. É isso que determina este tipo de coisa." Em outras palavras, a sensação de urgência associada à missão adviera tão somente de uma fixação burocrática em cumprir prazos arbitrários, para que missões pudessem ser ticadas numa lista e marcadas como "realizadas". Essa ênfase na quantificação sempre foi uma marca das Forças Armadas, mas foi levada a novos níveis de estupidez durante a gestão de Donald Rumsfeld no Pentágono. Rumsfeld vivia obcecado com obter "indicadores" positivos que pudessem ser exibidos como sinais de progresso na Guerra Global contra o Terrorismo, ainda que tal progresso fosse apenas ilusório.


Foto do dia

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sim, eu sei que não posto uma foto do dia há muito tempo mas me bateu uma súbita vontade de compartilhar essa que tirei na Urca, onde estive no sábado levando a patroa para um seminário.

A UNIRIO e o morro


"Se eu fechar os olhos agora"

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Depois de uma pausa à qual eu gostaria de me referir como produtiva (no entanto isso seria uma mentira), voltei às leituras. Mas é claro que comigo as coisas não podem ser simples, portanto estou lendo na tela do iPad.

(eu já mencionei que comprei um iPad? não? deixe-me consertar isso: COMPREI UM IPAD E ELE É BOM DEMAIS!)

Mas eu estava falando de leituras, livros, literatura, essas coisas de que ninguém gosta. Só que eu gosto, o que fazer, certo?, perdoe-me por isso. No domingo entrei no site da Saraiva e comprei "Se eu fechar os olhos agora", do Edney Silvestre, talvez você já o tenha visto na Globo ou GloboNews (é jornalista).

É uma delícia esse lance de querer um livro, acessar o site da loja, digitar o número do cartão de crédito, clicar em confirmar e em alguns segundos já estar lendo-o (se me permite essa ênclise possivelmente mal-empregada, e se me permite esse hífen possivelmente mal-empregado).

Mas divago, tergiverso, digressiono.

"Se eu fechar os olhos agora" trata de dois amigos que encontram o corpo de uma mulher assassinada. São dois garotos abrindo levemente a porta da adolescência, nos anos 60, numa cidadezinha coronelista no interior do Rio de Janeiro. O marido da morta assume a culpa pelo assassinato mas os moleques não acreditam e partem numa investigação que irá mudar suas vidas.

A sinopse que escrevi acima faz com que o livro pareça banal mas a história da moça assassinada traz enorme profundidade a ele, há horas em que dá vontade de parar e vomitar de tanto nojo pelas coisas que aconteceram a essa moça (o que, por sinal, um dos personagens acaba fazendo).

Recomendo a leitura como uma bela história de amizade e um retrato do que já foi (e é bem possível que em alguns lugares ainda seja) o papel da mulher na sociedade.

20110422-065157.jpg

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Estou no iniciozinho de "O filho da mãe", de Bernardo Carvalho. Espero arranjar um tempinho pra tagarelar sobre ele por aqui depois.

Filmes assistidos em 2010

sábado, 15 de janeiro de 2011

Lista de filmes que assisti em 2010, teve muita coisa boa e muita porcaria:

Tyson

Foi Apenas um Sonho

O Solteirão

Inimigos Públicos

Appaloosa

Tempos de Violência

Mamma Mia

Kill Bill - Vol. 1

Medo da Verdade

Rio Congelado

A Origem

Operação Valquíria

Star Trek

Veronika Decide Morrer

Fatal

Speed Racer

Hudson Hawk - O Falcão Está à Solta

Rocky, Um Lutador

Irina Palm

Se Beber Não Case

A Verdade Nua e Crua

O Ilusionista

Futurama: A Distante e Selvagem Era Verde

Eu Te Amo, Cara

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça

2012

Scott Pilgrim Contra o Mundo

Rede de Mentiras

Embriagado de Amor

Efeito Dominó

Uma Noite de Amor e Música

Aconteceu em Woodstock

Dragonball Evolution

A Lenda dos Guardiões

Presságio

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

Bezerra de Menezes

Um Homem Bom

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Uma Equipe Muito Especial

Julie & Julia

Indiana Jones e a Última Cruzada

You Don't Know Jack

Superbad - É Hoje

Homem de Ferro 2

Rocky II

Quebrando a Banca

Um Faz de Conta que Acontece

Preciosa

Anjos e Demônios

>Vôo United 93

Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro

Sete Vidas

Cadillac Records

Agente 86 - Bruce e Lloyd Fora de Controle

Hancock

Ilha do Medo

Os Aloprados

The Karate Kid (2010)

O Casamento de Rachel

Quase Irmãos

WALL-E

Agente 86

Alice no País das Maravilhas

Às Margens de um Crime

El Secreto de Sus Ojos

Uma Noite Fora de Série

Morangos Silvestres

Kick-Ass

The Damned United

Shrek Para Sempre

Toy Story 3

Distrito 9

O Livro de Eli

Educação

O Psicólogo

Os Bons Companheiros

Questão de Honra

300

Três Homens em Conflito

Intrigas de Estado

Batman - O Cavaleiro das Trevas

Cabo do Medo

The Cove

Coração Louco

The Goods: Live Hard, Sell Hard

Um Sonho Possível

Um Homem Sério

Shrek

Simplesmente Complicado

Guerra ao Terror

Amor Sem Escalas

Depressão

sábado, 8 de janeiro de 2011

Na falta de coisa melhor pra postar, deixo-os com essa imagem clássica da internet brasileira.

