(via CrisDias)
"Você é importante para tornar nossa opinião importante"
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
O vídeo abaixo (do Cardoso), mostra como gente babaca é capaz de destruir tudo, até mesmo a vontade de protestar:
(via CrisDias)
(via CrisDias)
O Twitter nunca me enganou. Ele #chupa
Domingo, 28 de Junho de 2009
Foi maneiro. Reagindo a alguma provocação do Ashton Kutcher (vulgo @aplusk, o perfil mais seguido do Twitter, com, no momento em que escrevo, 2.483.171 seguidores), e celebrando a vitória do Brasil sobre os Estados Unidos na final da Copa das Confederações, subitamente todos começaram a teclar a tag #chupa em seus mensagens na ferramenta de microblogging.
Daí prá frente foi uma insanidade. Começamos (sim, porque eu também mandei várias) a escalar o ranking de tópicos até historicamente atingirmos o topo dos Trending Topics, que é o ranking dos termos mais twittados durante as últimas horas. Eis abaixo a foto desse momento histórico.

Como muita gente mencionou, é óbvio que isso foi apenas uma piada que cresceu demais, e que bem mais útil seria usar a plataforma para fazer uma protesto/reivindicação menos alienada. O #forasarney, por exemplo, muito usado durante a semana, ficou longe de entrar nos Trending Topics. Mas, poxa, deixe-nos ficar com essa sensação bacana que só a internet permite, a de que nós brasileiros podemos dominar o mundo (já ouço o Hino Nacional, e uma lágrima desce por minha face...).
Daí prá frente foi uma insanidade. Começamos (sim, porque eu também mandei várias) a escalar o ranking de tópicos até historicamente atingirmos o topo dos Trending Topics, que é o ranking dos termos mais twittados durante as últimas horas. Eis abaixo a foto desse momento histórico.

Como muita gente mencionou, é óbvio que isso foi apenas uma piada que cresceu demais, e que bem mais útil seria usar a plataforma para fazer uma protesto/reivindicação menos alienada. O #forasarney, por exemplo, muito usado durante a semana, ficou longe de entrar nos Trending Topics. Mas, poxa, deixe-nos ficar com essa sensação bacana que só a internet permite, a de que nós brasileiros podemos dominar o mundo (já ouço o Hino Nacional, e uma lágrima desce por minha face...).
Começando Desonra
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Após um grande período dedicando-me ao audiovisual (especialmente séries), estou retornando à boa literatura.
Durante algumas semanas li um livro de não-ficcção, com um método para auto-organização (A Arte de Fazer Acontecer). Foi bacana, e potencialmente útil, mas eu não conseguia me concentrar na leitura, o que acabou afastando-me ainda mais da literatura, graças à sensação de que não era mais capaz de manter a mente focada nas páginas. Mas eis que aparece Desonra, e o texto limpo e fluído de Coetzee me traz de volta aos prazeres da literatura.
Quem gentilmente me emprestou o livro foi o Ronnie, o qual, segundo seu perfil no Skoob, está passando por alguns momentos difíceis com O Som e a Fúria, à espera da recompensa que vem depois.
Durante algumas semanas li um livro de não-ficcção, com um método para auto-organização (A Arte de Fazer Acontecer). Foi bacana, e potencialmente útil, mas eu não conseguia me concentrar na leitura, o que acabou afastando-me ainda mais da literatura, graças à sensação de que não era mais capaz de manter a mente focada nas páginas. Mas eis que aparece Desonra, e o texto limpo e fluído de Coetzee me traz de volta aos prazeres da literatura.
Quem gentilmente me emprestou o livro foi o Ronnie, o qual, segundo seu perfil no Skoob, está passando por alguns momentos difíceis com O Som e a Fúria, à espera da recompensa que vem depois.
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Literatura
Bill Gates
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
"Temos que descobir o que ele não sabe que precisa, mas precisa, aí mostrar a ele e garantir que só nós iremos dar a resposta."
Jovem Bill Gates no filme Piratas do Vale do Silício, que estou assistindo neste exato momento.
Jovem Bill Gates no filme Piratas do Vale do Silício, que estou assistindo neste exato momento.
GTD e Begley
Domingo, 17 de Maio de 2009
A Confraria do Medo e as brilhantes deduções, monumental barriga e incurável imobilidade de Nero Wolfe ficaram para trás. A partir de agora tentarei me dedicar a ser uma pessoa mais organizada e produtiva, começando pela leitura de A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen, a bíblia do pensamento GTD (Getting Things Done), que busca fornecer um método ao gerenciamento de ações para obtenção de bons resultados.
Como nos últimos dias tenho trabalhado em um ambiente sobre o qual não tenho nenhum controle, num posto de atendimento na cidade vizinha de São João da Barra, onde não consigo o nível de isolamento necessário a uma leitura técnica, vou levar um outro livro para lá: O Homem que se Atrasava, de Louis Begley, meu terceiro livro deste autor em 2009 - vamos ver se este é melhor que Despedida em Veneza, que achei meio chato.
Update (19/05/2009 - 07:19 AM): Não fui para São João da Barra ontem e aparentemente não vou mais. Parece que o livro do Begley, então, vai ficar para uma outra oportunidade.
Como nos últimos dias tenho trabalhado em um ambiente sobre o qual não tenho nenhum controle, num posto de atendimento na cidade vizinha de São João da Barra, onde não consigo o nível de isolamento necessário a uma leitura técnica, vou levar um outro livro para lá: O Homem que se Atrasava, de Louis Begley, meu terceiro livro deste autor em 2009 - vamos ver se este é melhor que Despedida em Veneza, que achei meio chato.
Update (19/05/2009 - 07:19 AM): Não fui para São João da Barra ontem e aparentemente não vou mais. Parece que o livro do Begley, então, vai ficar para uma outra oportunidade.
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Literatura
Up - Altas Aventuras
Sábado, 16 de Maio de 2009
O vídeo acima é um trailer de Up, a nova animação da Pixar, que, como todos os anteriores do estúdio, promete ser um dos melhores filmes do ano. Nele, o idoso Carl Fredricksen (que na versão em português será dublado por ninguém menos que Chico Anysio), após passar pelo falecimento de sua amada, decide levar adiante um sonho de juventude: uma viagem à Cachoeira do Paraíso, em plena floresta tropical. O método utilizado para a viagem é o que deixa a nós, apaixonados pelas idéias do estúdio, babando de vontade de assistir a este novo triunfo: milhares de balões de todas as cores presos à sua casa, levantando-a e gerando imagens belísssimas. Como clandestino nesta viagem temos o escoteiro Russel, que fica preso do lado de fora da casa bem no momento de sua "decolagem". É claro que a convivência dos dois nos trará todas aquelas boas mensagens que sempre estão presentes nos filmes da Pixar.
Uma vez que tenho crianças pequenas aqui em casa, os desenhos da Pixar estão constantemente sendo exibidas em minha televisão, o que me levou a ficar ainda mais fã dos trabalhos do estúdio (que, para quem ainda não sabe, é mais uma cria da mente de Steve Jobs). Meu favorito é Procurando Nemo, as crianças preferem Os Incríveis e Monstros SA.
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Cinema
Novo tema
Depois de um longo período, o template do blog volta a ser modificado. Eu já estava enjoado do tema anterior, com seus tons de azul, e montes de tranqueiras nas barras laterais. Desta vez estou buscando o minimalismo, com fundo branco, texto preto, e apenas o essencial na lateral. Ainda não está perfeito: preciso me livrar dos widgets de fotos e música, mas ainda não consigo me separar deles; quero restringir a quantidade de tags exibidas na barra, diminuindo para as 10 ou 15 mais usadas, só que não consegui arranjar uma maneira de fazer isso.
O que será que os estimados leitores acharam?
O que será que os estimados leitores acharam?
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Metalinguagem
Em 1 minuto + Dell
Domingo, 10 de Maio de 2009
Sempre chego atrasado em muitas coisas legais que rolam por toda a internet. Quando enfim assisto as coisas, as pessoas já estão comentando coisas que só conhecerei daqui a 1 mês. Bem, se você, distinto leitor, está ainda mais atrasado que eu, eis sua chance de conhecer 2 vídeos super-bacanas (Forrest Gump e Kill Bill em 1 minuto) e 1 pavoroso (a propaganda da Dell baseada na Dança do Créu):
- Forrest Gump em 1 minuto:
- Kill Bill, Partes 1 e 2, em 1 minuto:
- Propaganda da Dell:
- Forrest Gump em 1 minuto:
- Kill Bill, Partes 1 e 2, em 1 minuto:
- Propaganda da Dell:
Em Terapia
Sábado, 9 de Maio de 2009
In Treatment é a melhor série da atualidade. Ponto final. Eu não acompanho tantas quanto gostaria, mas não é difícil concluir que nenhuma série atual vá tão fundo na psique humana mesmo tendo tão pouca coisa acontecendo na tela.Para quem não conhece o programa, Gabriel Byrne é o psicoterapeuta Paul Weston. Os episódios da série (são 5 - isso mesmo, cinco - por semana) mostram as sessões de Paul com seus pacientes. Tanto a temporada passada como esta focam em 4 pacientes de cada vez; o 5º episódio semanal é o momento da inversão de papéis, com Paul consultando-se com sua psicoterapeuta Gina (interpretada pela vencedora do Oscar Dianne Wiest).