Chegou mais um

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mais um para a Biblioteca Mulatinho: Sobre Homens e Montanhas, mais um do Jon Krakauer, e após ter lido três dele no ano passado posso dizer que jamais me cansarei de seus livros, pena que são tão poucos.

Lendo. Chegou.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Estou lendo Um Grande Garoto, do Nick Hornby. É bem possível que você tenha assistido ao filme baseado no livro, tinha o Hugh Grant com cabelo cortado e tal. É bem bacana, vale conferir. Quanto ao livro, estou ficando expert no Hornby, trata-se de mais um espécime de sua prosa com um leve toque de sarcasmo, e seus diálogos sempre prontos a mostrar a confusão do pensamento dos personagens. Eu gosto dos diálogos dele porque me parecem bem reais, e não um bando de personagens de novela da Globo declamando discursos pré-decorados. Nos diálogos do Hornby as pessoas não sabem bem o que dizer, voltam atrás no meio de uma frase, parecem comigo.

Quanto ao livro que chegou à Biblioteca Mulatinho, trata-se de Do que Eu Falo Quando Falo de Corrida, do Haruki Murakami. Em uma pequena listinha de leituras que desejo fazer em 2011 consta o Murakami, mas esse aparentemente não é um exemplar de seu realismo fantástico que, confesso, me assustou um pouco nos dois livros dele que li (Kafka a Beira-Mar e Minha Querida Sputnik). Se não aparecer algo irresistível antes, esse deve ser o próximo livro que lerei.

Sobre "O Solteirão"

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Antes de começar o texto, preciso fazer uma confissão: eu gosto do Michael Douglas. Mesmo quando não gosto do filme, a figura dele domina a cena de uma tal forma que os olhos sempre tendem a acompanhá-lo. Deve ser o incomum tom de voz dele e seu jeito de pronunciar as palavras. Fechado esse parêntese, vamos ao texto.

No começo de O Solteirão somos apresentados ao personagem de Douglas, Ben Kalmen, um bem-sucedido empresário do ramo de venda de carros (bem-sucedido ao ponto de ter sido capa da revista Forbes), 6 anos antes do presente. Na iminência de receber más notícias sobre um eletrocardiograma, ele abandona o consultório médico e daí então sua vida degringola.

Já no presente ficamos sabendo que ele perdeu tudo, inclusive esposa, dinheiro, respeito. Sua filha (Jenna Fisher, a Pam de “The Ofice”) e seu neto mantém uma relação difícil com ele. Ao levar a filha de sua namorada atual para uma entrevista de admissão em Harvard eles acabam indo pra cama e daí em diante o pouco que não havia sido destruído começa a ruir.

O filme tem um ritmo calmo, com uma trilha sonora pouco invasiva, aliás, em muitos momentos fica um completo silêncio na tela (outra confissão: gosto de filmes com silêncios).

Temos ainda as sempre marcantes presenças de Danny DeVito (um antigo amigo de 30 anos atrás que Douglas reencontra) e Susan Sarandon (a ex-mulher que se tornou uma bem-sucedida corretora de imóveis), além da deliciosa interação de Ben com Cheston, um estudante de Harvard.

Meu veredicto: trata-se de um ótimo filme, divertido mas com boas pitadas de drama.

Texto originalmente publicado aqui.

Lidos em 2010

domingo, 2 de janeiro de 2011

Para você, leitor curioso, publico abaixo a lista de minhas leituras em 2010. 3 livros a mais que ano passado, o que significa uma evolução, mas quero ler ainda mais em 2011.

1 - O filho eterno - Cristovão Tezza - 03/01/2010

2 - Ba-Vi: uma paixão sem limites - Raphael Carneiro - 04/01/2010

3 - Pesadelos e paisagens noturnas – Vol. 1 - Stephen King - 17/01/2009

4 - O encontro marcado - Fernando Sabino - 26/01/2010

5 - On writing - Stephen King - 28/01/2010

6 - Buick 8 - Stephen King - 22/02/2010

7 - Trocas macabras - Stephen King - 26/03/2010

8 - Pra ser sincero – 123 variações sobre um mesmo tema - Humberto Gessinger - 14/04/2010

9 - We’ll be here for the rest of our lives - Paul Shaffer - 22/04/2010

10 - Like a Rolling Stone – Bob Dylan na encruzilhada - Greil Marcus - 05/05/2010

11 - Pai rico, pai pobre - Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter - 24/05/2010

12 - No ar rarefeito - Jon Krakauer - 05/06/2010

13 - Perversão na cidade do jazz - James Lee Burke - 16/06/2010

14 - O turista acidental - Anne Tyler - 01/07/2010

15 - Crônicas saxônicas – Vol. II: O cavaleiro da morte - Bernard Cornwell - 26/08/2010

16 - Crônicas saxônicas – Vol. III: Os senhores do norte - Bernard Cornwell - 02/09/2010

17 - Os homens que odiavam as mulheres - Stieg Larsson - 22/09/2010

18 - Coelho em Crise - John Updike - 06/10/2010

19 - Solar - Ian McEwan - 18/10/2010

20 - Juliet Nua e Crua - Nick Hornby - 22/10/2010

21 - Pela bandeira do paraiso - Jon Krakauer - 31/10/2010

22 - Febre de bola - Nick Hornby - 10/11/2010

23 - O fascinante império de Steve Jobs - Michael Moritz - 19/11/2010

24 - Um Kindle para chamar de meu - Noga Sklar - 23/11/2010

25 - Na natureza selvagem - Jon Krakauer - 20/12/2010

26 - O monge e o executivo - James C. Hunter - 25/12/2010

27 - Frenesi polissilábico - Nick Hornby - 30/12/2010