Os 4 pacientes desta temporada são: Mia, que foi paciente muitos anos atrás, e culpa Paul por várias derrotas em sua vida; April, uma jovem que acaba de descobrir que tem câncer, e decide que não vai lidar com a doença, simplesmente fingindo que ela nem existe; Oliver, uma criança com problemas bem densos, que incluem a separação recente de seus pais e a dificuldade de lidar com as expectativas deles; Walter, o CEO de uma grande empresa que passa por ataques de pânico, a pressão de seu trabalho e problemas familiares.
O que os pacientes contam a Paul é tudo que sabemos sobre eles; não há flashbacks, não há formas de acompanhar o que acontece a suas vidas entre uma sessão e outra. Isso é muito bacana, cada paciente é um desafio diferente para Paul e para o expectador, e a cada sessão novas peças são adicionadas ao quebra-cabeças de que cada um deles é composto. Inclusive Paul, que em suas sessões com Gina mostra as mesmas inseguranças que seus pacientes pagam para combater.
Se você ainda não assiste, faça um esforço e aprenda mais sobre si mesmo.
(abaixo segue um trailer da 2ª temporada. A imagem não está muito boa, mas vale a pena)
Biff Tanen responde
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Tom Wilson - o cara que interpretou o Biff Tannen na trilogia De Volta Para O Futuro - canta uma música com respostas a algumas perguntas que sempre quisemos fazer. É genial:
(via @pablovillaca)
(via @pablovillaca)
Engenheiros - o fim?
Domingo, 26 de Abril de 2009
Eu não tenho culhão de chegar numa feira pra 40 mil pessoas e dizer que eu vou tocar músicas novas.
Humberto Gessinger, numa entrevista em que insinua que os Engenheiros do Hawaii acabaram.
Se confirmar-se o fim da banda, vou ficar meio triste. Sempre convivi com vários entusiastas das canções de Humberto e quem quer que fizesse parte da banda. Mas creio que seria muito benéfico prá ele, já que a banda estava presa a um formato criado pelo próprio Gessinger, e seus fãs xiitas realmente não permitiriam que ele experimentasse coisas novas.
"Eu sei que é foda/ Mas vou-me embora"
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Após meu vulcânico encontro com a sra. Mulatinho e nossa pressa em morar juntos, várias pessoas que realmente se importavam (e, claro, continuam se importando) com a gente nos disseram para termos calma, pensarmos bem, as coisas poderiam dar errado. Eu mesmo tinha minhas dúvidas, mas paguei prá ver e as coisas estão dando certo até hoje. Recordo-me que um dos argumentos que foram usados para tentar me convencer a não cometer tal loucura era uma citação da música 20 e poucos anos: "Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos/ Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos". Lembrei disso quando ouvi História Prá Contar, do Moptop, cuja letra trata do mesmo tema: alguém que se acha novo demais para algo que possivelmente trará repercussões durante toda sua vida. Ouçam-na e leiam a letra (que está logo abaixo):
HISTÓRIA PRÁ CONTAR
Gabriel Marques/Moptop
Eu sei que é tarde
Não, não me abrace
Eu vou sair só
Vou sem juízo
Ver meus amigos
Sem hora pra chegar
Meu bem, escuta
A vida é curta
Eu vou sair só
Vou sem cuidado
Vou sem agasalho
Sem hora pra voltar
Eu tentei, eu tentei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu tentei, eu tentei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu cansei, Eu cansei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu tentei, não dá mais
Eu sei que é foda
Mas vou-me embora
Eu vou viver só
Não tenho idade
Pra ter vontade
De me acomodar
Vê se entende
Daqui pra frente
Eu vou viver só
Com vinte cinco
Não quero filhos
Só histórias pra contar
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Já lhe disse que não volto mais
Já lhe disse que não volto atrás
Já lhe disse que não vou chorar
Já lhe disse que não vou sangrar
HISTÓRIA PRÁ CONTAR
Gabriel Marques/Moptop
Eu sei que é tarde
Não, não me abrace
Eu vou sair só
Vou sem juízo
Ver meus amigos
Sem hora pra chegar
Meu bem, escuta
A vida é curta
Eu vou sair só
Vou sem cuidado
Vou sem agasalho
Sem hora pra voltar
Eu tentei, eu tentei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu tentei, eu tentei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu cansei, Eu cansei
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Eu tentei, não dá mais
Eu sei que é foda
Mas vou-me embora
Eu vou viver só
Não tenho idade
Pra ter vontade
De me acomodar
Vê se entende
Daqui pra frente
Eu vou viver só
Com vinte cinco
Não quero filhos
Só histórias pra contar
Já lhe disse que não vou ficar
Já lhe disse que não vou mudar
Já lhe disse que não volto mais
Já lhe disse que não volto atrás
Já lhe disse que não vou chorar
Já lhe disse que não vou sangrar
"Kiss a wookie, kick a droid"
Estava eu passeando pelo blog do Mushi-san quando deparei-me com o vídeo abaixo. É genial, uma homenagem a John Williams e seus temas clássicos, linkando todos a Star Wars.
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Vídeo
Mais King
Domingo, 19 de Abril de 2009
E apesar de ter falado mal dele no post de ontem, vou ter que aturá-lo por mais algum tempo, pois ainda falta um bom bocado para eu terminar Depois da Meia-Noite. A 3ª história, que estou iniciando, chama-se O Policial da Biblioteca, e até o momento (poucas páginas se passaram) está bem legal, com um clima mais ameno do que as duas anteriores. Mas o próprio King diz em seu prefácio que haverá um momento em que a história dará uma forte guinada. Só espero que não seja o retorno triunfal das vozes.
Aliás, que prefácios deliciosos escreve o King. Todas as quatro histórias deste livro tem o que ele chama de "nota introdutória" e antes da primeira ser iniciada, há uma longa e ótima conversa entre King e o Leitor. Vou transcrever dois parágrafos abaixo (a tradução é de Luísa Ibañes):
Aliás, que prefácios deliciosos escreve o King. Todas as quatro histórias deste livro tem o que ele chama de "nota introdutória" e antes da primeira ser iniciada, há uma longa e ótima conversa entre King e o Leitor. Vou transcrever dois parágrafos abaixo (a tradução é de Luísa Ibañes):
Muitíssimo importante é que os leitores gostaram de Quatro Estações. Não me lembro de um só correspondente daquela época que me censurasse por haver escrito algo que não continha horror. Em verdade, a maioria dos leitores queria contar-me que uma das histórias despertara suas emoções de algum modo, que ela os fizera pensar, que os fizera sentir - e essas cartas constituem a legítima retribuição para aqueles dias (e são muitos) em que as palavras surgem com dificuldade e a inspiração parece mínima, inclusive inexistente. Que Deus abençoe e conserve o Fiel Leitor; a boca pode falar, porém um conto não existe, a menos que haja um ouvido solidário para ouví-la.
(...)
Também continuo apreciando uma boa história. Adoro ouvir uma e adoro contar uma. Você pode não saber (ou talvez não se importe em saber) que me pagaram um bom dinheiro para publicar este livro e mais dois que o seguem, porém, se souber ou importar-se em saber, deveria também ficar sabendo que não recebi nenhum centavo para escrever as histórias do livro. Como tudo o mais que acontece por si mesmo, o ato de escrever se situa além da moeda. É uma grande coisa ter dinheiro, mas quando provém do ato de criar o melhor é não pensar demais nesse dinheiro. Ele atravanca todo o processo.
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Literatura,
Stephen King
Stephen King e as vozes da mente
Sábado, 18 de Abril de 2009
Eu não ouço vozes em minha cabeça. Não conheço pessoas que ouvem vozes em sua cabeça. No entanto, nos livros de Stephen King as pessoas constantemente ouvem as tais vozes zumbindo em sua mente. Às vezes mais de uma. Estas vozes normalmente são antagônicas ao pensamento, digamos, oficial do personagem.
Leio os livros desse cara porque muitas vezes são idéias bacanas que os motivam. Posso dizer que eles têm boas sinopses (Angústia, Jogo Perigoso e O Iluminado são bons exemplos), mas cada vez gosto menos da forma como King aborda seus temas, a facilidade com que seus personagens costumam saber tudo sobre qualquer assunto, seu narrador chatinho e detalhista.
Agora, esse lance das vozes está definitivamente afastando-me do chamado mestre do horror. Quase todos os protagonistas da literatura de King passam por momentos de solidão que trazem algum tipo de conflito psicológico que faz com que as tais vozes se manifestem, dizendo-lhes o que fazer, como fazer, ou simplesmente enchendo o saco do personagem, depreciando-o, irritando-o, dando-lhe pistas falsas.
E olhe que ele sabe escrever livros que não tragam essa papagaiada (ou, pelo menos, livros em que esse recurso não seja repetido à exaustão), vide os ótimos À Espera de Um Milagre e O Cemitério, livros em que os conflitos estão do lado de fora da mente, ou em que, pelo menos, os protagonistas, ainda que passando por fortes provações, não pareçam pessoas esquizofrênicas ou altamente perturbadas.
Tudo isso para falar sobre Janela Secreta, Secreto Jardim, uma das 4 histórias que compõem a obra Depois da Meia-Noite. Talvez você tenha visto o filme que foi baseado nesta história (acho que o nome é Janela Secreta, com Johnny Depp e o sempre fodaço John Turturro), do qual quase nada me lembro, apenas que o final é um pouco diferente do que acabei de ler no livro. Bem, aqui temos o recurso das vozes (convém pesquisar sobre ocorrência de distúrbios psíquicos no estado do Maine) usado à exaustão, especialmente na reta final. É mais um caso de texto estragado por este recurso; o que encaminhava-se para ser bem mais sutil e misterioso acabou virando uma overdose de acusações entre voz imaginária e mente.
Ainda não li tudo do King, e seus contos costumam ser bem mais enxutos e bem-resolvidos do que seus romances, mas o fato é que fica uma impressão ruim que pode acabar me afastando de vez do escritor.
Leio os livros desse cara porque muitas vezes são idéias bacanas que os motivam. Posso dizer que eles têm boas sinopses (Angústia, Jogo Perigoso e O Iluminado são bons exemplos), mas cada vez gosto menos da forma como King aborda seus temas, a facilidade com que seus personagens costumam saber tudo sobre qualquer assunto, seu narrador chatinho e detalhista.
Agora, esse lance das vozes está definitivamente afastando-me do chamado mestre do horror. Quase todos os protagonistas da literatura de King passam por momentos de solidão que trazem algum tipo de conflito psicológico que faz com que as tais vozes se manifestem, dizendo-lhes o que fazer, como fazer, ou simplesmente enchendo o saco do personagem, depreciando-o, irritando-o, dando-lhe pistas falsas.
E olhe que ele sabe escrever livros que não tragam essa papagaiada (ou, pelo menos, livros em que esse recurso não seja repetido à exaustão), vide os ótimos À Espera de Um Milagre e O Cemitério, livros em que os conflitos estão do lado de fora da mente, ou em que, pelo menos, os protagonistas, ainda que passando por fortes provações, não pareçam pessoas esquizofrênicas ou altamente perturbadas.
Tudo isso para falar sobre Janela Secreta, Secreto Jardim, uma das 4 histórias que compõem a obra Depois da Meia-Noite. Talvez você tenha visto o filme que foi baseado nesta história (acho que o nome é Janela Secreta, com Johnny Depp e o sempre fodaço John Turturro), do qual quase nada me lembro, apenas que o final é um pouco diferente do que acabei de ler no livro. Bem, aqui temos o recurso das vozes (convém pesquisar sobre ocorrência de distúrbios psíquicos no estado do Maine) usado à exaustão, especialmente na reta final. É mais um caso de texto estragado por este recurso; o que encaminhava-se para ser bem mais sutil e misterioso acabou virando uma overdose de acusações entre voz imaginária e mente.
Ainda não li tudo do King, e seus contos costumam ser bem mais enxutos e bem-resolvidos do que seus romances, mas o fato é que fica uma impressão ruim que pode acabar me afastando de vez do escritor.
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Stephen King
Terceiro
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
É com um prazer inenarrável que rompo um silêncio de vários dias para trazer uma notícia superbacana: VOU SER PAI MAIS UMA VEZ. Sim, leitores, meu terceiro filho já iniciou seu longo processo de crescimento e nutrição dentro da barriga da sra. Mulatinho. Ainda não tenho detalhes quanto ao tempo de gestação ou qualquer outro pois acabamos de receber a notícia, após um positivo no exame de sangue.
É levemente assustador, mas traz uma felicidade incrível. Há um sorriso bobo que não me abandona desde que recebi a notícia, e a sra. Mulatinho também é felicidade pura.
É levemente assustador, mas traz uma felicidade incrível. Há um sorriso bobo que não me abandona desde que recebi a notícia, e a sra. Mulatinho também é felicidade pura.
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